O assessor militar do líder supremo da República Islâmica do Irã, Mohsen Rezai, lançou um aviso contundente aos Estados Unidos: a frota de porta-aviões norte-americana pode acabar repousando no fundo do Golfo Pérsico caso Washington mantenha sua postura de pressão naval contra Teerã.
Rezai, que comandou as Forças de Defesa da República Islâmica durante a guerra Irã-Iraque, publicou a advertência na rede social X. Ele comparou a Marinha dos EUA a ‘piratas modernos’ e afirmou que o Irã deve preparar-se para encarar ‘um cemitério de porta-aviões e forças’ inimigas.
O general sublinhou que a capacidade de Teerã para enfrentar adversários navais não é inferior à de afundar embarcações de guerra de qualquer potência, conforme reportagem do portal Actualidad RT. A declaração reforça a doutrina iraniana de negar o domínio de mar raso ao adversário.
As Forças de Defesa da República Islâmica reiteraram que qualquer embarcação que se aproxime do estreito de Ormuz sem autorização será considerada colaboradora do inimigo. A estratégia explora a geografia estreita do canal para maximizar o poder de fogo de mísseis antinavio embarcados em lanchas rápidas.
O estreito de Ormuz tem apenas 39 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, mas é a artéria por onde transitam cerca de 20% do petróleo consumido no planeta. Qualquer tensão nesse corredor representa risco imediato aos preços globais de energia, afetando economias asiáticas, africanas e latino-americanas que dependem do fluxo de navios-tanque.
Analistas em Teerã observam que os avanços no programa de mísseis antinavio iranianos tornam a pista de decolagem exposta de um porta-aviões um alvo amplo para enxames de projéteis supersônicos. A estratégia de defesa assimétrica do Irã foi desenvolvida precisamente para elevar os custos de qualquer operação naval de grande porte nas águas do Golfo Pérsico.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tem mantido retórica de pressão máxima sobre Teerã, enquanto o Pentágono reconhece internamente que a saturação de mísseis balísticos na região criaria um teatro de operações sem precedentes. A tensão no Golfo Pérsico coloca em xeque décadas de presença naval norte-americana em águas que o Irã trata como zona vital de soberania energética.
Os aliados europeus, dependentes do petróleo asiático que cruza Ormuz, temem que qualquer escalada encareça combustível e gás, debilitando economias já pressionadas por inflação persistente. China e Índia, por sua vez, fortalecem mecanismos de pagamento em moedas locais para reduzir o impacto de eventuais sanções secundárias impostas por Washington.
A advertência de Rezai não mira apenas a Marinha norte-americana, mas serve de lembrete estratégico aos países que ainda se alinham aos bloqueios unilaterais impostos a Teerã desde 2018, quando os EUA romperam o acordo nuclear. Com o tom fúnebre de ‘cemitério de porta-aviões’, a República Islâmica sublinha que sua estratégia de defesa amplia os custos de qualquer aventura militar que ouse ameaçar uma das artérias energéticas mais críticas do planeta.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Lukashenko afirma que Irã conhecia localização de todos os depósitos de armas dos EUA no golfo Pérsico
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