O governo dos Estados Unidos anunciou a expansão de seu bloqueio marítimo contra o Irã, com ordens para que suas forças militares interceptem embarcações ligadas a Teerã em qualquer parte do planeta.
A medida foi confirmada pelo chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine. Ele afirmou que a ordem inclui a interceptação de navios iranianos fora do Golfo Pérsico e até mesmo em rotas do Pacífico.
Washington havia anunciado que impediria o acesso de navios a portos iranianos após o fracasso de negociações com representantes de Teerã no Omã. A decisão veio depois que o Irã fechou o Estreito de Ormuz a embarcações americanas e de seus aliados.
O estreito é uma das passagens marítimas mais estratégicas do planeta, por onde circula cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito. O bloqueio imposto pelos EUA e o fechamento da rota pela República Islâmica elevaram a tensão no mercado energético, provocando disparada nos preços internacionais do petróleo e do gás.
De acordo com Caine, as forças navais americanas fora do Golfo Pérsico foram instruídas a perseguir ativamente qualquer embarcação com bandeira iraniana ou que tente fornecer apoio material a Teerã. Ele destacou que a operação se estenderá inclusive ao Pacífico, abrangendo navios que tenham deixado portos iranianos antes do início do bloqueio.
Em comunicado, a Marinha dos EUA afirmou que todas as embarcações com vínculos com o Irã, independentemente de sua localização, poderão ser abordadas, inspecionadas e até apreendidas. O documento lista como contrabando armas, munições, materiais nucleares, derivados de petróleo, ferro, aço e alumínio.
O Comando Central dos EUA informou que pelo menos 14 navios que se dirigiam ao Estreito de Ormuz voltaram atrás desde o anúncio do bloqueio. O episódio mais recente envolveu o petroleiro paquistanês Shalamar, que se tornou o primeiro a deixar o estreito com carga de petróleo desde a imposição das restrições.
Em resposta, o embaixador iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, classificou o bloqueio americano como um ato claro de agressão. Ele acusou Washington de violar o direito internacional ao interferir no comércio marítimo legítimo da República Islâmica.
O conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, também reagiu de forma contundente, advertindo que Teerã está preparado para atacar navios de guerra americanos caso o bloqueio não seja suspenso. Segundo ele, os lançadores iranianos já estariam posicionados e prontos para afundar qualquer embarcação hostil que ameace a soberania iraniana.
A ampliação do bloqueio americano ocorre em um momento de crescente instabilidade no Oriente Médio, agravando o risco de confronto direto e desafiando o princípio da livre navegação, pilar do direito marítimo internacional. O episódio evidencia o peso geopolítico do controle sobre o Estreito de Ormuz e aponta para uma nova fase de confrontos abertos entre potências, com o petróleo novamente no centro da disputa.
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