A Polícia Federal de São Paulo instalou duas novas bases da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado. As unidades operam na Baixada Santista e em Paulínia, no interior paulista.
O superintendente regional Rodrigo Sanfurgo fez o anúncio na terça-feira, 14 de abril. O objetivo consiste em ampliar o combate ao crime organizado por meio de ações conjuntas entre diferentes órgãos de segurança.
Segundo o portal Metrópoles, a expansão leva o modelo de asfixia financeira e combate ao tráfico de drogas já aplicado na capital para essas duas regiões estratégicas. A estrutura conta com apoio da Polícia Rodoviária Federal, da Secretaria de Segurança Pública, da Secretaria de Administração Penitenciária e da Sanappen.
O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF, Denis Cali, afirmou que os resultados recentes de apreensões e prisões justificam o crescimento das operações. Sanfurgo explicou que a escolha dos locais obedeceu a critérios de rotas usadas pelo crime e de presença consolidada da PF.
“Nossa vontade era ter uma base em todas as regiões onde a Polícia Federal atua”, declarou o superintendente. “Começamos com uma base e agora passamos a três.”
A base na Baixada Santista concentra esforços no Porto de Santos, principal ponto de exportação de drogas do Primeiro Comando da Capital para o exterior. Paulínia foi selecionada por seu alto poder aquisitivo, pela proximidade com Campinas e pela conexão direta com o Aeroporto de Viracopos.
Sanfurgo detalhou que a unidade de Paulínia funcionará de forma avançada em parceria com a prefeitura local. Denis Cali destacou a cooperação técnica entre as forças, sem hierarquias rígidas e com ênfase na articulação prática durante as ações.
O secretário de Segurança Pública estadual, Osvaldo Nico Gonçalves, garantiu que as polícias Civil e Militar de São Paulo atuarão de modo integrado nas operações da nova estrutura. Com a medida, a Ficco passa a contar com três bases no estado, incluindo a da capital.
A iniciativa responde ao uso sistemático de portos e aeroportos por organizações criminosas no fluxo de narcotráfico. As zonas de maior renda servem também para ocultar movimentações financeiras ilegais ligadas ao PCC.
As autoridades preveem repetir o volume de apreensões e prisões que motivou a expansão das bases. A integração entre órgãos federais, estaduais e municipais fortalece a inteligência, as investigações financeiras e o controle de fluxos logísticos em todo o território paulista.
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