Nesta temporada, a infraestrutura dos parques nacionais brasileiros ganha reforço para receber visitantes em áreas de ecoturismo. O planejamento foca na segurança de rotas de acesso a destinos hídricos, como as 275 quedas de água catalogadas no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. As medidas incluem a instalação de passarelas e a exigência de guias credenciados em áreas de preservação ambiental.
Na Bahia, a administração da Chapada Diamantina monitora a trilha de 6 quilômetros que leva à Cachoeira da Fumaça, cuja queda atinge 380 metros de altura. Em Minas Gerais, o Parque Natural Municipal do Tabuleiro controla o acesso à maior queda do estado, que mede 273 metros. A entrada nesses locais requer cadastro prévio e acompanhamento de condutores locais para prevenir acidentes em fendas e cânions rochosos.
Normas de segurança e acessibilidade
A adaptação estrutural alcança também a Serra Gaúcha, onde o Parque Estadual do Caracol, na cidade de Canela, opera um sistema de elevadores e uma escadaria de 927 degraus. A obra permite a observação de uma queda de 131 metros de altura sem impacto direto na flora da região. No Centro-Oeste, a visitação à Cachoeira de Santa Bárbara, localizada no território quilombola Kalunga em Cavalcante, limitou o tempo de banho e estipulou o pagamento de taxas de preservação à comunidade.
O controle do fluxo de turistas nas bacias hidrográficas demanda regras estritas de visitação. As principais diretrizes aplicadas pelas administrações regionais incluem:
- Uso obrigatório de coletes em travessias de cânions, como na Cachoeira do Buracão, na Bahia.
- Contratação de veículos com tração para acesso a áreas isoladas no Jalapão, no Tocantins.
- Restrição de banho em poços de proteção integral, a exemplo da Cachoeira Véu de Noiva, no Mato Grosso.
O uso de equipamentos adequados, como calçados de trilha e roupas de secagem rápida, minimiza os riscos de quedas nas margens dos rios. A permanência nas unidades de conservação obedece a horários restritos para evitar que excursionistas fiquem expostos a mudanças climáticas repentinas em áreas de serra.
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