MC Poze do Rodo foi preso pela PF nesta quarta-feira em operação contra lavagem de dinheiro que movimenta valores bilionários no país. O cantor integra a Operação Narcofluxo. A ação visa desarticular associação criminosa acusada de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em transações ilegais. O esquema incluía operações com criptoativos no Brasil e no exterior.
Agentes federais cumpriram o mandado no início da manhã. A prisão ocorreu em condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. No mesmo local, o cantor foi vítima de assalto no mês passado.
A PF também cumpria outros dois mandados de prisão no estado. Em Bertioga, litoral paulista, policiais prenderam o MC Ryan SP. As ações integram operação nacional coordenada.
A defesa de Poze afirmou desconhecer os autos ou o teor do mandado. “Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade”, declarou o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves.
Esta é a terceira vez que Poze é preso. Em 2023, ele foi detido em investigação da Polícia Civil do Rio. Em 2019, o cantor foi preso em flagrante após show em Mato Grosso.
Segundo a PF, os envolvidos usavam sistema para ocultar valores. O esquema incluía operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. A investigação aponta sofisticação nas estratégias.
Cerca de 200 policiais cumpriram 39 mandados de prisão temporária. Também foram executados 45 mandados de busca e apreensão da 5ª Vara Federal em Santos. As ações ocorreram em nove estados e no Distrito Federal.
Os investigados poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Foram apreendidos veículos, valores, documentos e equipamentos eletrônicos. Os itens subsidiarão o aprofundamento das investigações.
O caso expõe o uso crescente de criptoativos em esquemas de lavagem no Brasil. A operação revela como organizações criminosas se adaptam a novas tecnologias financeiras. O desafio é acompanhar essa evolução.
Para o funk, a prisão reacende o debate sobre vínculos entre artistas e facções. Poze já foi investigado por shows em áreas dominadas pelo Comando Vermelho. A questão envolve limites da liberdade artística.
A Polícia Civil afirmou que letras de Poze “fazem apologia ao tráfico”. Segundo a DRE, shows eram usados para aumentar lucros com venda de entorpecentes. Os recursos financiariam armas e equipamentos para crimes.
A Operação Narcofluxo sinaliza maior rigor federal contra crimes financeiros no setor cultural. O desfecho pode influenciar como o país combate lavagem por meio de eventos e ativos digitais. A investigação prossegue.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!