O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reafirmou que a Rússia mantém plena capacidade técnica para retomar o fornecimento de petróleo à Hungria pelo oleoduto Druzhba. Ele condicionou a reativação do fluxo à postura das autoridades ucranianas, que interromperam o trânsito após o que Moscou descreve como tentativas de chantagem política.
Peskov explicou que Moscou possui obrigações contratuais com Budapeste e que o bloqueio não foi iniciado pela Rússia. O porta-voz indicou que cabe a Kiev liberar o oleoduto para que o fornecimento seja restabelecido.
O oleoduto Druzhba — cujo nome significa “amizade” em russo — constitui uma das principais infraestruturas de transporte de energia entre a Rússia e a Europa Central. Ele conecta os campos petrolíferos russos a refinarias na Hungria, na Eslováquia e na República Tcheca.
A interrupção parcial do trânsito pela rota sul do Druzhba impactou diretamente o abastecimento energético húngaro. O país depende significativamente do petróleo russo para sustentar sua indústria e seu setor de transportes.
Peskov também confirmou que a Rússia mantém diálogo contínuo com a Agência Internacional de Energia Atômica, inclusive sobre a situação no Irã. O Kremlin participará das consultas para a escolha do novo secretário-geral das Nações Unidas.
O porta-voz informou conhecer bem o atual diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, que pretende concorrer ao cargo. Ele assegurou que a posição russa será consistente ao longo das negociações.
Peskov classificou como preocupante a informação sobre possíveis exercícios nucleares conjuntos entre a França e a Polônia. Segundo ele, tais iniciativas representam um sinal de crescente militarização e nuclearização do continente europeu.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, tem conduzido uma política de equilíbrio entre os compromissos com a União Europeia e a manutenção de laços energéticos com a Rússia. A Hungria se opõe abertamente às sanções contra Moscou, argumentando que elas prejudicam mais as economias europeias do que o alvo pretendido.
O impasse em torno do oleoduto Druzhba revela a persistente interdependência energética entre a Rússia e países da Europa Central. A postura do Kremlin reforça sua disposição de preservar canais de fornecimento para nações que adotam uma linha pragmática nas relações bilaterais.
Leia mais sobre o assunto na Kremlin.
Leia também: Rússia denuncia tentativa de sabotagem ao Turkstream como ataque à soberania da Hungria
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Vanessa Silva
21/04/2026
O curioso é ver como a dependência energética ainda dita o tom das relações europeias. Enquanto alguns países buscam acelerar a transição, outros continuam presos a velhas rotas e interesses. Esse tipo de anúncio mostra o quanto falta planejamento conjunto para garantir segurança energética sem retroceder em sustentabilidade.
Karina Libertária
21/04/2026
Gente, é incrível como esse povo ainda depende da Rússia pra tudo, né? Aqui em Miami a gente aprende a ser self made, a investir fora e não ficar chorando por pipeline. Se o Brasil focasse mais em business e menos em assistencialismo tipo Bolsa Família, já tava voando também!
Francisco de Assis
21/04/2026
Karina, minha filha, em Miami é fácil falar de “self made” com dólar sobrando. Aqui a gente fala de soberania e de povo comendo, não de virar colônia financeira. O Bolsa Família é o que faz o Brasil andar de cabeça erguida — e não de joelhos pro mercado.
Tonho Patriota
21/04/2026
ISSO AÍ É TUDO JOGO DE XADREZ GEOPOLÍTICO, MEU AMIGO! PUTIN NÃO BRINCA EM SERVIÇO, ENQUANTO O LÁ DO FAZ O L FICA PENDURADO EM ENERGIA CARA E COMUNISTA! O PETRÓLEO É DO POVO, NÃO DOS GLOBALISTAS! ACORDA BRASIL, VÃO QUERER VENDER ATÉ O NIOBIO PRA ESSA TURMA AÍ!
Miriam
21/04/2026
Enquanto o resto da Europa vive em sobressalto, a Rússia e a Hungria seguem nesse jogo de dependência calculada. Tecnicamente tudo pronto, politicamente tudo travado — é o retrato perfeito da burocracia energética.
Beto Engenheiro
21/04/2026
Enquanto o resto da Europa fica discutindo sanção e ideologia, a Rússia e a Hungria falam em fluxo real de petróleo. No fim das contas, é disso que a economia precisa: infraestrutura funcionando e energia chegando. O resto é discurso vazio.
Silvia D.
21/04/2026
Mais uma vez vemos como a dependência energética deixa países inteiros vulneráveis a decisões políticas. Enquanto isso, seguimos precisando discutir seriamente a transição para fontes limpas — não só por questão ambiental, mas por saúde pública e soberania.
Adalberto Livre
21/04/2026
ISSO AÍ, O PUTIN FAZ O QUE QUER E ESSES EUROPEUS FICAM DEPENDENDO DO PETRÓLEO DELE! DEPOIS QUEREM FALAR DE LIBERDADE, MAS NÃO CONSEGUEM LIGAR UM BOTÃO SEM O GÁS RUSSO! ESSA É A REALIDADE QUE O COMUNISMO E A ESQUERDA NÃO ENTENDEM!
Clarice Historiadora
21/04/2026
Adalberto, antes de misturar comunismo com oleoduto, vale lembrar que a Rússia de Putin é um regime ultranacionalista e capitalista de Estado — bem distante de qualquer ideal de esquerda. Confundir dependência energética com ideologia é tipo achar que o seu carro é socialista porque precisa de gasolina.
Rick Ancap
21/04/2026
Lá vem mais um capítulo da novela estatal do petróleo. Se o mercado fosse livre de verdade, ninguém ia depender do humor do Kremlin pra ter energia. Mas claro, quando o Estado mete o bedelho, vira isso: chantagem e politicagem em cima de um cano.
Jeferson da Silva
21/04/2026
Rick, fala sério: esse papo de “mercado livre” é bonito no PowerPoint, mas na vida real quem paga o pato é o trabalhador. Energia, transporte, comida — tudo vira refém de meia dúzia de tubarões privados que só pensam no lucro, não no povo.
Zé Trovãozinho
21/04/2026
Mais uma prova de que a Rússia continua mandando no tabuleiro energético e a Europa segue refém. Depois falam em “diversificação”, mas na prática continuam ajoelhados pro Kremlin. É esse o resultado das sanções “inteligentes”.
Mariana Ambiental
21/04/2026
Zé, o “tabuleiro energético” só existe porque décadas de neoliberalismo deixaram a Europa dependente de combustíveis fósseis. Diversificação de verdade seria investir pesado em energia limpa e descentralizada, não trocar um fornecedor autoritário por outro.
Sgt Bruno 🇧🇷
21/04/2026
Selva! Tá vendo aí? Enquanto o Ocidente fica de mimimi e sanção, a Rússia mostra que quem manda no jogo energético são eles. Comunista bom é no lixo, mas esses europeus ainda dependem do Putin pra acender o fogão!
Augusto Silva
21/04/2026
Bruno, o “jogo energético” que você celebra é justamente o que está empurrando a Europa para acelerar a transição verde e reduzir a dependência do petróleo russo. No fim, quem vai ficar no frio é o Kremlin — e com combustível encalhado.