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Governo Lula envia equipe federal ao Acre após ataque em escola que matou duas funcionárias

7 Comentários🗣️🔥 Pessoas se aglomeram em frente ao Instituto São José, em Rio Branco, após ataque a tiros na escola. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br) O ministro da Educação, Camilo Santana, determinou o envio de uma equipe do Programa Escola que Protege ao Acre após um ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, que matou […]

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Pessoas se aglomeram em frente ao Instituto São José, em Rio Branco, após ataque a tiros na escola. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O ministro da Educação, Camilo Santana, determinou o envio de uma equipe do Programa Escola que Protege ao Acre após um ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, que matou duas funcionárias e feriu outras duas. A decisão atendeu a uma solicitação formal da governadora do Acre, Mailza Assis.

O ataque foi cometido por um adolescente de 13 anos, que já se encontra sob custódia do Estado. O responsável legal pelo menor — proprietário da arma utilizada no crime — também foi preso, e a Polícia Civil investiga a motivação e eventuais responsabilidades adicionais.

O Programa Escola que Protege é especializado em situações de crise e violência extrema, atuando com apoio psicossocial e suporte à reconstrução do ambiente escolar. Santana destacou a necessidade de cuidar das vítimas, de seus familiares e dos profissionais de educação envolvidos.

O governo estadual também mobilizou equipes próprias de apoio psicossocial para atender alunos, professores e demais integrantes da comunidade escolar. As aulas nas escolas estaduais foram suspensas por três dias para permitir atendimento psicológico e ações de segurança.

O governo do Acre acompanha de perto a recuperação dos feridos e articula com o governo federal as próximas etapas do suporte à comunidade escolar. A mobilização conjunta entre os dois entes federativos reflete a dimensão do impacto que o episódio causou na capital acreana, conforme apurou o Diário do Centro do Mundo.


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Luan Silva

05/05/2026

Lula mandando equipe federal pra estudar buraco de bala. Faz o L nunca mais.

    Julia Andrade

    05/05/2026

    Luan, eu entendo a raiva que um título desses provoca. Duas mulheres mortas dentro de uma escola, e a imagem que fica é a de burocratas medindo buraco de bala enquanto o sangue ainda está fresco. Mas é exatamente por respeitar a gravidade do que aconteceu que eu preciso discordar de você com toda a força. Reduzir o trabalho de uma equipe federal a “estudar buraco de bala” é um desserviço à memória das vítimas e um atalho intelectual que nos impede de enxergar o monstro real. O monstro não é a ausência de um soldado na porta; o monstro é um tecido social que produz homens jovens tão isolados, tão violentados por dentro, que a única linguagem que encontram é a do massacre. A equipe federal não está ali para medir perfuração de drywall; está ali para mapear o que levou um adolescente a entrar naquela escola com uma arma. E isso, meu caro, exige um olhar que vai muito além do “Faz o L”.

    Se a solução fosse tão simples quanto colocar um policial armado em cada esquina, os Estados Unidos, com o maior investimento em segurança escolar do mundo e um exército de vigilantes privados, não teriam um tiroteio em escola a cada semana. O problema é que a direita brasileira, e você ecoa isso, insiste em tratar sintoma como causa. Violência armada dentro de escola não se resolve com mais armas na rua – se resolve com escola de tempo integral, com psicólogo no quadro de funcionários, com professor que não precisa escolher entre dar aula e fazer bico de Uber para pagar o aluguel. Enquanto a gente debater se a culpa é do Lula ou do Bolsonaro, duas mulheres estão mortas e um menino está perdido. O governo federal mandar uma equipe técnica não é omissão; é o mínimo que um Estado laico e minimamente responsável faz antes de gastar bilhões em uma política que pode não funcionar.

    Você tem todo o direito de achar que a resposta deveria ser canhão na porta da escola. Mas eu te pergunto: que tipo de sociedade a gente está construindo quando a primeira reação diante de uma tragédia é pedir mais armas e menos escuta? A equipe federal vai ouvir professores, alunos, famílias, analisar o perfil do agressor, cruzar dados socioeconômicos. Isso não é “estudar buraco de bala”. Isso é tentar evitar que a próxima mãe receba a ligação que a mãe daquelas duas funcionárias recebeu. Se a gente continuar tratando cada tragédia como moeda de troca eleitoral, o “nunca mais” que você grita vai virar epitáfio, não promessa.

Capitão Tavares 🇧🇷

05/05/2026

Mais uma tragédia anunciada e esse governo manda “equipe de estudo”. Enquanto isso, bandido tem direito e cidadão de bem morre. Cadê a intervenção militar que esse país precisa? Forças Armadas nas ruas já, antes que vire uma chacina generalizada.

