O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, reafirmou que seu governo manterá o veto ao empréstimo de 90 bilhões de euros da União Europeia destinado à Ucrânia. O desbloqueio dos recursos só ocorrerá com a plena restauração do fluxo de petróleo pelo oleoduto Druzhba.
Orban informou por meio de mensagem na rede X que recebeu sinalização de Bruxelas sobre a disposição de Kiev. A Ucrânia estaria pronta para retomar as entregas de petróleo pela infraestrutura em 20 de abril, caso o veto húngaro fosse suspenso.
O líder húngaro respondeu de forma direta: sem petróleo, não haverá dinheiro.
O oleoduto Druzhba — cujo nome significa “amizade” em russo — serve como uma das principais rotas de abastecimento de petróleo para a Europa Central. A infraestrutura conecta a Rússia à Hungria, à Eslováquia, à República Tcheca e à Alemanha.
A interrupção recente do fornecimento gerou impactos imediatos na economia húngara. Budapeste depende de forma significativa dessa rota para garantir sua segurança energética e controlar custos domésticos.
Orban explicou que a Hungria não participa diretamente do empréstimo. Ainda assim, o poder de veto dentro do bloco europeu concede ao país influência decisiva sobre a aprovação do pacote.
Ele deixou claro que o apoio húngaro virá somente após a normalização completa das entregas de petróleo. Essa exigência mantém o impasse sobre o financiamento de longo prazo a Kiev.
A posição de Budapeste surge em meio a divergências persistentes com a União Europeia. Os pontos de atrito envolvem tanto o volume de ajuda financeira à Ucrânia quanto as sanções energéticas aplicadas contra a Rússia.
O governo húngaro defende uma abordagem pragmática na questão. A segurança energética nacional deve prevalecer sobre decisões políticas centralizadas em Bruxelas.
Orban tem questionado a estratégia europeia de confronto com Moscou. Ele argumenta que essa linha causa prejuízos maiores aos próprios países do bloco do que à Rússia.
O pacote de 90 bilhões de euros tem como objetivo sustentar as finanças públicas ucranianas e apoiar a reconstrução do país. O veto mantido pela Hungria atrasa a decisão final e expõe fissuras internas no bloco.
A falta de petróleo russo já provocou elevação nos custos energéticos na Hungria. O retorno do fluxo pela rota tradicional é considerado essencial para estabilizar a economia e evitar novos aumentos de preços para famílias e indústrias.
Com a declaração mais recente, Orban reforça que a Hungria não cederá à pressão enquanto o suprimento de petróleo não for restabelecido. O caso demonstra a relevância do oleoduto Druzhba nas negociações em curso no continente europeu.
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Tadeu
19/04/2026
Lá vem mais uma novela de política externa… No fim das contas, o que me interessa é se isso vai mexer no preço do petróleo e, consequentemente, na inflação por aqui. Se subir combustível de novo, aí sim a gente sente no bolso. O resto é barulho.
Pedro
19/04/2026
Enquanto isso lá na Europa eles brigam por bilhões e por oleoduto, aqui a gente segue brigando com o preço da gasolina e do IPVA. No fim das contas, quem tá no volante sente no bolso qualquer confusão dessas, mesmo de longe.
Miriam
19/04/2026
Mais um episódio de chantagem disfarçada de diplomacia. Orban joga com a burocracia europeia como se fosse tabuleiro pessoal, e o resto da União fica refém. No fim, quem paga a conta é sempre o contribuinte comum, que só queria ver as coisas funcionando direito.
Adalberto Livre
19/04/2026
MAS É CLARO QUE O ORBAN TÁ CERTO!!! ESSA UE VIVE DANDO DINHEIRO PRA UCRÂNIA COMO SE FOSSE PAPAI NOEL DO COMUNISMO, ENQUANTO O POVO TRABALHA E PAGA A CONTA!!! QUERO VER QUANDO ESSE NEGÓCIO DE “AJUDA” ACABAR ELES VÃO FAZER O QUÊ!!!
Zizi
19/04/2026
Esses meninos mal-educados da extrema-direita europeia adoram brincar de chantagem com o sofrimento alheio. Orban posa de defensor da soberania, mas no fundo só quer garantir o fluxo do petróleo e os lucros dos seus amiguinhos. É a velha história: o povo paga a conta enquanto eles fazem política com o cano do oleoduto.
Rubens O Pescador
19/04/2026
Esse Orban é o tipo de sujeito que joga com o sofrimento dos outros pra tirar vantagem. Enquanto isso, lá na roça a gente sabe bem o que é depender de um cano de combustível pra fazer o trator andar. No tempo do Lula, o povo tinha diesel e comida no mesmo mês — agora é só chantagem e carestia.
Luciana
19/04/2026
Enquanto esses líderes brigam por bilhões e oleodutos, a gente aqui segue contando as moedas pra pagar o gás e o mercado. Política internacional parece novela cara, mas o que pesa mesmo é o preço no caixa do supermercado.
Sgt Bruno 🇧🇷
19/04/2026
Orban tá certíssimo! Selva! A Europa tá se afundando nessa história de sustentar comunista disfarçado de democrata. Cada país tem que cuidar do seu, e quem quiser petróleo que trabalhe, não fique mendigando.
Mariana Ambiental
19/04/2026
Sgt Bruno, curioso ver quem chama os outros de “mendigos” defender um governo que vive de chantagem energética. Trabalhar de verdade seria investir em transição limpa, não em oleoduto soviético.
Karina Libertária
19/04/2026
Orban tá certíssimo, gente! Cada país tem que pensar no seu próprio energy deal, não ficar bancando guerra dos outros. Enquanto isso, o pessoal que vive de bolsa no Brasil acha que dinheiro cai do céu… bora investir fora e aprender o que é real economy!
Renato Professor
19/04/2026
Karina, essa sua “real economy” é a mesma que depende de subsídio estatal para o petróleo e de regulação europeia para não colapsar. Economia solidária não é viver de bolsa, é entender que ninguém prospera isolado — nem a Hungria de Orban.