O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, elogiou a proposta de reforma do Judiciário apresentada pelo ministro Flávio Dino, classificando o texto como merecedor de «aplausos» e «apoio» por seu caráter institucional e responsável.
Dino detalhou 15 eixos de mudanças estruturais que incluem novas regras de transparência e revisão de práticas internas. O ministro defendeu que o país precisa de «mais Justiça, não menos», em crítica indireta a discursos superficiais ou de caráter punitivo, conforme noticiou o Diário do Centro do Mundo.
O gesto de Fachin foi interpretado como esforço para reduzir tensões após Dino questionar a ênfase do presidente do STF na chamada «autocontenção» da Corte. Fachin defende código de ética e limites internos para a atuação dos ministros, enquanto Dino sustenta que a reforma deve alcançar mudanças estruturais na cultura institucional.
Em nota, Fachin classificou o artigo de Dino como uma «reflexão oportuna e bem estruturada sobre o aperfeiçoamento do Poder Judiciário». O presidente do STF afirmou que o texto contribui para qualificar o debate público e pode servir de base para a construção de consensos no sistema de Justiça.
Fachin destacou o trecho dedicado à ética e à responsabilidade funcional dos magistrados. Ele reconheceu que o equilíbrio entre independência judicial e mecanismos de controle foi abordado com sobriedade no documento.
A troca de manifestações expõe diferenças de abordagem sobre o enfrentamento da crise de credibilidade do Judiciário. Fachin prioriza autorregulação e ética interna, enquanto Dino defende revisão ampla das práticas e estruturas de poder.
Ao elogiar o texto do colega, Fachin sinalizou disposição para o diálogo construtivo no Supremo Tribunal Federal. A postura conciliatória reforça o compromisso da Corte com o aprimoramento contínuo das instituições.
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