O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, revelou que seu país concedeu isenções tarifárias a nações aliadas, como a Rússia, para a passagem de embarcações pelo estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pelo diplomata em entrevista à Sputnik.
Jalali afirmou que as exceções se destinam a países amigos do Irã no contexto da implementação das novas tarifas. O Ministério das Relações Exteriores iraniano trabalha para assegurar a aplicação prática dessas isenções aos parceiros estratégicos.
O primeiro vice-presidente do Parlamento iraniano, Hamid Reza Haji Babaei, informou que o Irã recebeu pela primeira vez recursos das taxas de travessia do estreito. Esses valores foram depositados diretamente no Banco Central do país.
A cobrança das tarifas tem o objetivo de cobrir os gastos com segurança e com a manutenção da rota marítima. O estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e representa via essencial para o transporte global de energia.
Cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado mundialmente passa por essa via estratégica. Qualquer alteração no regime de trânsito atrai atenção imediata dos mercados internacionais de energia.
Jalali indicou que o futuro das tarifas e das respectivas isenções dependerá da evolução das relações diplomáticas e da situação de segurança regional. O Irã pretende manter tratamento preferencial para os países que respeitam sua soberania e integridade territorial.
A Rússia se beneficia diretamente dessa política em razão da cooperação energética e militar mantida com Teerã. Os dois países intensificam sua parceria também no âmbito do BRICS e em projetos de infraestrutura.
A concessão seletiva de isenções reforça os laços entre o Irã e seus parceiros euroasiáticos. A medida ocorre enquanto Teerã implementa as novas tarifas para o uso do estreito de Ormuz.
Jalali enfatizou o compromisso de Teerã com a defesa de seus interesses na região. A política tarifária seletiva reflete as prioridades estratégicas atuais da República Islâmica do Irã.
Leia também: Irã agradece Rússia e China por veto a resolução sobre soberania no estreito de Ormuz
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Luciana
24/04/2026
Essas manobras entre países grandes só mostram como o jogo é outro lá em cima. Enquanto isso, aqui embaixo a gente continua contando os centavos pra pagar o gás e o cartão de crédito. Política internacional é bonita no papel, mas o que pesa mesmo é o preço do arroz no mercado.
Miriam
24/04/2026
Mais um movimento geopolítico que vai dar dor de cabeça para quem tenta manter previsibilidade nas rotas comerciais. O Irã joga com pragmatismo, enquanto o resto do mundo insiste em dramatizar. No fim, é só mais um ajuste burocrático com impacto direto na logística global.
Rubens O Pescador
24/04/2026
Enquanto os grandões fazem acordo pra passar navio, o pequeno aqui lembra que no tempo do Lula o caminhão passava cheio de soja e o povo tinha carne no prato. Hoje o Brasil tá de joelhos pros outros e o povo só comendo osso. Política externa boa é a que põe comida na mesa, não a que dá isenção pra estrangeiro.
Fernando O.
24/04/2026
Interessante ver o Irã jogando com tarifas para estreitar laços com a Rússia. Isso mostra como o eixo econômico está se deslocando, enquanto o Ocidente continua preso em sanções que muitas vezes só fortalecem a cooperação entre os sancionados.
Silvia D.
24/04/2026
Interessante ver como essas alianças econômicas vão se fortalecendo enquanto o mundo enfrenta tantas crises sanitárias e humanitárias. Fico pensando no impacto disso para o abastecimento global e, claro, para a saúde das populações que dependem dessas rotas. Tudo está interligado — economia, política e saúde pública.
Maura Santos
24/04/2026
Enquanto uns abrem o estreito de Ormuz, outros por aqui vivem fechando portas pra cultura, educação e transporte público. É curioso ver como até o Irã entende o peso da cooperação, enquanto nossa extrema-direita só entende o peso do apagão que deixou.
Carlos A. Mendes
24/04/2026
Interessante ver como esses acordos vão se formando fora do eixo ocidental. No fim, é cada um tentando garantir o seu espaço e vantagem. Enquanto isso, o Brasil continua assistindo de longe, sem uma estratégia clara pra se posicionar nesse tabuleiro.
