FMI acelera reaproximação com Venezuela, mas Delcy Rodríguez rejeita novo empréstimo

A diretora do FMI, Kristalina Georgieva, durante discurso em evento. (Foto: actualidad.rt.com)

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, sinalizou disposição para acelerar a retomada de laços financeiros com a Venezuela. A executiva afirmou que o organismo atuará com grande celeridade após as conversas mantidas com autoridades do país.

Georgieva considerou encorajadoras as discussões iniciais com o Ministério das Finanças, o Banco Central da Venezuela e o Instituto Nacional de Estatísticas. A dirigente propôs a formação de um grupo de trabalho conjunto para avançar na normalização das relações institucionais.

A diretora-gerente não descartou a implementação de um novo programa de apoio financeiro ao país. Georgieva condicionou a medida ao alcance de um acordo sobre o caminho a seguir nas negociações bilaterais.

A responsável elogiou o governo venezuelano pelo fornecimento de informações e pela demonstração de boa-fé nas tratativas preliminares. Ela reconheceu, entretanto, que o processo de reaproximação exigirá esforços complexos de ambas as partes.

A vice-presidenta executiva da Venezuela, Delcy Rodríguez, rebateu qualquer possibilidade de novo endividamento junto ao FMI. Rodríguez afirmou que o principal objetivo das conversas consiste em recuperar os direitos do país no organismo multilateral.

A autoridade venezuelana destacou a necessidade de acesso aos cerca de 5 bilhões de dólares em Direitos Especiais de Saque que pertencem à Venezuela. Esses recursos permanecem bloqueados desde que o FMI deixou de reconhecer as autoridades legítimas de Caracas.

Rodríguez defendeu o uso desses ativos para a recuperação econômica e a proteção social dos trabalhadores venezuelanos. A vice-presidenta insistiu que o diálogo deve preservar a soberania sobre as decisões de política econômica do país.

As declarações de ambos os lados foram divulgadas em meio a um contexto de mudanças nas dinâmicas financeiras internacionais. As informações são da agência EFE, reproduzidas pelo portal RT.

Com informações de ACTUALIDAD.


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