O vice-ministro das Relações Exteriores da República Islâmica, Kazem Gharibabadi, anunciou a entrega formal de um plano de paz com 14 pontos, direcionado aos Estados Unidos. A proposta, transmitida por meio do Paquistão como mediador, exige que Washington escolha entre negociar ou manter a trajetória de confronto.
Gharibabadi destacou que o documento foi elaborado como resposta às nove exigências norte-americanas e que a responsabilidade pela próxima etapa cabe aos EUA. Segundo fontes iranianas, o plano foi divulgado pela imprensa local e reproduzido por veículos internacionais.
Entre as principais demandas iranianas estão garantias de segurança nacional, retirada imediata de tropas americanas da região e o fim das sanções econômicas que afetam o país há anos. O texto também propõe o encerramento das operações militares no Líbano e a criação de um novo marco regulatório para o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
A proposta inclui ainda a compensação por danos sofridos e a manutenção da soberania sobre recursos energéticos, reafirmando que o programa nuclear iraniano tem fins exclusivamente pacíficos. O Estreito de Ormuz, alvo de tensões recentes devido a bloqueios navais, é um ponto crítico no plano, dada sua importância para a estabilidade dos preços do petróleo.
A escalada dos bombardeios israelenses contra o Líbano nas últimas semanas agrava o cenário, aumentando o risco de uma expansão do conflito no Oriente Médio. Nesse contexto, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em sua rede social que analisará o plano iraniano, mas expressou ceticismo quanto à sua aceitação.
Trump reiterou a exigência de desmantelamento total do programa nuclear iraniano e da entrega de estoques de urânio enriquecido, condições rejeitadas pela República Islâmica. O impasse reflete as profundas divergências entre as partes, enquanto Teerã reafirma seu compromisso com a via diplomática.
O resultado das negociações dependerá da disposição dos EUA em superar as exigências unilaterais e avançar em direção a um cessar-fogo duradouro, respeitando a soberania e os direitos legítimos da República Islâmica.
Leia mais sobre o assunto na rt.com.
Leia também: República Islâmica apresenta plano de paz com 14 pontos e exige resposta dos EUA em 30 dias
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