O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, revelou que seu país concedeu isenções tarifárias a nações aliadas, como a Rússia, para a passagem de embarcações pelo estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pelo diplomata em entrevista à Sputnik.
Jalali afirmou que as exceções se destinam a países amigos do Irã no contexto da implementação das novas tarifas. O Ministério das Relações Exteriores iraniano trabalha para assegurar a aplicação prática dessas isenções aos parceiros estratégicos.
O primeiro vice-presidente do Parlamento iraniano, Hamid Reza Haji Babaei, informou que o Irã recebeu pela primeira vez recursos das taxas de travessia do estreito. Esses valores foram depositados diretamente no Banco Central do país.
A cobrança das tarifas tem o objetivo de cobrir os gastos com segurança e com a manutenção da rota marítima. O estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e representa via essencial para o transporte global de energia.
Cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado mundialmente passa por essa via estratégica. Qualquer alteração no regime de trânsito atrai atenção imediata dos mercados internacionais de energia.
Jalali indicou que o futuro das tarifas e das respectivas isenções dependerá da evolução das relações diplomáticas e da situação de segurança regional. O Irã pretende manter tratamento preferencial para os países que respeitam sua soberania e integridade territorial.
A Rússia se beneficia diretamente dessa política em razão da cooperação energética e militar mantida com Teerã. Os dois países intensificam sua parceria também no âmbito do BRICS e em projetos de infraestrutura.
A concessão seletiva de isenções reforça os laços entre o Irã e seus parceiros euroasiáticos. A medida ocorre enquanto Teerã implementa as novas tarifas para o uso do estreito de Ormuz.
Jalali enfatizou o compromisso de Teerã com a defesa de seus interesses na região. A política tarifária seletiva reflete as prioridades estratégicas atuais da República Islâmica do Irã.
Leia também: Irã agradece Rússia e China por veto a resolução sobre soberania no estreito de Ormuz
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