Um mapeamento divulgado nesta semana documenta a infraestrutura de visitação de 15 cachoeiras localizadas em áreas de preservação ambiental no Brasil. O documento registra as dimensões das quedas d’água e as distâncias das trilhas para o planejamento do ecoturismo regional. As estruturas analisadas variam desde acessos curtos até caminhadas de quilômetros em terrenos acidentados.
Na região do Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia, os turistas percorrem uma trilha de 6 quilômetros a partir do Vale do Capão para acessar a Cachoeira da Fumaça. A queda d’água mede 380 metros de altura e atinge o volume mínimo de vazão entre os meses de maio e setembro. Já no Parque Natural Municipal do Tabuleiro, em Minas Gerais, os visitantes caminham até uma queda de 273 metros.
O controle de visitação em Cavalcante, Goiás, ocorre dentro do território quilombola Kalunga para a entrada na Cachoeira de Santa Bárbara. A comunidade local exige o pagamento de taxa de manutenção e a presença de guias nativos para organizar o fluxo de pessoas na reserva. No Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, o fluxo turístico se concentra no mirante da Cachoeira Véu de Noiva, com 86 metros.
Estruturas de visitação na região Sul
A topografia dos destinos no sul do país demanda intervenções físicas para garantir o trânsito seguro de visitantes. O relatório destaca dois parques estaduais no Rio Grande do Sul com características geológicas distintas. As áreas de preservação gaúchas catalogadas no levantamento incluem:
- Parque Estadual do Turvo, no município de Derrubadas, que abriga o Salto do Yucumã com uma fenda longitudinal de 1.800 metros no leito do rio Uruguai.
- Parque Estadual do Caracol, na cidade de Canela, onde a administração mantém uma escadaria de 927 degraus para o deslocamento até a base da queda de 131 metros.


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