Unidades de artilharia do Exército russo destruíram vários postos de implantação das forças ucranianas na província de Zaporozhie, segundo o Ministério da Defesa da Rússia.
A ação foi conduzida por equipes dos sistemas múltiplos de lançamento de foguetes Grad, conhecidos em russo como ‘Granizo’. A operação integrou as atividades do grupo de tropas denominado Leste, que atua em diferentes setores do front.
A ofensiva teria impedido a rotação planejada das tropas ucranianas na zona, contribuindo para dificultar a reorganização das forças adversárias. Um vídeo divulgado mostra a sequência de disparos dos sistemas Grad contra as posições ucranianas, com imagens captadas por drones de reconhecimento.
O material, conforme reportagem do portal RT, evidencia a coordenação entre as unidades de observação e a artilharia. Essa integração teria permitido elevada precisão nos ataques.
Os sistemas Grad são empregados pelo Exército russo desde a era soviética e continuam sendo uma das principais ferramentas de saturação de fogo em larga escala. Cada veículo é capaz de lançar dezenas de foguetes em poucos segundos, cobrindo áreas extensas.
O Ministério da Defesa russo afirmou que a operação faz parte de uma estratégia mais ampla para conter tentativas de contraofensiva ucraniana no sul do país. A região de Zaporozhie tem sido um dos pontos mais intensos do conflito, especialmente devido à sua importância logística e à proximidade com o Mar de Azov.
As operações de artilharia têm desempenhado papel central na disputa por posições estratégicas desde o início do conflito. Moscou tem enfatizado o uso de tecnologia de vigilância e drones para aumentar a precisão dos ataques e reduzir riscos para suas tropas.
O governo ucraniano mantém esforços para reforçar suas defesas e reposicionar unidades em áreas críticas, com apoio militar e logístico de países da OTAN. A escalada contínua em Zaporozhie reflete a dificuldade de ambos os lados em alcançar avanços significativos no terreno.
Analistas militares observam que o emprego coordenado de drones e artilharia se tornou um dos elementos definidores do conflito no Leste Europeu. O cenário em Zaporozhie permanece altamente volátil, com combates intermitentes e movimentações táticas de ambos os exércitos.
Leia também: Drones russos destroem posições ucranianas e cortam suprimentos em Zaporozhie
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Cecília Torres
29/04/2026
Cíntia, a analogia do videogame é certeira — mas o que me preocupa é como a cobertura jornalística muitas vezes reduz o conflito a um placar de baixas e territórios, sem contextualizar que cada “míssil destruído” é uma família desabrigada e um país sangrando. Enquanto isso, os discursos inflamados de ambos os lados só servem para alimentar a máquina de guerra e desviar o foco das negociações de paz que já deveriam estar na mesa há meses.
Cíntia Alves
29/04/2026
Gente, toda vez que vejo “sistemas Grad” em ação me lembro que tecnologia militar é tipo um videogame macabro onde ninguém ganha, só perde. Enquanto isso, os comentários aqui parecem mais preocupados em culpar contribuinte alheio do que pensar em como essa guerra já virou um poço sem fundo de sofrimento.
Maria Antonia
29/04/2026
Mais um capítulo dessa guerra que não acaba. Enquanto a Rússia continua destruindo infraestrutura, a Ucrânia insiste em depender de ajuda externa que nunca chega na hora certa. Quem paga o pato é o contribuinte americano e europeu, enquanto os líderes de lá só sabem pedir mais dinheiro. Responsabilidade fiscal e soberania nacional, cadê?
Cristina Rocha
29/04/2026
Maria Antonia, sua análise toca num ponto importante, mas preciso discordar da premissa de que o problema se resume a “responsabilidade fiscal” e “soberania nacional” como se fossem categorias universais e neutras. A guerra na Ucrânia não é um desastre natural; é o resultado de décadas de expansão da OTAN para leste, uma política imperialista que os EUA e a Europa insistiram em empurrar goela abaixo da Rússia, ignorando todos os acordos informais do pós-Guerra Fria. Quando você cobra “soberania nacional” da Ucrânia, está ignorando que ela foi transformada em campo de batalha por procuração justamente porque as potências ocidentais recusaram qualquer negociação de segurança coletiva. Não existe soberania real para um país que serve de peão num tabuleiro geopolítico comandado por Washington.
Quanto ao “contribuinte americano e europeu pagar o pato”, essa é uma crítica que ecoa o discurso da extrema direita, mas esconde o essencial: quem realmente lucra com essa guerra são os complexos militares-industriais dos EUA e da Europa. A Lockheed Martin, a Raytheon, a Rheinmetall — essas empresas tiveram lucros recordes desde 2022. O dinheiro do contribuinte não vai para “ajudar a Ucrânia”, mas para comprar armas que enriquecem acionistas enquanto soldados ucranianos e russos morrem na lama. Se você quer falar de responsabilidade fiscal, deveria questionar por que os governos ocidentais têm bilhões para mísseis e não para hospitais públicos ou moradia popular. A guerra é o paraíso do capital financeiro, e a Ucrânia é apenas o pretexto.
Por fim, sua cobrança por “liderança que só sabe pedir dinheiro” revela uma visão liberal que reduz a política a gestão orçamentária. Zelensky não é um santo, mas ele representa um país invadido que teve 20% do território ocupado. Que alternativa concreta você propõe? Que a Ucrânia se renda e aceite a anexação russa? Isso seria “responsabilidade fiscal”? O que falta no debate não é apenas dinheiro, mas uma esquerda internacionalista que se recuse a escolher entre o imperialismo da OTAN e o nacionalismo reacionário de Putin. Enquanto não enfrentarmos as raízes do conflito — o capitalismo em crise e a competição interimperialista —, vamos continuar vendo corpos se acumulando enquanto os acionistas da indústria bélica aplaudem de seus iates.
Ricardo Almeida
29/04/2026
Maria Antonia, você toca num nervo exposto, mas acho que confunde causa e efeito. Responsabilidade fiscal e soberania nacional são conceitos que viram piada quando um país é invadido e tem sua infraestrutura sistematicamente destruída por uma potência nuclear — o contribuinte paga o pato porque a alternativa, deixar a Ucrânia cair, teria um custo geopolítico e humano ainda maior para todos, inclusive para o seu bolso.