A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou uma organização criminosa especializada na lavagem de medicamentos de alto custo, expondo uma rede que desviava remédios destinados a hospitais e instituições públicas de saúde para revenda ilegal em todo o país.
O delegado Laércio Rosseto, da 10ª Delegacia de Polícia, informou que o esquema operava há pelo menos seis anos. A quadrilha movimentava milhões de reais com a comercialização irregular desses produtos.
Conforme detalhou o portal Metrópoles, a investigação identificou ramificações no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Cidades do Entorno como Valparaíso de Goiás e Novo Gama também faziam parte do circuito da organização.
Os criminosos focavam em medicamentos como Imbruvica, Venclexta e Tagrisso, usados em tratamentos oncológicos e de doenças autoimunes. Cada caixa desses remédios chegava a custar até R$ 80 mil.
A polícia suspeita que muitos produtos perderam a eficácia por falta de refrigeração adequada durante o transporte irregular. Isso pode ter causado intoxicação em pacientes que utilizaram os medicamentos comprometidos.
O delegado Rosseto alertou que essas pessoas podem estar morrendo sem saber, em razão de um medicamento que deveria fazer o bem e está fazendo o mal. O grupo interceptava cargas de distribuidoras legítimas por meio de roubos e furtos.
Os envolvidos revendiam os produtos por meio de empresas de fachada que emitiam notas fiscais frias para dar aparência de legalidade. Em apenas um ano, o líder Alécio Soares Silva movimentou cerca de R$ 22 milhões.
Duas empresas em Goiânia e uma em Samambaia atuavam como peças centrais na operação financeira do esquema. Um dos casos envolveu o roubo de uma carga avaliada em R$ 4 milhões em Niterói, após sair de uma distribuidora mineira.
A PCDF conseguiu interceptar o carregamento no Aeroporto Internacional de Brasília antes que fosse entregue a uma empresa de fachada no Distrito Federal. Treze funcionários de uma distribuidora localizada no aeroporto participavam ativamente do desvio.
Eles retiravam os medicamentos do estoque e os escondiam em caixas destinadas ao descarte para posterior entrega a comparsas. Com a quebra de sigilo bancário, descobriu-se que alguns desses funcionários, com salários entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, movimentaram até R$ 3 milhões em contas pessoais.
A operação cumpriu cinco prisões preventivas e 17 mandados de busca e apreensão. Três pessoas foram presas, enquanto o líder Alécio Soares Silva e Danilo Gonçalves de Souza seguem foragidos.
A ação contou com o apoio da Divisão de Operações Especiais da Polícia Civil de Goiás. Denúncias sobre o paradeiro dos fugitivos podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no número 197.
Em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a polícia fiscaliza as cargas recuperadas e monitora eventuais revendas de medicamentos comprometidos. As investigações buscam agora possíveis conexões do esquema com facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital.
O caso expõe grave risco à saúde pública e falhas no controle de distribuição de remédios de alto valor. A PCDF pretende aprofundar as apurações para dimensionar o impacto real da fraude sobre pacientes e redes públicas de saúde.
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Beto Engenheiro
18/04/2026
Enquanto o país precisa investir pesado em hospitais e infraestrutura de saúde, tem gente desviando remédio pra fazer dinheiro fácil. É revoltante. Falta fiscalização eficiente e sobra bandido aproveitando brecha. Sem punição exemplar, o sistema continua doente.
Eduardo C.
18/04/2026
Impressionante como ainda há gente lucrando em cima da saúde pública. Queria ver números concretos sobre o prejuízo causado e quantos pacientes ficaram sem tratamento por causa disso. Justiça precisa ser rápida e exemplar nesses casos.
Jeferson da Silva
18/04/2026
É revoltante ver remédio de hospital público sendo desviado enquanto trabalhador sofre na fila do SUS. Essa quadrilha devia sentir na pele o que é depender de remédio caro sem ter dinheiro. E depois ainda vem político falar em cortar gasto público… cortar é o crime, não o direito do povo!
Evelyn Olavo
18/04/2026
É revoltante ver como até os remédios do SUS viram alvo de quadrilhas. Enquanto faltam medicamentos nos hospitais, tem gente lucrando com a dor alheia. Que a investigação vá até o fim e todos os envolvidos paguem caro por isso.
Francisco de Assis
18/04/2026
Você disse tudo, Evelyn. Essa turma que lucra com o sofrimento do povo é o retrato da alienação moral que ainda existe no país. Mas o Brasil soberano que tá se reconstruindo não vai mais tolerar esse tipo de saque ao bem público.
Carlos A. Mendes
18/04/2026
É revoltante ver esse tipo de esquema envolvendo remédios que deveriam salvar vidas. A gente paga imposto até dizer chega e ainda tem gente lucrando em cima da saúde pública. Se a polícia conseguiu pegar esses caras, que a Justiça faça a parte dela também — chega de impunidade.
Alice T.
18/04/2026
É revoltante ver que até remédio de hospital público vira mercadoria pra lucro de uns poucos. Enquanto isso, tem gente morrendo esperando tratamento. O sistema é doente porque quem tem poder e dinheiro acha que pode tudo — e quase sempre pode mesmo.
Vanessa Silva
18/04/2026
É revoltante ver esse tipo de esquema envolvendo medicamentos que deveriam salvar vidas. Além do prejuízo financeiro, o impacto disso na saúde pública é enorme. A cidade precisa investir mais em rastreabilidade e controle logístico — é planejamento básico, não dá pra depender só de operações policiais.
Fernando O.
18/04/2026
Mais um caso mostrando que o problema não é falta de dinheiro, e sim de controle e fiscalização. Esses remédios desviados custam milhões aos cofres públicos e tiram tratamento de quem precisa. Antes de discutir ideologia, era bom olhar os números desse tipo de roubo.
Zé Trovãozinho
18/04/2026
Mais um escândalo mostrando o quanto o sistema público está tomado por corrupção e descaso. Enquanto o povo sofre sem remédio, tem gente lucrando com o que é nosso. Depois reclamam quando o cidadão perde a fé nas instituições. Isso é o retrato do Brasil destruído pela esquerda e pelo aparelhamento estatal.
Mariana Ambiental
18/04/2026
Zé, corrupção nesse nível não tem cor partidária — o que destrói o país é o conluio entre políticos e empresários que veem a saúde pública como mercadoria. O problema não é o Estado, é quem o captura pra enriquecer.