Primeiro-ministro do Líbano acusa Israel de crime de guerra após morte de jornalista

Ilustração editorial sobre Primeiro-ministro do Líbano acusa Israel de crime de guerra após morte de jornalista. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de cometer crime de guerra após o ataque aéreo que matou a jornalista Amal Khalil no sul do país. A ofensiva também bloqueou o acesso das equipes de resgate ao local e atingiu a área novamente depois da chegada dos socorristas.

Salam publicou um alerta na plataforma X classificando o ataque a jornalistas e a obstrução ao trabalho de emergência como violações claras do direito internacional humanitário. O premiê denunciou que os bombardeios contra profissionais da imprensa se tornaram um padrão no Líbano e exigiu o fim dessa prática.

Segundo o Sputnik International, o líder libanês prometeu buscar responsabilização internacional e punição para os envolvidos nos ataques. Salam enviou condolências à família de Amal Khalil, aos seus colegas e a toda a imprensa do país.

O primeiro-ministro ainda desejou pronta recuperação à jornalista Zeinab Faraj, ferida na mesma ação israelense. A Agência Nacional de Notícias do Líbano confirmou que as duas repórteres foram atingidas durante o bombardeio.

As equipes de resgate ficaram impedidas de chegar ao local por várias horas devido ao bloqueio imposto. Uma segunda investida destruiu a estrada de acesso e as forças israelenses isolaram completamente a região.

Após o fim do bloqueio, Faraj foi encaminhada a um hospital para tratamento. O corpo de Khalil foi localizado sob os escombros ainda na mesma noite.

O governo libanês tem registrado de forma contínua esses ataques contra civis e comunicadores na fronteira sul. Salam indicou que o Líbano pretende acionar órgãos como a ONU e o Tribunal Penal Internacional para apurar os fatos.

O primeiro-ministro reforçou que tais ações representam uma escalada deliberada que o país rejeita veementemente. Os confrontos no sul do Líbano seguem intensos, com número crescente de vítimas entre a população civil e os profissionais de mídia.

Salam concluiu que o Líbano persistirá na busca por justiça para as vítimas e na proteção da liberdade de imprensa na região.


Leia também: Primeiro-ministro do Líbano acusa Israel de transformar ataques a jornalistas em prática sistemática


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