A China deu início à construção de uma usina hidrelétrica avaliada em US$ 1 bilhão no Camboja. O projeto Upper Tatay fica localizado na província montanhosa de Koh Kong e tem conclusão prevista para 2029.
O empreendimento é desenvolvido pela estatal China National Heavy Machinery Corporation e funcionará como sistema de armazenamento por bombeamento. A instalação gerará um gigawatt de energia e atuará como uma grande bateria recarregável, armazenando eletricidade em períodos de baixa demanda para liberá-la nos picos de consumo.
O investimento ganha importância para o Camboja, que ainda depende fortemente de combustíveis importados. O economista Jayant Menon, do instituto ISEAS – Yusof Ishak em Singapura, destacou que o aumento dos preços de combustíveis pressiona economias em desenvolvimento e reforça a necessidade de diversificação energética.
Nos últimos anos, a presença chinesa na infraestrutura cambojana cresceu de forma expressiva. Empresas da China financiaram e executaram a rodovia Phnom Penh–Sihanoukville, avaliada em US$ 2 bilhões, além do novo aeroporto internacional próximo à capital, inaugurado em 2023.
Esses projetos fazem parte da estratégia chinesa de ampliar a conectividade regional por meio da Iniciativa do Cinturão e Rota. As usinas construídas por empresas chinesas elevaram o acesso à eletricidade no Camboja de cerca de 50% da população em 2010 para aproximadamente 96% atualmente.
O complexo Upper Tatay deve contribuir para a integração estável de fontes intermitentes, como solar e eólica, na rede nacional. A tecnologia reduz a dependência de combustíveis fósseis e oferece maior estabilidade ao sistema elétrico cambojano.
O projeto é considerado um avanço relevante para a segurança energética do país asiático. Para a China, a obra reforça sua liderança em tecnologias de geração limpa e consolida os laços econômicos com o Sudeste Asiático, conforme reportagem do South China Morning Post.
Com a conclusão esperada para o final da década, o empreendimento deve transformar a matriz elétrica cambojana. A usina servirá ainda como referência para outros países que buscam maior estabilidade energética por meio de fontes renováveis.
Com informações de SCMP.
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Vanessa Silva
18/04/2026
Esses investimentos mostram como a China está se posicionando estrategicamente na infraestrutura do Sudeste Asiático. Se o projeto for bem planejado e ambientalmente responsável, pode trazer energia limpa e estabilidade para a região — mas é crucial garantir transparência e benefícios reais para as comunidades locais.
Silvia D.
18/04/2026
Interessante ver esse investimento, mas sempre fico pensando no impacto ambiental e social de grandes obras como essa. Energia limpa é importante, mas precisa vir acompanhada de responsabilidade com as comunidades locais e com a saúde do ecossistema.
Clarice Historiadora
18/04/2026
Interessante ver como a China segue expandindo sua influência pelo Sudeste Asiático por meio de obras de infraestrutura. Enquanto isso, o Ocidente ainda finge surpresa com a chamada “Nova Rota da Seda”. No fundo é só geopolítica em forma de concreto e turbina — e o Camboja, claro, vira laboratório energético de Pequim.
Adalberto Livre
18/04/2026
MAIS UMA OBRA DOS COMUNISTAS METENDO O BEDELHO EM TUDO!! DEPOIS VEM DIZER QUE É AJUDA, MAS É SÓ PRA CONTROLAR OS OUTROS PAISES!! E AINDA TEM GENTE QUE ACHA ISSO BONITO!! ACORDA POVO!!
Renato Professor
18/04/2026
Adalberto, antes de gritar “comunismo”, vale entender que esses investimentos seguem a lógica do capital global — retorno financeiro, contratos, infraestrutura. É o mesmo jogo que os EUA jogam há um século, só que com outros sotaques.
Augusto Silva
18/04/2026
Enquanto o Ocidente ainda discute “fundos verdes” que nunca saem do papel, a China segue fincando concreto e turbina onde há potencial energético. É geopolítica com megawatts: investimento real, emprego local e influência duradoura. O Brasil podia aprender — temos água, sol e vento de sobra, mas sobra também burocracia e miopia estratégica.
Karina Libertária
18/04/2026
Ah pronto, mais um país querendo depender da China pra tudo. Enquanto isso, o Brasil fica aí distribuindo bolsa pra quem não quer trabalhar em vez de pensar em investimentos sérios. Gente, tem que pensar global, fazer o próprio money work for you!
Eduardo C.
18/04/2026
Um investimento de US$ 1 bilhão é coisa séria — quero ver os números do retorno energético previsto e o impacto ambiental calculado. Será que o custo-benefício fecha, ou é mais um projeto de influência geopolítica disfarçado de infraestrutura?
Alice T.
18/04/2026
Enquanto os bilionários do Vale do Silício fazem discurso verde tomando café em copo descartável, a China vai lá e mete um bilhão pra construir infraestrutura real. Claro que tem geopolítica no meio, mas pelo menos entrega algo concreto. O Ocidente adora palestrar, mas quem tá levantando barragem e gerando energia é Pequim.
Sgt Bruno 🇧🇷
18/04/2026
Esses comunistas não param de espalhar suas garras pelo mundo, hein? Enquanto isso, o Ocidente dorme no ponto! É tudo parte do plano vermelho pra dominar a energia e meter o controle global. Selva!
Mariana Ambiental
18/04/2026
Bruno, o “plano vermelho” que você teme é só investimento em infraestrutura num país vizinho — coisa que o Ocidente costuma fazer há décadas sem ninguém chamar de dominação. Talvez o susto venha de ver o jogo econômico mudando de lado.
Marcos Conservador
18/04/2026
Mais uma jogada da China pra expandir sua influência comunista disfarçada de “cooperação energética”. Esses projetos nunca vêm de graça — primeiro constroem, depois controlam. E o pessoal ainda acha bonito esse tipo de “parceria”.
Rubens O Pescador
18/04/2026
Ô Marcos, controle mesmo é o que o povo sente quando falta luz e comida na mesa, coisa que a China e o PT sempre tentaram resolver. Enquanto uns ficam com medo de fantasma comunista, outros tão construindo energia e botando o povo pra trabalhar.