O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, afirmou que um programa nuclear como o da República Islâmica do Irã não pode ser eliminado por meio de bombardeios.
Grossi explicou que não se pode desaprender o que já foi aprendido. O diplomata argentino acrescentou que considerações morais e humanitárias tornam qualquer ideia de destruição total de um país completamente inaceitável.
Ele destacou que impedir o Irã de enriquecer urânio não é tarefa simples. O país conta com ampla base científica e industrial, além de grande maturidade econômica.
Grossi recordou que durante a vigência do Plano de Ação Integral Conjunto o Irã utilizava centrífugas básicas. Após o colapso do acordo, o país avançou para ultracentrífugas mais sofisticadas.
O chefe do organismo internacional observou que a fabricação dessas centrífugas pode ocorrer em pequenos ateliês espalhados por qualquer cidade. Essa característica torna praticamente impossível eliminar por completo a infraestrutura nuclear iraniana.
Grossi defendeu que o foco deve estar em impedir a militarização do projeto nuclear. Ele afirmou que não se trata de proibir o desenvolvimento nuclear para fins civis.
Qualquer país tem o direito de manter um programa nuclear pacífico. Tal atividade deve ocorrer sob regime de inspeções transparentes supervisionado pela agência.
O diretor-geral ressaltou que a AIEA deve atuar como mediador técnico e imparcial. Grossi enfatizou que o diálogo e a cooperação são as únicas vias eficazes para evitar a proliferação de armas nucleares.
Ele lembrou que o colapso do acordo nuclear anterior permitiu ao Irã acelerar seu progresso técnico de forma significativa. O desenvolvimento autônomo de equipamentos avançados demonstra a resiliência do programa iraniano.
Segundo o portal RT, as declarações de Grossi destacam os limites das soluções militares para questões nucleares complexas. O diretor-geral reafirma o papel central das inspeções no monitoramento de atividades nucleares em todo o mundo.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
Leia também: Irã reage a acusações sobre armas nucleares e critica silêncio da AIEA após bombardeios
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Rick Ancap
20/04/2026
Óbvio que não dá pra “destruir” conhecimento com bomba. Mas claro, o Estado adora fingir que resolve tudo com mais gasto e mais guerra. Se fosse o mercado livre cuidando de energia, já teríamos soluções mais seguras e baratas sem precisar de burocrata da AIEA dando palestra.
Zé Trovãozinho
20/04/2026
Ah, claro, o Irã é o mocinho agora, né? Impressionante como a turma passa pano pra regime teocrático quando convém. Depois não entendem por que o mundo desanda — é só olhar pra Cuba do Norte e ver o que acontece quando o “Estado salvador” manda em tudo.
Clarice Historiadora
20/04/2026
Zé Trovãozinho, ninguém aqui está passando pano pra teocracia — o ponto é que bombardear instalações nucleares não resolve nada, só repete o erro que os EUA cometeram no Iraque. Um pouco de leitura sobre imperialismo e diplomacia internacional cairia bem antes de sair distribuindo rótulos.
Evelyn Olavo
20/04/2026
Finalmente alguém fala o óbvio: tecnologia e conhecimento não se apagam com bombas. O Ocidente insiste nessa lógica de força e esquece que diálogo e diplomacia são as únicas saídas reais.
Augusto Silva
20/04/2026
Perfeito, Evelyn — é o velho vício de achar que bomba resolve déficit de inteligência diplomática. Conhecimento não se destrói com míssil, mas com arrogância geopolítica.
Vanessa Silva
20/04/2026
Faz todo sentido o que o diretor da AIEA disse. Destruir infraestrutura é fácil, mas conhecimento científico não se apaga com bombas. O foco deveria ser diplomacia e monitoramento técnico, não mais um ciclo de destruição que só atrasa o desenvolvimento real das regiões envolvidas.
Fernando O.
20/04/2026
Grossi só disse o óbvio: conhecimento científico não se apaga com míssil. Bombardear instalações pode atrasar, mas nunca eliminar um programa nuclear consolidado. É pura matemática de capacidade técnica e tempo, não fantasia de “resolver tudo” com explosão.
Tonho Patriota
20/04/2026
ISSO AÍ É CONVERSA DE GLOBALISTA! O IRÃ TÁ FAZENDO BOMBA COM APOIO DO COMUNISMO INTERNACIONAL E NINGUÉM FALA NADA! SE TIVESSEM DEIXADO O MITO NO PODER, JÁ TAVA RESOLVIDO COM NÍOBIO E VERDADE, NÃO COM ESSA FRESCURA DE AIEA! FAZ O L PRA VER O QUE ACONTECE!
Alice T.
20/04/2026
Tonho, respira aí que nem o nióbio dá conta de tanta teoria da conspiração. A AIEA é quem fiscaliza justamente pra evitar bomba, não pra fazer. E comunismo internacional, sério? Parece roteiro de filme dos anos 50.
Celio Fazendeiro
20/04/2026
Mais um burocrata internacional querendo posar de sábio enquanto o mundo real pega fogo. Se não dá pra acabar com o programa iraniano na marra, então pra que serve tanta conversa e sanção? Diplomacia frouxa só fortalece ditadura e fanatismo.
Jeferson da Silva
20/04/2026
Celio, falar em “acabar na marra” é fácil pra quem nunca viu o que sobra depois da guerra — fábrica destruída, trabalhador desempregado e criança sem escola. Diplomacia não é fraqueza, é o único jeito de evitar que o povo pague a conta da valentia alheia.