Tonho Patriota
24/04/2026
ISSO É O COMEÇO DO COMUNISMO MUNDIAL! FAZ O L E DEPOIS RECLAMA DA GASOLINA!
Tadeu
24/04/2026
Lá vem mais um capítulo da novela geopolítica que não muda nada na minha vida. Enquanto isso, o que eu quero saber é se isso vai mexer no preço do petróleo e, consequentemente, na inflação aqui. Se afetar o bolso, aí sim me interessa.
Sgt Bruno 🇧🇷
24/04/2026
Selva! Olha aí, mais um movimento dos aliados pra se fortalecer contra o ocidente frouxo. O Irã tá jogando pesado, e a Rússia vai deitar e rolar com isso. Comunistas na lata de lixo? Agora é o globalismo que vai pro ralo!
Lurdinha Deus Acima de Todos
24/04/2026
Ih minha gente, isso aí é o prenúncio do fim dos tempos viu! 🙏🇧🇷🇺🇸
Evelyn Olavo
24/04/2026
Mais um passo na consolidação do eixo euro-asiático. Enquanto o Ocidente se perde em sanções e retórica, Irã e Rússia costuram acordos que fortalecem suas rotas e alianças. A geopolítica está mudando diante dos nossos olhos, e muita gente ainda finge que nada acontece.
Beto Engenheiro
24/04/2026
Enquanto uns jogam no xadrez geopolítico, o resto do mundo continua sem investir pesado em infraestrutura real. Isenção tarifária é bom pra diplomacia, mas quero ver quem vai botar dinheiro em ferrovia, porto e corredor logístico de verdade. Sem obra concreta, é só discurso.
Pedro
24/04/2026
Enquanto eles trocam isenção no estreito de Ormuz, aqui a gente segue pagando caro pra encher o tanque. No fim, essas jogadas entre países só mostram que quem tem petróleo dita o ritmo, e o motorista só tenta não ficar no prejuízo.
Marcos Conservador
24/04/2026
Mais uma jogada desses regimes autoritários se unindo pra driblar o Ocidente. Chamam de “cooperação”, mas no fundo é o mesmo bloco anti-liberdade de sempre. E ainda tem gente que acha que isso é só economia, quando é pura ideologia travestida de comércio.
Augusto Silva
24/04/2026
Marcos, chamar de “anti-liberdade” qualquer movimento fora do eixo Washington-Londres é um vício antigo. O mundo está mudando: quem entende de economia sabe que diversificar parceiros é soberania, não ideologia.
Rick Ancap
24/04/2026
Mais um cartel estatal brincando de livre mercado com o dinheiro dos outros.
Alice T.
24/04/2026
Engraçado como vocês liberais só lembram de “livre mercado” quando é pra defender bilionário ocidental, né? Quando o Estado russo ou iraniano joga o mesmo jogo, aí vira “cartel estatal”.
Eduardo C.
24/04/2026
Interessante ver o Irã usando o estreito de Ormuz como instrumento político e econômico. Essa isenção tarifária é um movimento calculado para reforçar alianças e pressionar o Ocidente. Gostaria de ver números concretos sobre o impacto comercial disso — alguém tem os dados de fluxo marítimo na região?
Celio Fazendeiro
24/04/2026
Lá vem mais um arranjo entre ditaduras querendo mandar no comércio mundial. Enquanto isso, o Ocidente paga a conta e finge que está tudo bem. Era só o que faltava: o Irã virando despachante da Rússia no Golfo.
Zizi
24/04/2026
Ô Celio, meu filho, antes de repetir esses mantras de “ditaduras” e “Ocidente pagando a conta”, vale dar uma olhadinha na história com calma. O comércio mundial nunca foi uma festa democrática, viu? Desde o século XIX, quem manda nas rotas e tarifas são as potências que dominaram colônias e impuseram sanções a quem ousasse seguir outro caminho. O Irã, a Rússia, a China e outros países estão apenas tentando equilibrar o jogo – e isso, goste-se ou não, é parte da disputa por soberania econômica. Chamar de “arranjo entre ditaduras” é simplificar o que, na verdade, é um movimento de resistência à hegemonia de uns poucos que sempre lucraram enquanto o resto do mundo servia de quintal.
