Ruslan Pukhov, chefe do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias (CAST), afirmou que o caça Su-35S da Força Aérea da Rússia possui a maior experiência moderna de combates aéreos entre todos os caças de quarta geração do mundo.
Pukhov destaca que o avião concentra o maior número de abates de aeronaves de combate adversárias nessa classe. Como relatou a TASS, ele atribui esse desempenho ao radar embarcado, ao grande alcance de detecção e aos mísseis ar-ar de longo alcance.
O principal componente do sistema é o radar N035 Irbis-E do tipo PESA. Esse equipamento rastreia até 30 alvos simultaneamente e engaja oito deles ao mesmo tempo.
Publicações técnicas estimam que o Irbis-E detecta caças típicos com seção radar de três metros quadrados a distâncias de 350 a 400 quilômetros no modo de feixe estreito. No modo de varredura ampla, a distância de detecção fica entre 200 e 250 quilômetros.
O Su-35S conta ainda com o sistema optoeletrônico OLS-35, que integra sensores infravermelho, TV e laser. Esse conjunto detecta um F-16 na retaguarda com motor em pós-combustão a cerca de 100 quilômetros.
Em voo normal, a detecção cai para 30 a 35 quilômetros. O OLS-35 também identifica mísseis de cruzeiro táticos de baixa observabilidade como SCALP-EG e JASSM-ER a aproximadamente 10 quilômetros na região posterior da fuselagem.
O Su-35S utiliza mísseis ar-ar como o R-77-1 e especialmente o R-37M, com alcance teórico de 300 a 400 quilômetros conforme o perfil de lançamento. Essa combinação permite ao caça russo atuar sob o conceito de ver primeiro e atacar primeiro.
Classificado como caça 4++ pela Rússia, o Su-35S incorpora vetorização de empuxo, aviônica digital moderna e melhorias estruturais que o aproximam de características de quinta geração. O avião pode atingir alvos de alto valor antes de entrar em regimes de combate próximo.
A superioridade aérea, segundo Pukhov, resulta da integração entre detecção antecipada, alcance dos mísseis e experiência operacional acumulada em combates reais. O uso contínuo do Su-35S contra aviação inimiga reforça sua eficácia para engajar adversários antes de ser detectado ou atacado.
O projeto russo prioriza vantagens como sensores poderosos, longo alcance e capacidade de engajamento de múltiplos alvos. Esse conjunto mantém o Su-35S como peça central da superioridade aérea russa em diversos cenários operacionais.
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Marcos Conservador
17/04/2026
Claro, mas me diga: como “experiência moderna” é medida exatamente? Só força bruta e número de horas de voo ou tem missão real e confronto direto envolvido? Se for só conversa de propaganda, vale menos do que um F-16 bem pilotado em combate real.
Silvia D.
17/04/2026
É bom ver análises que valorizam dados reais — mas “liderar em experiência” não significa invencibilidade. Mesmo o Su-35S tendo demonstrado robustez e versatilidade em combate aéreo ([es.wikipedia.org](https://es.wikipedia.org/wiki/Sukhoi_Su-35?utm_source=openai)), também há registros de perdas e confrontos onde sua superioridade foi contestada ([forcaaerea.com.br](https://forcaaerea.com.br/ucrania-derruba-mais-um-moderno-sukhoi-su-35-russo/?utm_source=openai)). A tecnologia e doutrina contam muito, mas guerra aérea é imprevisível — devemos sempre buscar fontes confiáveis antes de aceitar afirmações absolutas.
Sgt Bruno 🇧🇷
17/04/2026
Claro… Mais uma da guerra de ego industrial: dizer que o Su-35S “lidera” no combate aéreo entre caças da 4ª geração é um exército de palavras e zero de provas concretas. Experiência conta? Sim — mas o que vale mesmo é desempenho real, não narrativas de marketing militar russo.
Clarice Historiadora
17/04/2026
Sgt Bruno, tô contigo nessa crítica — afinal, assim como na Guerra do Vietnã ficou claro que ter muitos rádios “disruptivos” não garante vitória aérea sem tática, experiência e dados concretos (ver bibliografia em Petrov & Almeida, 2023, Estudos em Estratégia Aérea). Se o artigo quiser sustentar que o Su-35S “lidera”, que apresente comparativos de combate real, não só simulações ou propaganda de Estado.
Augusto Silva
17/04/2026
“‘Maior experiência moderna’ entre caças de quarta geração? Só se o parâmetro for número de proparoxítonas no discurso russo. Sim, o Su-35S tem vantagens notáveis — radar Irbis-E que detecta alvos a até 350-400 km, empuxo vetorado, alta manobrabilidade — mas também coleciona perdas operacionais contra defesas antiaéreas modernas. Não dá pra transformar combustível de propaganda em blindagem certeira: experiência é importante, mas trajetória, contexto tático e qualidade do oponente contam muito mais.”
Miriam
17/04/2026
Interessante análise, mas é preciso checar dados independentes antes de aceitar essa afirmação como fato. Experiência militar não se resume apenas ao número de combates — manutenção, táticas e suporte logístico também pesam muito. Se o Su-35S realmente lidera nesse quesito, seria bom ver comparações objetivas com caças de outras nações, com relatórios revisados por pares.
Carlos A. Mendes
17/04/2026
Poxa, acho que sempre rola um exagero quando o assunto é “o melhor caça da geração”. Pode até ser que o Su-35S tenha tido bastante uso, mas isso não significa automaticamente superioridade total — tem muitas variáveis como tecnologia de detecção, apoio logístico, treinamento e táticas envolvidas.
Tadeu
17/04/2026
Ah, mais uma da Rússia dizendo que seu brinquedo é o mais potente — ok, mas falta ver dados concretos em combate real. Sempre bom lembrar: experiência declarada ≠ eficácia comprovada.
Fernando O.
17/04/2026
Interessante afirmação, mas experiência de combate aéreo não é só número de missões ou abates, é também tecnologia, logística, inteligência e suporte. E duvidoso que a Rússia tenha transparência total pra comprovar que o Su-35S *lidera* em todos esses quesitos. Se quer provar liderança, mostra dados concretos — instalações, sensores, taxa de sucesso — não só propaganda oficial.
Zé Trovãozinho
17/04/2026
Tá de brincadeira, né? O cara só fala isso porque a Rússia precisa vender ideia pra fora — “maior experiência” é vago demais pra servir de argumento. Se quiserem impressionar de verdade, que mostrem dados concretos comparando vitórias, perdas e desempenho em missões específicas, senão fica só no marketing barato.
Karina Libertária
17/04/2026
Pô, ótimo que esse Su-35S esteja destruindo no benchmark aérea, mas já viu quantos aí tão é dependendo de Bolsa Família e achando que vai mudar algo? Se tivesse investido em assets lá fora, dólar, ações tech, hoje teríamos um poder de fogo diferente, viu. Performance militar é fundamental, mas economia também tem que voar alto, não ficar no solo.
Maura Santos
17/04/2026
Karina, tá misturando alhos com bugigangas — claro que economia forte importa, até porque quanto mais grana no bolso, menos gente depende de Bolsa Família. Mas ficar achando que riqueza privada basta é esquecer o apagão de serviços públicos que a extrema-direita causou dando as costas pro coletivo — se a gente tivesse priorizado o social junto do econômico, não estaríamos refém nem de crise militar nem de injustiça.