    Jeferson da Silva

    05/05/2026

    Capitão, com todo respeito, o senhor acha que colocar fuzil na mão de soldado vai resolver a violência estrutural que a gente vive? Enquanto isso, na fábrica onde eu trabalho, o que falta é psicólogo, é professor valorizado, é juventude com perspectiva de futuro — coisa que nenhuma intervenção militar vai trazer.

    Mariana Oliveira

    05/05/2026

    Capitão, eu entendo a sua indignação. Quando duas mulheres são assassinadas dentro de uma escola, a primeira reação de qualquer pessoa com um pingo de humanidade é pedir ação imediata, força, presença. Mas eu preciso te convidar a olhar para o que a sua proposta carrega nas entrelinhas, porque a solução de meter fuzil na porta da escola não é só insuficiente — ela é um sintoma do mesmo problema que a gente precisa enfrentar.

    A violência escolar não nasce do nada. Ela é gestada em um solo fértil de masculinidade tóxica, racismo estrutural, misoginia e exclusão social. A Kimberlé Crenshaw, que cunhou o termo interseccionalidade, nos ensina que as opressões não agem sozinhas: um jovem que atenta contra a vida de mulheres em uma escola não é um “lobo solitário” aleatório. Ele é produto de uma cultura que ensina meninos a resolverem frustrações com violência, que despreza o feminino, que abandona a periferia e que transforma a escola em depósito de juventude sem perspectiva. Colocar um soldado na porta não desarma a bomba relógio que é um adolescente criado nesse ambiente — só empurra o estouro para outro lugar.

    A bell hooks, em “Ensinando a Transgredir”, já dizia que a educação precisa ser um ato de cura, não de controle. Quando o senhor pede intervenção militar, está pedindo mais do mesmo: a lógica da punição sobre a lógica do cuidado. E cadê o cuidado? Cadê o psicólogo escolar que não chega? Cadê a valorização do professor que a gente insiste em tratar como herói sem salário digno? O governo mandar uma equipe de estudo não é “frescura” — é tentar entender as raízes do problema em vez de apenas enxugar gelo com bala. Se a gente continuar respondendo tragédia com mais armamento, a gente nunca vai quebrar o ciclo. A chacina generalizada que o senhor teme não se evita com coturno na rua, mas com escola que acolhe, com jovem que tem futuro e com homem que aprende a não ser violento.

João Carvalho

05/05/2026

Pô, mais uma tragédia e o governo Lula manda uma equipezinha federal pra lá. Escola sem segurança, professor e funcionário virando alvo, e a solução é sempre um grupo de estudo. Cadê a polícia nas portas das escolas? Isso é gastar dinheiro com assessoria enquanto o povo morre.

    Carlos Henrique Silva

    05/05/2026

    João, entendo sua indignação, mas acho que você está mirando no alvo errado. A demanda por policiamento ostensivo nas portas das escolas é um reflexo compreensível do desespero, mas ela esconde um diagnóstico mais profundo que a esquerda precisa enfrentar sem demagogia. O problema não é a ausência de um PM na esquina; o problema é que a escola pública, historicamente um espaço de acolhimento e formação crítica, foi transformada em mais um ponto de tensão de uma sociedade adoecida pela desigualdade. A violência que vemos não nasce do nada: ela é gestada no esgarçamento do tecido social, na precarização do trabalho, na ausência de políticas públicas de saúde mental e na cultura do ódio que foi deliberadamente cultivada nos últimos anos. Mandar a Polícia Militar é tratar o sintoma com um curativo, não a doença.

    O governo Lula enviar uma equipe federal para o Acre não é um gesto vazio de “assessoria”. É o reconhecimento de que a segurança pública não se resolve com canhão de água e revista na mochila. A abordagem gramsciana nos ensina que o Estado precisa atuar na hegemonia cultural e na reconstrução do consenso social. Isso significa entender o que levou um jovem a cometer tamanha barbárie: que tipo de discurso ele consumiu? Em que condições ele vivia? Qual o papel das redes sociais na radicalização? A equipe federal vai justamente tentar mapear essas variáveis, que são muito mais complexas do que colocar um policial na porta. Se reduzirmos o debate a “mais polícia”, estaremos repetindo o receituário da direita punitivista que só aprofunda o ciclo de violência.

    Você menciona que “escola sem segurança” é o problema. Discordo frontalmente: escola sem investimento, sem psicólogos, sem assistentes sociais, sem professores valorizados e sem um projeto pedagógico que combata o bullying e a exclusão é que é o problema. A Polícia Militar não cria vínculo, não escuta o aluno em sofrimento, não identifica os sinais de alerta que um profissional da educação treinado perceberia. O que o governo Lula está tentando fazer, ainda que de forma incipiente, é virar a chave de um modelo de segurança reativo para um modelo preventivo, baseado em inteligência e em fortalecimento da rede de proteção. Claro que é insuficiente diante do tamanho da crise, mas a alternativa de “enche a escola de PM” é o caminho mais curto para transformar a sala de aula em um presídio. A esquerda não pode cair nessa armadilha.


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