O líder supremo da República Islâmica, ayatollah Ali Khamenei, reafirmou que o Irã manterá a administração plena da segurança no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, rejeitando qualquer interferência militar estrangeira, especialmente dos Estados Unidos.
A declaração, divulgada recentemente, reforça a postura histórica de Teerã contra a presença de forças armadas externas em suas águas territoriais. O estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia, é considerado pelo Irã como uma questão de soberania nacional e capacidade operacional autônoma.
Khamenei defendeu que a estabilidade regional deve ser construída por meio da cooperação entre os países costeiros, em contraste com as ações unilaterais que têm gerado tensões na área. Segundo a Sputnik, o líder supremo afirmou que a região pode ser segura sem a presença militar dos EUA.
O Golfo Pérsico abriga reservas significativas de petróleo e gás natural, e o controle iraniano sobre o estreito de Ormuz é fundamental para o equilíbrio do mercado energético global. Khamenei criticou o uso do corredor como ferramenta de pressão geopolítica contra nações soberanas, defendendo uma governança marítima multipolar baseada nos interesses dos povos da região.
Os Estados Unidos justificaram sua presença naval na região por décadas sob o pretexto de garantir a segurança da navegação. Para o Irã, essa ocupação tem gerado instabilidade e riscos desnecessários ao longo dos anos. A postura iraniana reflete o desejo de reduzir dependências estratégicas de potências externas, em um contexto de realinhamento das relações internacionais.
Analistas regionais destacam que a declaração de Khamenei representa um marco na afirmação da autonomia iraniana. A estabilidade energética global depende, cada vez mais, da capacidade dos Estados locais atuarem sem interferências externas. O Irã se consolida como potência capaz de assegurar o fluxo comercial no estreito sem tutelas militares estrangeiras.
A República Islâmica combina a defesa de sua soberania com o compromisso de manter aberta uma das rotas comerciais mais importantes do mundo. Essa posição reforça a transição rumo a uma ordem internacional mais equilibrada, onde a gestão do Golfo Pérsico e do estreito de Ormuz seja coordenada exclusivamente pelos países costeiros.
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