Pesquisa Genial/Quaest indica que o governo Lula tem 43% de aprovação e 52% de desaprovação. Os números mostram consolidação de avaliação negativa fora da margem de erro.
O levantamento reforça uma tendência recente.
Desde o fim de 2025, a desaprovação passou a superar a aprovação de forma consistente, indicando mudança no humor do eleitorado.
Os dados centrais são diretos:
- Aprovação: 43%
- Desaprovação: 52%
- Não sabem/não responderam: cerca de 4% a 5%
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O dado mais relevante não é apenas a diferença.
É o tamanho dela.
A distância de cerca de 9 pontos percentuais coloca a desaprovação acima da aprovação fora da margem de erro, o que indica avaliação negativa consolidada.
A evolução recente confirma o movimento.
- Fevereiro: 45% aprovavam e 49% desaprovavam
- Março: 44% aprovavam e 51% desaprovavam
- Agora: 43% aprovam e 52% desaprovam
Ou seja, há uma sequência de deterioração gradual.
Outro indicador importante é a avaliação qualitativa.
Cerca de 43% classificam o governo como negativo, enquanto índices de avaliação positiva ficam abaixo disso, ampliando o desgaste.
O recorte regional ajuda a explicar o cenário.
A queda mais forte ocorre no Sudeste, onde a desaprovação já ultrapassou a metade do eleitorado em diferentes rodadas recentes.
Já o Nordeste segue como principal base de sustentação do governo, com níveis mais equilibrados entre aprovação e rejeição.
O perfil por idade também pesa.
Faixas entre 25 e 59 anos concentram índices de desaprovação acima de 50%, grupo considerado decisivo eleitoralmente.
No plano político, o impacto é direto.
A perda de aprovação reduz a margem de manobra do governo e dificulta a construção de vantagem eleitoral para 2026.
Isso se conecta com outro dado.
Pesquisas recentes mostram Lula em empate técnico ou atrás de adversários no segundo turno, indicando que a avaliação do governo já afeta o cenário eleitoral.
O efeito é conhecido.
Avaliação negativa tende a limitar crescimento do candidato incumbente e ampliar espaço para oposição.
No plano econômico, o reflexo também é relevante.
Percepção negativa do governo influencia expectativas de consumidores e investidores, impactando consumo, investimentos e confiança.
No plano institucional, o dado indica pressão crescente.
Governos com desaprovação acima de 50% tendem a enfrentar maior resistência política e social.
O número mais importante não é apenas o 52%.
É a trajetória.
Com três quedas seguidas na aprovação e avanço contínuo da desaprovação, a pesquisa Quaest indica um cenário de desgaste progressivo.
E coloca o governo em uma fase mais sensível do ciclo político.


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