Neste semestre, parques federais e estaduais brasileiros estruturam novas regras de visitação para o ecoturismo em áreas com quedas d’água. Administrações locais passam a exigir a contratação de guias credenciados para o acesso a atrativos com alto grau de dificuldade topográfica. A medida afeta locais como a cachoeira da Fumaça, na Chapada Diamantina, que atinge 380 metros de altura em um platô rochoso.
Em Minas Gerais, a prefeitura de Conceição do Mato Dentro monitora o fluxo de turistas na cachoeira do Tabuleiro, a terceira mais alta do país. O local apresenta uma queda de 273 metros e fica dentro dos limites de um parque natural de proteção municipal. Os visitantes precisam percorrer uma trilha de pedras para alcançar o poço principal, o que demanda uso de equipamentos de segurança e cadastro na portaria.
A gestão do ecoturismo também ocorre de forma descentralizada em reservas territoriais de Goiás. Na comunidade Kalunga, localizada no município de Cavalcante, os moradores limitam a entrada diária de pessoas na cachoeira de Santa Bárbara para conter processos de erosão do solo. O acesso é liberado mediante o pagamento de uma taxa fixa e exige a presença de condutores de turismo locais.
Diretrizes operacionais e dados de infraestrutura
- O governo do Tocantins recomenda o acesso à cachoeira do Formiga, na região do Jalapão, apenas com veículos dotados de tração nas quatro rodas.
- O Parque Estadual do Caracol, no Rio Grande do Sul, distribui o fluxo de visitação em uma escadaria estruturada com 927 degraus.
- O salto do Yucumã, no município gaúcho de Derrubadas, expõe uma fenda hídrica de 1.800 metros de extensão no leito do rio Uruguai durante os meses de estiagem.
As instalações para o público variam de acordo com a distância das rodovias principais e o plano de manejo da unidade de conservação. Destinos de alta capacidade de carga, a exemplo do Parque Nacional do Iguaçu, possuem calçadas asfaltadas distribuídas por quase três quilômetros de margem fluvial. Em contrapartida, pontos isolados como a cachoeira do Saco Bravo, em Paraty, exigem caminhada em mata litorânea a partir da praia do Engenho.


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