O representante do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, expressou profundo reconhecimento à Rússia e à China por vetarem uma proposta de resolução no Conselho de Segurança da ONU que buscava restringir a navegação no estreito de Ormuz.
De acordo com o diplomata iraniano, o texto proposto tinha como meta clara ‘punir a vítima’ ao atacar a soberania do Irã no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, enquanto oferecia ‘cobertura política e legal’ para ações ilegais perpetradas por ‘agressores’ na região.
Iravani classificou a proposta como ‘completamente politizada’, alertando que sua aprovação abriria um precedente perigoso. Segundo ele, a medida normalizaria o uso da força com base em ‘alegações vagas e sem fundamento’, violando os princípios da Carta da ONU.
Tal decisão, acrescentou o diplomata, poderia intensificar tensões tanto regionais quanto globais, comprometendo a estabilidade em uma área estratégica para o comércio internacional de energia.
O representante iraniano elogiou a ‘conduta responsável’ de Rússia e China, destacando que o veto exercido por ambos os países foi um ato de respeito aos fundamentos da Carta da ONU. Ele também agradeceu a Paquistão e Colômbia por optarem pela abstenção na votação, reconhecendo que esses países compreenderam as ‘graves implicações’ que a resolução poderia trazer para a paz e a segurança na região do Golfo Pérsico.
Em um contexto de crescentes tensões, o presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu um ultimato ao Irã no dia 5 de abril de 2026, exigindo um acordo imediato para a reabertura irrestrita do estreito de Ormuz. Trump advertiu que, caso suas demandas não sejam atendidas, haverá ‘consequências severas’ para Teerã.
Em resposta, o governo iraniano declarou que o estreito ‘nunca mais será o mesmo’, especialmente para Washington e Tel Aviv, e anunciou estar elaborando uma ‘nova ordem’ para o Golfo Pérsico, sem fornecer detalhes sobre o que isso implicaria.
A República Islâmica reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento de um programa nuclear de natureza pacífica, rejeitando categoricamente as pressões externas lideradas pelos Estados Unidos. Autoridades iranianas têm denunciado repetidamente o que chamam de hipocrisia ocidental, apontando que, enquanto Washington prega ‘segurança global’, suas políticas na região frequentemente desestabilizam o Oriente Médio.
Como destacou a RT em análise recente, o estreito de Ormuz permanece como um dos pontos mais sensíveis do tabuleiro geopolítico, com cerca de 20% do petróleo mundial passando por suas águas, o que torna qualquer conflito ali uma ameaça direta aos mercados globais.
A postura de Teerã frente às sanções e ultimatos reflete uma determinação em proteger seus interesses nacionais mesmo sob intensa pressão internacional. O governo iraniano insiste que sua atuação no estreito de Ormuz é uma questão de soberania e segurança, acusando os EUA e seus aliados de provocarem instabilidade com presença militar desproporcional na região.
A comunidade internacional observa com cautela os desdobramentos, ciente de que qualquer escalada pode ter impactos devastadores muito além das fronteiras do Golfo Pérsico.
Com informações de actualidad.rt.com.


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