Cientistas da Universidade Internacional da Flórida desenvolveram um método inovador para combater os chamados químicos eternos que contaminam a água potável em todo o mundo.
A técnica utiliza o pH da própria água para capturar e depois liberar os compostos per e polifluoroalquilados conhecidos como PFAS. O estudo foi liderado pelo professor de química Kevin O’Shea e pelo doutorando Rodrigo Restrepo Osorio.
Eles criaram um material baseado em moléculas de açúcar que aprisiona os PFAS quando a água apresenta pH neutro e os libera ao se tornar mais alcalina. Essa mudança de pH faz com que o material e os contaminantes adquiram carga negativa e se repilam.
O processo permite a regeneração do sistema e seu uso repetido sem perda de eficiência. De acordo com O’Shea, os métodos tradicionais de remoção de PFAS são caros e exigem o processamento de grandes volumes de água.
A nova abordagem concentra os contaminantes e permite sua remoção seletiva com menor custo e impacto ambiental. O pesquisador compara o mecanismo a uma porta que permanece fechada em pH neutro para aprisionar as moléculas e se abre em pH básico para liberá-las de forma controlada.
O avanço se baseia em pesquisas anteriores sobre ciclodextrinas, que funcionam como algemas moleculares para substâncias lineares. A curiosidade de O’Shea sobre o tema começou com o uso de sacos de pipoca para micro-ondas, que contêm PFAS para impedir a passagem de gordura.
Essa preocupação inicial o levou a anos de pesquisa em busca de soluções práticas contra esses compostos persistentes. O artigo que detalha a tecnologia foi publicado no periódico Journal of Hazardous Materials Advances, conforme reportagem do portal Phys.org.
As ciclodextrinas modificadas são fixadas em suportes sólidos e controladas por variações de pH. Os PFAS estão presentes em panelas antiaderentes, embalagens alimentares e espumas de combate a incêndios.
Essas substâncias resistentes se acumulam no ambiente e no organismo humano. Estudos ligam a exposição prolongada a esses compostos a doenças hepáticas, problemas hormonais e maior risco de câncer.
O novo método surge como resposta concreta a um desafio ambiental de grande escala. A abordagem combina simplicidade química com eficiência econômica e pode ser aplicada em sistemas modulares de baixo custo.
Comunidades com infraestrutura limitada de tratamento de água tendem a se beneficiar significativamente com a tecnologia. O’Shea e Restrepo Osorio pretendem agora expandir os testes para escala real e adaptar o sistema a diferentes fontes de água.
Se demonstrar viabilidade industrial, a inovação deve reduzir de forma efetiva o impacto dos químicos eternos na saúde humana e nos ecossistemas.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Tonho Patriota
19/04/2026
ESSA HISTÓRIA DE “QUÍMICOS ETERNOS” É MAIS UMA INVENÇÃO PRA CONTROLAR A GENTE! QUEREM BOTAR CHIP NA ÁGUA E CHAMAM DE PESQUISA! O PROBLEMA É O COMUNISMO DISFARÇADO DE CIÊNCIA, FAZ O L E DEPOIS BEBE ESSA ÁGUA PROGRAMADA!
Zé Trovãozinho
19/04/2026
Legal ver a ciência buscando soluções reais pra esse tipo de problema. Tomara que essa tecnologia chegue logo aqui, porque a contaminação da água é um tema que o governo finge que não existe. Se fosse em Cuba ou na Venezuela, já estariam dizendo que é culpa do comunismo, né?
Alice T.
19/04/2026
Tomara que essa tecnologia não acabe engavetada por pressão das empresas químicas que lucram com a poluição. É sempre assim: pesquisador resolve o problema, mas o lobby bilionário corre pra manter o veneno rolando na nossa torneira.
Adalberto Livre
19/04/2026
MAIS UMA INVENÇÃO QUE DIZEM QUE VAI SALVAR O MUNDO, MAS APOSTO QUE FOI PAGO COM DINHEIRO PÚBLICO E NINGUÉM VAI VER RESULTADO DE VERDADE! ESSA HISTÓRIA DE “QUÍMICOS ETERNOS” É COISA DE ECOCHATO PRA CONTROLAR O POVO. SE QUISEREM LIMPAR A ÁGUA, É SÓ PARAR DE JOGAR LIXO E DEPOIS CULPAR O CAPITALISMO!
Mariana Ambiental
19/04/2026
Boa notícia, mas não dá pra esquecer que esses “químicos eternos” são fruto direto do modelo agroindustrial e das corporações químicas que lucram intoxicando o planeta. Ciência pública tentando limpar o estrago que o capital privado causa — eis o retrato do nosso tempo.
Clarice Historiadora
19/04/2026
Excelente notícia! Enquanto o agronegócio e a indústria química fingem que não têm nada a ver com a contaminação, a ciência segue tentando limpar o estrago. Tomara que esse método chegue logo ao Brasil — mas sem depender da boa vontade dos mesmos que desmontaram a política ambiental nos últimos anos.
Marcos Conservador
19/04/2026
Tomara que esse método realmente funcione e não seja mais uma dessas promessas “verdes” que só servem pra gastar dinheiro público. A ciência é importante, claro, mas precisa andar junto com responsabilidade e valores morais — senão daqui a pouco vão dizer que até a água purificada é comunista.
Renato Professor
19/04/2026
Marcos, a ciência não tem ideologia — quem tenta politizar até a purificação da água é que costuma confundir moral com desinformação. Economia solidária e inovação tecnológica andam juntas justamente para evitar o desperdício e o clientelismo que você teme.
Maura Santos
19/04/2026
Tomara que essa tecnologia chegue logo por aqui, porque o que tem de gente tomando água com veneno industrial não tá no gibi. E ainda tem político que corta verba pra pesquisa e saneamento, depois posa de defensor da “família”. Família que ele quer deixar bebendo PFAS, né?
Tadeu
19/04/2026
Legal ver avanço nessa área, mas sinceramente, o que me interessa é se isso vai baratear o custo da água tratada e não virar mais um gasto público sem retorno. Se o método for eficiente e ajudar a conter inflação no setor, aí sim começa a fazer sentido.
Lurdinha Deus Acima de Todos
19/04/2026
Gente, tomara que esse método funcione mesmo, viu! 🙏 Aqui no Brasil a água já vem com gosto de cloro e agora esses tais “químicos eternos” 😳🇧🇷 Deus nos proteja, porque tão envenenando o povo e ninguém fala nada! 🇺🇸💧
Francisco de Assis
19/04/2026
Ô Lurdinha, o problema é que tem gente que prefere acreditar em fake do zap do que cobrar investimento público em saneamento e pesquisa. O Brasil tem ciência e tem governo pra cuidar disso — é só não entregar o país pros negacionistas de sempre.