O ministro das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Abbas Araghchi, condenou com veemência a postura seletiva da Europa em relação ao programa nuclear iraniano durante conversa com o ministro italiano Antonio Tajani.
Araghchi destacou os danos causados pelos ataques dos Estados Unidos e Israel ao território iraniano, que ameaçam a estabilidade regional e violam o direito internacional. Ele exigiu que as potências europeias assumam posição firme contra a escalada militarista.
O chanceler iraniano reafirmou que o programa nuclear do país é exclusivamente pacífico e cumpre integralmente as normas do Tratado de Não Proliferação. Ele criticou a repetição de narrativas distorcidas por alguns governos europeus, enquanto ignoram as agressões externas.
Araghchi classificou como inaceitável o silêncio europeu frente às violações de soberania iraniana. Ele alertou que a continuidade dessa postura enfraquece a credibilidade dos mecanismos multilaterais de paz.
Durante o diálogo, Tajani recebeu avaliações detalhadas sobre os impactos humanitários dos conflitos regionais. Araghchi reforçou que a preservação da soberania dos países do Oriente Médio é condição indispensável para a estabilidade global.
O Irã mantém seu compromisso com o desenvolvimento tecnológico civil, independentemente das sanções impostas. Araghchi afirmou que a comunidade internacional deve priorizar a contenção da militarização, em vez de perseguir pretextos contra programas legítimos.
Segundo o portal Mehr News, a República Islâmica insiste que a Europa tem responsabilidade direta na desescalada dos conflitos. Araghchi considerou o caso iraniano um teste para a coerência da diplomacia europeia.
A troca de opiniões faz parte de uma série de contatos diplomáticos entre Teerã e capitais europeias. O objetivo é evitar o agravamento da violência que já afeta múltiplos países da região.
Araghchi concluiu que apenas o compromisso genuíno com o direito internacional pode restaurar caminhos para a paz duradoura, exigindo condenação explícita às ações militares externas contra a República Islâmica.
Leia também: Lavrov critica duramente agressões de EUA e Israel e afirma que crise com Irã não se resolve cortando o nó
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Roberto Lima
03/05/2026
Mais um capítulo dessa novela do Oriente Médio. Enquanto a Europa fica nessa hipocrisia de querer dar lição de moral no Irã, esquece que foi o próprio Ocidente que desestabilizou a região. O Irã não é nenhum santo, mas essa seletividade europeia é de cair o cu da bunda.
Cecília Silva
03/05/2026
Roberto, você tocou num ponto que a gente da favela conhece bem: o tal do discurso moralista que só serve pra esconder os próprios podres. Enquanto a Europa aponta o dedo pro Irã, esquece que foi o mesmo Ocidente que deixou um rastro de sangue e destruição no Oriente Médio pra roubar petróleo e impor governo de boneco. Hipocrisia é o nome do jogo, e a gente que vive na pele sabe reconhecer quando tão querendo dar lição de quem não tem moral pra dar.
Lucas Andrade
03/05/2026
Roberto, a hipocrisia europeia é mesmo um espetáculo digno de Adorno — eles condenam o Irã enquanto naturalizam o próprio genocídio epistêmico no Sul Global. A seletividade moral é só a máscara do poder que se quer inocente.
Augusto Silva
03/05/2026
Roberto, você acertou em cheio na hipocrisia, mas falta um dado macro que a direita brasileira adora ignorar: enquanto a UE impõe sanções ao Irã, o comércio Brasil-União Europeia cresceu 22% em 2023, e o agro brasileiro depende desse mercado para escoar 35% da nossa soja. Se a Europa é tão hipócrita assim, por que nossos liberais de araque não sugerem romper com Bruxelas também?