Menu

STJ interrompe julgamento de ex-coronel uruguaio condenado por crimes da Operação Condor

3 Comentários🗣️🔥 O Superior Tribunal de Justiça interrompeu o julgamento sobre a homologação da sentença italiana que condenou o ex-coronel uruguaio naturalizado brasileiro Pedro Antonio Mato Narbondo à prisão perpétua. A ministra Isabel Gallotti solicitou vista dos autos para examinar precedentes do Supremo Tribunal Federal sobre a Lei de Anistia. O ministro Sebastião Reis Júnior, […]

3 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 16/04/2026 14:12

O Superior Tribunal de Justiça interrompeu o julgamento sobre a homologação da sentença italiana que condenou o ex-coronel uruguaio naturalizado brasileiro Pedro Antonio Mato Narbondo à prisão perpétua.

A ministra Isabel Gallotti solicitou vista dos autos para examinar precedentes do Supremo Tribunal Federal sobre a Lei de Anistia.

O ministro Sebastião Reis Júnior, relator do caso, votou pela homologação da condenação. Ele sustentou que crimes de lesa humanidade não prescrevem e que a Lei de Anistia brasileira revela incompatibilidade com a Convenção Americana de Direitos Humanos.

O relator determinou aplicação imediata de medidas cautelares contra o ex-militar. Narbondo deverá utilizar tornozeleira eletrônica e entregar o passaporte às autoridades judiciais.

O Ministério Público Federal defendeu a homologação da sentença proferida na Itália. A subprocuradora-geral da República Luiza Cristina Frischeisen classificou o processo como relevante para a responsabilização por violações praticadas por governos autoritários na América do Sul.

A representante do MPF citou as famílias que ainda procuram os corpos de parentes desaparecidos. Ela reforçou a necessidade de avanço na apuração penal desses atos.

Pedro Antonio Mato Narbondo tem 85 anos e recebeu condenação da Justiça italiana em 2021. A pena abrange sua participação em sequestros, torturas e assassinatos no âmbito da Operação Condor.

O ex-coronel não pode ser extraditado em virtude de sua nacionalidade brasileira. O governo italiano solicitou, por isso, que a prisão perpétua seja executada em território brasileiro.

Jair Krischke, presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, acompanhou o andamento do julgamento. Ele avaliou que uma decisão favorável à homologação poderia estabelecer precedente para a punição de agentes da repressão do período militar.

Cristina Mihura, viúva de uma das vítimas da Operação Condor, acompanha o desfecho do caso no tribunal. O resultado final do STJ interessa diretamente a familiares que buscam responsabilização pelos crimes do passado.

O processo recoloca em discussão os limites da Lei de Anistia para crimes de lesa humanidade. De acordo com o site do STJ, o pedido de vista da ministra Isabel Gallotti suspendeu a análise do tema.

A posição que prevalecer no tribunal pode moldar o tratamento dado ao legado de violações de direitos humanos. O julgamento envolve tensão entre a legislação interna e os compromissos internacionais assumidos pelo país.

Com informações de operamundi.uol.com.br.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.




Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Sgt Bruno 🇧🇷

16/04/2026

Esse negócio de interromper julgamento é só enrolação! Esses comunistas querem proteger os deles e deixar os militares na berlinda. Selva! Lugar de melancia é na salada, não no poder!

Miriam

16/04/2026

É crucial que o STJ siga o devido processo legal e analise os precedentes adequadamente. A interrupção para vista demonstra a importância de uma decisão bem fundamentada, respeitando a legislação vigente.

Zizi

16/04/2026

Ah, meninos mal-educados, quanta história ainda precisam aprender! A Operação Condor foi um período sombrio de ditaduras na América Latina, e não podemos permitir que crimes contra a humanidade fiquem impunes sob o manto da anistia. Justiça e memória são fundamentais para que erros do passado não se repitam. Vamos manter o amor ao povo sempre em primeiro lugar!


Leia mais

Recentes

Recentes