A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Bórgias II. A ação busca desarticular uma organização criminosa responsável por fraudes contra o INSS nos estados do Maranhão e do Piauí.
As investigações apuram saques de benefícios previdenciários efetuados após o óbito dos titulares originais. O grupo inseria pessoas fictícias nos cadastros e alterava dados para permitir os levantamentos indevidos.
Conforme nota oficial da Polícia Federal, os agentes cumpriram 17 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária. As medidas ocorreram nas cidades de Teresina, no Piauí, além de Codó e Bacabal, no Maranhão.
A operação contou com articulação direta junto à Coordenação de Inteligência Previdenciária. Os alvos incluíam indivíduos que adulteravam os locais de pagamento para facilitar o saque por terceiros não autorizados.
As autoridades identificaram 17 benefícios diretamente vinculados ao esquema criminoso. Parte dos investigados já havia sido alvo da primeira fase da Operação Bórgias, o que revela a persistência das fraudes.
A Justiça Federal autorizou o sequestro de bens e valores dos suspeitos até o montante de R$ 5,3 milhões. A decisão determina ainda a suspensão cautelar dos benefícios obtidos de forma irregular.
Os investigados responderão por organização criminosa e estelionato majorado. Enfrentam também acusações de falsidade ideológica, uso de documento falso, apropriação de bens de pessoas idosas e lavagem de dinheiro.
O trabalho de inteligência permitiu mapear os mecanismos utilizados pela quadrilha para burlar os controles do INSS. Os criminosos exploravam falhas no registro de óbitos e na autenticação dos beneficiários.
As investigações indicam que o rombo pode superar o valor bloqueado até o momento. Os agentes buscam agora identificar outros membros do grupo e dimensionar a extensão completa do prejuízo ao erário.
A Coordenação de Inteligência Previdenciária forneceu dados essenciais para o sucesso da operação. Esse apoio técnico permitiu o cruzamento preciso de informações entre diferentes bases de dados oficiais.
A primeira fase da Operação Bórgias já havia sinalizado a existência do esquema. Mesmo assim, o grupo manteve as atividades ilícitas, o que motivou a continuidade das apurações pela Polícia Federal.
O sequestro determinado pela Justiça Federal abrange contas bancárias e outros bens dos alvos. A medida visa recuperar recursos desviados dos cofres públicos por meio das fraudes.
As ações recentes da Polícia Federal evidenciam que esse tipo de golpe contra o INSS apresenta escala nacional. Os investigadores analisam possíveis conexões com facilitadores internos e entidades intermediárias.
A operação mobiliza esforços para reforçar o monitoramento dos benefícios previdenciários. Os dados colhidos serão utilizados para aprimorar os sistemas de verificação de óbitos e prova de vida.
As investigações prosseguem com o objetivo de mapear toda a cadeia do esquema. As autoridades pretendem apresentar os resultados completos à Justiça Federal nos próximos meses.
Com informações de metropoles.com.
📬 Assine a Newsletter do O Cafezinho
Receba a Manchete do Dia diretamente no seu e-mail, de graça e sem enrolação, todo dia pela manhã. É só colocar o seu e-mail abaixo:
[mailchimp_subscribe_form]


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!