O governo dos Estados Unidos suspendeu o envio de dólares em espécie ao Iraque e congelou programas de cooperação em segurança com as Forças Armadas iraquianas.
A medida visa pressionar Bagdá a agir contra milícias que atuam no país. O Wall Street Journal revelou os detalhes, conforme reproduzido pelo portal RT.
O Departamento do Tesouro dos EUA bloqueou a entrega de quase 500 milhões de dólares. Esses recursos provinham da venda de petróleo iraquiano e estavam depositados no Banco da Reserva Federal de Nova York.
A retenção afeta diretamente o fluxo de caixa do governo iraquiano. O país depende dessas remessas para sustentar operações financeiras e cambiais essenciais.
Washington comunicou ainda a interrupção do financiamento de programas de treinamento militar e antiterrorismo. A suspensão permanece até que os ataques das milícias cessem e medidas concretas sejam adotadas.
O Iraque busca equilibrar suas relações com Washington e com Teerã. Os dois países mantêm forte influência na região, apesar das rivalidades históricas.
Fontes americanas descreveram a suspensão como temporária. Elas não detalharam quais ações específicas Bagdá precisaria adotar para retomar os envios.
O Banco Central do Iraque afirmou que o país não enfrenta escassez de dólares. Todas as demandas de bancos e casas de câmbio têm sido atendidas normalmente.
A instituição reiterou que cumpre as normas internacionais de transparência e busca combater a lavagem de dinheiro. O banco também procura reduzir especulações sobre eventual crise de liquidez.
A decisão surge em meio a tensões ampliadas no Oriente Médio. Grupos xiitas no Iraque e o Hezbollah no Líbano reforçam laços com a República Islâmica do Irã.
O governo iraquiano considera o bloqueio um teste direto à sua soberania. Analistas veem a medida como parte de um esforço de Washington para ampliar sua pressão sobre parceiros regionais de Teerã.
A República Islâmica do Irã monitora os movimentos de Washington e interpreta a ação como mais uma forma de coerção econômica contra um parceiro regional. O episódio reforça o uso do dólar como ferramenta de pressão geopolítica, levando países afetados a buscar mecanismos financeiros independentes dessa influência.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Washington mata soldados iraquianos em Anbar e afronta a soberania de Bagdá
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Renato Professor
22/04/2026
Ah, os arautos do livre mercado mostrando mais uma vez que a “liberdade” só vale quando serve a eles. Suspender remessas de dólares é chantagem monetária disfarçada de diplomacia. Isso é o oposto da economia solidária: é o uso da moeda como arma de coerção política.
Evelyn Olavo
22/04/2026
Mais uma vez os EUA usando o dólar como arma política. Quando o país é aliado, o fluxo de dinheiro corre solto; quando resolve ter um mínimo de soberania, vem o bloqueio e a chantagem. Essa “pressão” é só outro nome para controle.
Tonho Patriota
22/04/2026
TA VENDO? É TUDO PLANO PRA CONTROLAR O PETRÓLEO E O NÍOBIO! FAZ O L AÍ, COMUNISTA!
Karina Libertária
22/04/2026
Olha aí, mais uma prova de que quem tem poder de verdade é quem sabe cuidar do seu money! Enquanto uns países ficam dependendo de ajuda e dólar em cash, os EUA fazem o que precisa ser feito pra proteger seus interesses. É por isso que eu sempre digo: invistam fora, gente, não fiquem presos a essas instabilidades!
Jeferson da Silva
22/04/2026
Karina, fácil falar de “cuidar do money” quando não é o seu suor virando dólar no bolso de gringo. Aqui a gente sabe o que é ralar 12 horas pra ver o patrão mandando lucro pra fora e o país ficando na mão.
Beto Engenheiro
22/04/2026
Mais uma jogada de pressão dos EUA, nada de novo. Enquanto isso, o Iraque continua sem infraestrutura decente, sem energia confiável e dependente de dólar em espécie. Se quisessem realmente ajudar, investiriam em reconstrução e obras, não em sanções.
Marcos Conservador
22/04/2026
Mais uma vez os EUA querendo ditar regras no quintal dos outros. Agora virou moda punir quem não segue a cartilha deles. E o pessoal ainda acha que isso é “defesa da liberdade”… tá mais pra imperialismo disfarçado mesmo.
Francisco de Assis
22/04/2026
Marcos, você tocou num ponto certeiro, meu caro. Essa tal “defesa da liberdade” dos EUA sempre acaba significando mais controle e menos soberania pros outros. Aqui no Brasil a gente já aprendeu que país forte é o que caminha com as próprias pernas — e nisso o Lula tá dando aula.
Silvia D.
22/04/2026
Mais uma demonstração de como a geopolítica interfere diretamente na vida das pessoas, inclusive na saúde pública. Quando os EUA usam sanções e pressões econômicas, quem sofre são os civis, que veem faltar medicamentos, insumos e infraestrutura. É impossível falar de estabilidade e saúde sem soberania e cooperação internacional real.
Celio Fazendeiro
22/04/2026
Mais uma jogada dos americanos querendo mandar no quintal dos outros. Se o Iraque dependesse menos do dólar, não ficava de joelhos pra Washington. Esse papo de “segurança” é só desculpa pra controlar quem não segue a cartilha deles.
Miriam
22/04/2026
Mais uma vez os EUA usando o sistema financeiro como ferramenta de pressão política. Nada de novo sob o sol. O problema é que quem paga a conta são sempre os civis, enquanto os burocratas fingem que estão defendendo a estabilidade.
Sgt Bruno 🇧🇷
22/04/2026
Os americanos adoram bancar os xerifes do mundo, mas quando a coisa aperta, cortam o dinheiro e deixam os outros se virar. Isso aí é jogada pra manter o controle e empurrar o Iraque contra o Irã. Selva! Quem manda se alinhar com comunista e melancia dá nisso!
Clarice Historiadora
22/04/2026
Sgt Bruno, antes de repetir esse papinho de “comunista e melancia”, vale lembrar que o Iraque foi invadido e reorganizado politicamente pelos EUA em 2003 — e é justamente essa dependência criada que agora permite esse tipo de chantagem monetária. Xerife que fabrica o bandido e depois posa de justiceiro, entende?
Maura Santos
22/04/2026
Sgt Bruno, comunista e melancia? Kkk calma aí, né. Os EUA jogam esse xadrez geopolítico faz tempo, e quem paga a conta é sempre o povo comum — seja no Iraque, no Brasil ou onde for.