Atualmente, a operadora Pinto Lopes Viagens organiza um circuito que conecta a floresta amazônica às planícies alagadas do território brasileiro. O roteiro abrange o Pantanal, uma zona úmida contígua com 150 mil quilômetros quadrados de extensão. A área concentra uma fauna catalogada com 698 espécies de aves, 80 mamíferos e 260 tipos de peixes.
A primeira etapa da rota utiliza Manaus como base principal e hospeda o grupo no complexo flutuante Uiara Amazon Lodge. Os visitantes realizam expedições fluviais na confluência dos rios Negro e Solimões e percorrem trilhas no Parque Ecológico do Janauari. O local abriga flora nativa de grande porte, como a árvore Samaumeira, que atinge até 70 metros de altura.
Conexão com os rios do Centro-Oeste
Na etapa sul-mato-grossense, a programação direciona os grupos para as cavidades calcárias e nascentes do município de Bonito. A visita à Gruta do Lago Azul requer a descida de 300 degraus para acesso ao espelho d’água situado a 80 metros de profundidade. Na mesma região, a atividade de flutuação no Recanto Ecológico Rio da Prata abrange um trajeto hídrico de 2,5 quilômetros.
O itinerário inclui uma parada no Buraco das Araras, uma cratera no cerrado com 100 metros de profundidade e 500 metros de circunferência. Em seguida, o fluxo turístico se concentra na Pousada Aguapé, instalada na região rural de Aquidauana. O estabelecimento organiza saídas em veículos utilitários para observação noturna da fauna pantaneira e navegação em barcos de alumínio.
O planejamento da viagem prevê o encerramento do trajeto em Brasília, centro político traçado pelo urbanista Lúcio Costa. A parada final foca nos complexos governamentais da Praça dos Três Poderes, desenhados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A cidade atende também como terminal logístico de embarque aéreo para o regresso dos turistas.


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