O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, advertiu que a América Latina pode entrar em um ciclo de rebelião contra os Estados Unidos caso Washington não reveja sua postura. Ele fez as declarações em entrevista ao jornal espanhol El País.
Petro acusou os EUA de agirem como potência colonial na região. O líder colombiano afirmou que as sanções impostas por Washington configuram uma forma moderna de extorsão política.
O Departamento do Tesouro americano incluiu Petro, sua esposa, o filho e o ministro do Interior em lista de sanções no final de 2025. As acusações de envolvimento no tráfico internacional de drogas foram negadas veementemente pelo presidente colombiano.
Petro comparou a política atual ao sistema colonial que impunha tributos e punições às colônias. Ele argumenta que Washington usa sanções econômicas e ameaças judiciais para impor sua vontade sobre governos divergentes.
O presidente colombiano advertiu que, se essa lógica não for revista, a resposta dos povos latino-americanos será de rebelião. Ele destacou o medo que muitos governos regionais sentem diante da pressão dos EUA.
Petro observou que parte das lideranças optou pela submissão em vez de defender a soberania continental. O líder lamentou essa reação diante do unilateralismo de Washington.
Na mesma edição do El País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupação com a escalada de tensões internacionais. Lula criticou o presidente Donald Trump por acreditar que o poder militar dos EUA define as regras do mundo.
O presidente brasileiro advertiu que essa postura cria problemas para o próprio país. Ele defendeu a soberania venezuelana e a resolução pacífica de conflitos regionais.
As declarações de Petro e Lula reforçam o sentimento de insatisfação crescente entre governos latino-americanos. O debate sobre integração regional ganha força diante do unilateralismo de Washington.
Blocos como o BRICS surgem como alternativa para reduzir a dependência econômica e política em relação aos Estados Unidos. Analistas veem no alerta de Petro um movimento mais amplo de resistência que reivindica autonomia continental.
A América Latina, historicamente tratada como zona de influência, começa a reagir com maior assertividade. Os líderes buscam construir uma ordem mundial multipolar baseada em respeito mútuo e soberania.
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Augusto Silva
19/04/2026
Petro apenas disse o óbvio: ninguém aguenta mais o garrote econômico disfarçado de “sanção”. Enquanto os EUA brincam de xerife, a América Latina tenta crescer com dignidade. Se o império não entender isso, a rebelião será só uma consequência natural da arrogância deles.
Carlos A. Mendes
19/04/2026
Difícil discordar do Petro nesse ponto. Os EUA tratam a América Latina como quintal há décadas e ainda se espantam quando surge resistência. Não é questão de ideologia, é de dignidade e soberania.
Miriam
19/04/2026
Petro pode até exagerar no tom, mas não deixa de ter razão em apontar o desgaste das sanções. Os EUA seguem tratando a região como quintal, e isso inevitavelmente gera reação. O ideal seria menos bravata e mais diplomacia prática dos dois lados.
Rick Ancap
19/04/2026
Mais um político estatista culpando os outros pelos fracassos internos. Se os países daqui investissem em liberdade econômica em vez de viver pedindo benção de Washington, não precisariam temer sanção nenhuma. Rebelião? Melhor seria rebelar-se contra o próprio Estado que suga o povo.
Jeferson da Silva
19/04/2026
Rick, fácil falar em “liberdade econômica” quando nunca sentiu o peso de um turno de 12 horas no chão de fábrica. Aqui embaixo, essa tal liberdade só serve pra patrão explorar e depois culpar o Estado por não poder sugar mais.
Fernando O.
19/04/2026
Petro pode exagerar no tom, mas ele toca num ponto real: os EUA seguem tratando a América Latina como quintal, e isso tem custo político. Não é ideologia, é aritmética de poder — toda vez que o dólar aperta, cresce o ressentimento por aqui.
Karina Libertária
19/04/2026
Ah pronto, mais um socialista culpando os EUA pelos próprios fracassos! Se cada país cuidasse de fazer o dever de casa, não precisaria ficar chorando por sanção. Aqui em Miami a vida é outra vibe, o pessoal trabalha, investe e não depende de governo pra nada.
Clarice Historiadora
19/04/2026
Karina, é fácil falar em “mérito individual” morando num paraíso construído sobre décadas de intervenção e sanções que sugaram a riqueza dos vizinhos. O tal “dever de casa” da América Latina foi justamente sobreviver ao imperialismo econômico que financiou o conforto de Miami.
Rubens O Pescador
19/04/2026
Petro tá certíssimo. O povo latino já cansou de ser tratado como quintal dos gringos enquanto passa fome e vê riqueza indo embora. Aqui no Brasil, lembro bem: quando o Lula botou o prato de comida na mesa do povo, os mesmos que puxam o saco dos EUA ficaram histéricos. Rebelião mesmo é o povo acordar e não aceitar mais migalha.
Mariana Ambiental
19/04/2026
Petro só verbalizou o que muita gente aqui sente: a paciência da América Latina com o imperialismo dos EUA está no limite. Enquanto seguimos exportando recursos e importando miséria, a rebelião é quase um instinto de sobrevivência.
Evelyn Olavo
19/04/2026
Petro tem razão em levantar esse alerta. As sanções sempre acabam punindo os povos, não os governos, e a América Latina já cansou desse tipo de tutela. Talvez seja hora de buscar uma integração mais soberana e menos dependente dos humores de Washington.
Maura Santos
19/04/2026
Perfeito, Evelyn! A América Latina já viu demais o que acontece quando a gente deixa os “humores de Washington” mandarem — é sempre crise pra cá e apagão pra lá. Tá mais que na hora de acender nossa própria luz, sem precisar de benção gringa.