Os governos do Brasil, do México e da Espanha manifestaram profunda preocupação com a grave crise humanitária que atinge Cuba e pediram a adoção de medidas concretas para aliviar o sofrimento da população.
O posicionamento conjunto foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Espanha após reunião realizada em Barcelona, durante o encontro In Defense of Democracy. As três nações expressaram «profunda preocupação com a séria crise humanitária que o povo cubano enfrenta».
O comunicado solicita medidas imediatas para melhorar as condições de vida, evitando qualquer ação que agrave a situação ou viole o direito internacional. O documento reafirma o compromisso dos países com direitos humanos, valores democráticos e diálogo respeitoso como caminho para solução duradoura.
Conforme o Sputnik International, os governos indicaram disposição para intensificar esforços humanitários coordenados em apoio à população cubana. Os três países ressaltaram a importância de respeitar os princípios da Carta das Nações Unidas, incluindo integridade territorial, igualdade soberana dos Estados e solução pacífica de controvérsias.
O apelo surge em meio à escalada de tensões entre Havana e Washington. Em janeiro, o presidente dos EUA Donald Trump assinou ordem executiva que autoriza tarifas de importação sobre bens de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba.
A medida declarou ainda estado de emergência nacional, sob a justificativa de suposta ameaça à segurança nacional proveniente da ilha. O governo cubano acusou Washington de tentar sufocar sua economia e tornar insustentáveis as condições de vida da população.
As restrições impostas pelos EUA agravaram a escassez de combustível e energia, impactando diretamente o abastecimento e o funcionamento de serviços essenciais. Em declarações à NBC News, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel reconheceu que as negociações com os Estados Unidos são complexas, embora sejam possíveis.
O líder cubano enfatizou que Cuba não busca conflito armado e mantém postura defensiva. Ele reafirmou o compromisso com a soberania nacional diante das atuais dificuldades.
A população cubana enfrenta apagões frequentes, escassez de combustíveis e dificuldades no abastecimento de bens básicos. O chamado conjunto de Brasil, México e Espanha busca promover alívio humanitário coordenado diante desse quadro.
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Adalberto Livre
19/04/2026
AH AGORA TODO MUNDO PREOCUPADO COM CUBA NÉ?? MAS NINGUÉM FALA QUE ESSA CRISE É FRUTO DO TAL COMUNISMO QUE PROMETERAM SER O PARAÍSO!! QUEREM AJUDA? COMEÇEM ACABANDO COM ESSE SISTEMA FALIDO QUE SÓ TRAZ MISÉRIA!!
Francisco de Assis
19/04/2026
Adalberto, meu caro, a crise de Cuba vem muito mais do bloqueio criminoso imposto há décadas do que de qualquer sistema. Difícil prosperar com o pescoço apertado pelos EUA, né? O que o povo cubano precisa é de soberania, não de sermão de quem aplaude sanção.
Miriam
19/04/2026
Ainda bem que alguém está olhando para a situação de Cuba com seriedade. O povo não pode ficar refém de disputas ideológicas enquanto falta o básico. Que as medidas venham logo e sejam práticas, não apenas discursos diplomáticos.
Beto Engenheiro
19/04/2026
Enquanto ficam nos discursos sobre Cuba, aqui no Brasil tem hospital caindo aos pedaços e estrada esburacada. Quer ajudar de verdade? Investe em infraestrutura, gera emprego e depois pensa em salvar o mundo. Sem obra concreta, é só conversa.
Renato Professor
19/04/2026
Finalmente um gesto de lucidez diplomática. A crise cubana não se resolve com embargo e retórica, mas com cooperação e solidariedade concreta. É curioso ver que justamente os países mais atacados pela extrema-direita por “passarem pano” são os únicos a propor uma saída humanitária racional.
Vanessa Silva
19/04/2026
É bom ver países se posicionando de forma prática diante da situação em Cuba. Mas o ideal seria que esse apoio viesse também com propostas de desenvolvimento sustentável e modernização urbana, e não só ajuda emergencial. Sem planejamento e investimento em infraestrutura, o ciclo de crise se repete indefinidamente.
Silvia D.
19/04/2026
É urgente pensar na saúde pública cubana como prioridade humanitária. Faltam insumos, medicamentos e condições básicas, e isso não pode ser tratado como questão ideológica. Que os países que se dizem parceiros ajudem de fato, com cooperação em vacinas, remédios e infraestrutura do SUS cubano.
Marcos Conservador
19/04/2026
Lá vem de novo essa turma passando pano pra ditadura comunista! Cuba sofre não por falta de ajuda, mas porque o regime insiste em controlar tudo e reprimir o povo. Antes de pedir “medidas urgentes”, esses governos deviam exigir liberdade e democracia de verdade por lá.
Zizi
19/04/2026
Marcos, meu filho, quem realmente reprime o povo é o bloqueio econômico imposto há mais de 60 anos pelos Estados Unidos. Antes de repetir o discurso dos meninos mal-educados de Miami, vale estudar um pouquinho de história e ver quem de fato impede Cuba de respirar.