Veja bem: quando os Estados Unidos impõem sanções unilaterais, ou quando a União Europeia fecha acordos secretos de energia com regimes amigos, ninguém chama de “ditadura comercial”. Mas se um país do Sul global tenta negociar seus próprios termos, aí vira ameaça à paz mundial. Essa seletividade moral é o que mantém o mundo desequilibrado, Celio. O Irã e a Rússia estão buscando alternativas para sobreviver num sistema que os exclui. Não é um ato de benevolência, claro, é interesse — mas o mesmo vale para o Ocidente.
E mais: o “Ocidente pagando a conta” é um mito conveniente. Quem paga, na verdade, é o povo trabalhador, seja no Brasil, na Europa ou no Oriente Médio, enquanto as elites financeiras seguem lucrando com a especulação e a guerra. O dia em que a gente entender que o comércio internacional é, antes de tudo, uma disputa por poder e não por moralidade, talvez paremos de cair nos discursos prontos. O mundo está mudando, menino — e quem ainda acha que só o Ocidente tem direito de ditar as regras é que ficou preso na aula de geopolítica dos anos 90.
Karina Libertária
24/04/2026
Ah, mas é claro que esses países se ajudam, né? Enquanto isso, o brasileiro fica achando que o governo vai resolver tudo com bolsa isso e bolsa aquilo. O mundo real é business, é investimento, é saber onde colocar o dinheiro — tipo, offshore mesmo. Quem não entender isso vai ficar sempre pra trás.
Clarice Historiadora
24/04/2026
Karina, o “mundo real” que você cita é o mesmo em que elites escondem fortunas em paraísos fiscais enquanto o trabalhador sustenta o Estado com impostos. Chamar isso de investimento é só dar verniz de esperteza à velha exploração travestida de meritocracia.
Renato Professor
24/04/2026
Curioso ver como a cooperação entre Irã e Rússia vai se aprofundando justamente naquilo que o Ocidente mais teme: o controle das rotas energéticas. Enquanto os liberais de plantão falam em “livre mercado”, o que se vê é a geopolítica real, feita de alianças e tarifas moldadas para fortalecer blocos fora da órbita de Washington.
Jeferson da Silva
24/04/2026
Enquanto os grandões jogam xadrez geopolítico lá no Oriente, aqui o trabalhador continua ralando pra pagar o arroz e o gás. Essas alianças e isenções só mostram como o mundo gira em torno dos interesses de quem tem poder e petróleo. Quero ver quando vão dar isenção pro povo que carrega o país nas costas.
Vanessa Silva
24/04/2026
Interessante ver como o Irã tenta usar incentivos econômicos para reforçar alianças estratégicas. Mas fico pensando no impacto disso nas rotas comerciais e na estabilidade regional. No fim, decisões assim moldam a geopolítica e influenciam diretamente o planejamento urbano e logístico de vários países.
Zé Trovãozinho
24/04/2026
Mais uma jogada dos “aliados” autoritários tentando driblar sanções e posar de espertos. Depois reclamam quando o Ocidente reage. É o clube das ditaduras se abraçando — o mesmo modelo que a esquerda sonha pra transformar o Brasil na nova Cuba do Norte.
Francisco de Assis
24/04/2026
Ô Zé, tu ainda tá preso nessa conversa de “clube das ditaduras”? O que tá acontecendo é o Sul Global se libertando do cabresto das potências — e o Brasil, graças a Lula, tá no meio desse movimento soberano, não de joelhos pra ninguém.
Adalberto Livre
24/04/2026
ISSO AÍ, COMUNISTA AJUDANDO COMUNISTA, DEPOIS QUEREM DIZER QUE É TUDO COINCIDÊNCIA!!!
Mariana Ambiental
24/04/2026
Adalberto, comunista não — é geopolítica e interesse econômico. O agronegócio que você defende também vive de acordos e isenções, só que com outros parceiros.