A Petrobras e os parceiros do Consórcio de Libra anunciaram, nesta quarta-feira (8), em comunicado oficial ao mercado, o investimento de cerca de US$ 450 milhões (R$ 2,2 bilhões) no que a petroleira classificou como o “mais extenso” projeto de monitoramento sísmico mundial.
De acordo com a companhia, essa tecnologia permite a realização de um ultrassom do subsolo marinho para identificar estruturas geológicas e movimentações de fluidos como óleo, gás e água. O sistema será responsável pelo monitoramento das atividades de produção de petróleo e gás nos FPSOs Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2) — unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência. A previsão é que os primeiros dados sejam coletados no segundo trimestre de 2026.
O projeto inédito em águas profundas trará dados que permitirão uma compreensão aprofundada do comportamento do reservatório e sua dinâmica ao longo do tempo. Isso permitirá um melhor gerenciamento, garantindo a máxima recuperação de petróleo dos reservatórios. O comportamento do reservatório do campo de Mero, na Bacia de Santos, será monitorado por meio de uma infraestrutura submarina integrada por uma rede de sensores e instrumentos ópticos. Em janeiro de 2026, a produção no local ultrapassou os 680 mil barris por dia na média mensal.
A instalação de uma rede deste tipo no leito marinho é denominada Sistema de Monitoramento de Reservatórios Permanente (PRM). Ao otimizar o gerenciamento dos campos, a tecnologia maximiza a produção de óleo sem aumento relevante de emissões, contribuindo para a redução da pegada de carbono. A primeira fase do projeto, que corresponde à instalação de mais de 460 km de cabos com sensores ópticos, foi concluída em março de 2026, cobrindo uma área de 222 km².
Para a segunda fase, está sendo realizada a construção de mais 316 km de cabos sismográficos. Eles vão cobrir outros 140 km² das áreas de produção dos FPSOs Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4). Esta etapa será concluída em 2027. Os dados coletados do subsolo marinho serão recebidos pelos computadores a bordo das plataformas e, posteriormente, enviados por fibra óptica para a sede da Petrobras.
Em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a companhia usará também Inteligência Artificial para capturar informações continuamente do sistema PRM na área de Mero, contribuindo com a pesquisa científica e segurança operacional do campo. O campo de Mero está localizado no Bloco de Libra e é operado pela Petrobras em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda., TotalEnergies EP Brasil Ltda., CNPC, CNOOC Petroleum Brasil Ltda. e a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).
Fonte: Agência Brasil


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