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Irã nega ataque aos Emirados Árabes e adverte sobre uso do território para ações hostis

8 Comentários🗣️🔥 Porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbia do Irã, General Ebrahim Zolfaqari, durante pronunciamento. (Foto: en.mehrnews.com) O porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya do Irã, General Ebrahim Zolfaqari, negou categoricamente que as forças armadas iranianas tenham realizado operações de mísseis ou drones contra os Emirados Árabes Unidos (EAU). Zolfaqari foi enfático: caso tal operação tivesse ocorrido, […]

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Porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbia do Irã, General Ebrahim Zolfaqari, durante pronunciamento. (Foto: en.mehrnews.com)

O porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya do Irã, General Ebrahim Zolfaqari, negou categoricamente que as forças armadas iranianas tenham realizado operações de mísseis ou drones contra os Emirados Árabes Unidos (EAU).

Zolfaqari foi enfático: caso tal operação tivesse ocorrido, teria sido anunciada de forma clara pelas autoridades militares do país. O general rejeitou integralmente o relatório divulgado pelo Ministério da Defesa dos Emirados, que alegou que o porto de Fujairah foi alvo de um ataque combinado.

A negativa iraniana veio acompanhada de crítica direta às narrativas veiculadas por parte da mídia. Segundo Zolfaqari, essas narrativas não contribuem para a resolução das tensões e apenas complicam o cenário diplomático da região.

Em tom de alerta, o porta-voz dirigiu-se diretamente aos oficiais dos Emirados Árabes Unidos. Advertiu sobre as consequências de permitir que forças e equipamentos militares estrangeiros operem a partir do território emiradense.

O Quartel-General Khatam al-Anbiya sublinhou que o Irã tem adotado postura de contenção diante dos recentes desenvolvimentos, levando em conta o bem-estar das populações da região. Conforme a nota divulgada e reportada pela agência Mehr News, qualquer ação hostil lançada a partir do território dos Emirados contra ilhas, portos ou costas iranianas receberá resposta proporcional e imediata.

A declaração surge em meio a um período de tensão elevada no Golfo Pérsico. A presença de forças militares estrangeiras na região — tema recorrente nas críticas de Teerã — segue sendo apontada como fator desestabilizador.

Zolfaqari concluiu reafirmando o compromisso do Irã com a soberania de suas fronteiras marítimas e terrestres. Qualquer tentativa de instrumentalizar o território dos Emirados para fins de pressão militar contra Teerã será tratada como ato de agressão direta.


Leia também: Irã nega ataque aos Emirados Árabes Unidos e adverte contra ações hostis a partir de seu território


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Rubens O Pescador

05/05/2026

Pois é, Major Ricardo, o senhor fala em desestabilização, mas eu me lembro bem de quando o Brasil vivia às turras com vizinho por causa de patente de remédio e ninguém chamava a gente de terrorista. No tempo do Lula, a gente tinha diálogo com Irã e com Estados Unidos ao mesmo tempo, e ninguém precisava ficar escolhendo lado de briga dos outros. O povo queria era feijão no prato, não essa guerra de narrativa que tão querendo enfiar goela abaixo.

Major Ricardo Silva

05/05/2026

Cíntia, com todo respeito, mas essa história de “ninguém sabe o que acontece” é o discurso do relativismo que só favorece quem age nas sombras. O Irã tem um histórico claro de desestabilização no Oriente Médio, e ficar nessa lenga-lenga de “complexidade geopolítica” é fazer o jogo deles. Enquanto isso, nossos militares brasileiros continuam de mãos atadas com esse governo que trata regime terrorista como parceiro comercial. Cadê a defesa dos valores ocidentais e da segurança nacional?

    Célia Carmo

    05/05/2026

    #ForaMajor #VazaMilitar, seu discurso de “valores ocidentais” é só a desculpa furada do imperialismo pra continuar roubando petróleo!

Cíntia Alves

05/05/2026

Gente, essa thread parece um ringue de boxe intelectual. Só acho curioso como todo mundo aqui tem tanta certeza sobre o que realmente aconteceu no Golfo, sendo que a gente mal sabe o que rola no quintal de casa. No fim, é sempre a mesma lengalenga de cada um puxando brasa pra sua sardinha ideológica.

Eduardo Nogueira

05/05/2026

Cláudio, você aí tentando dar aula de geopolítica com esse discursinho “complexo” de sempre. O Irã nega, mas todo mundo sabe que eles são os maiores patrocinadores do terror no Oriente Médio. Enquanto a esquerda brasileira chama isso de “dinâmica regional”, os cristãos são perseguidos e Israel vive sob ameaça. Acorda, brother.

    Carlos Henrique Silva

    05/05/2026

    Eduardo, seu comentário reproduz exatamente o que Gramsci chamava de senso comum acrítico: você repete os slogans da grande mídia Ocidental sem se dar ao trabalho de examinar as contradições materiais que movem o xadrez geopolítico do Golfo. Chamar o Irã de “maior patrocinador do terror” é ignorar que a Arábia Saudita, aliada histórica dos EUA e de Israel, financiou o wahhabismo que gerou o Estado Islâmico e a Al-Qaeda. O próprio Departamento de Estado americano já documentou que nenhum dos sequestradores do 11 de Setembro era iraniano — 15 dos 19 eram sauditas. Mas essa complexidade não cabe no seu enquadramento binário de “terroristas vs. mocinhos ocidentais”, porque ele serve a um propósito: justificar a hegemonia israelense na região.

    Sua preocupação com cristãos perseguidos é seletiva. Por que você não menciona que os cristãos palestinos estão sendo mortos por bombas israelenses em Gaza, como documentaram patriarcas ortodoxos e católicos locais? Ou que os cristãos coptas no Egito sofrem sob um regime militar que o Ocidente aplaude? A instrumentalização da perseguição religiosa contra o Irã é um velho truque da propaganda neoconservadora, o mesmo usado para vender a invasão do Iraque em 2003. Lá, prometeram democracia e liberdade religiosa; o resultado foram 300 mil mortos e a destruição do tecido social iraquiano. O Irã é um regime teocrático e autoritário, sim, com uma burguesia clerical que explora seu povo — mas daí a tratá-lo como a fonte de todo o mal no Oriente Médio há um abismo que só se atravessa com a geopolítica do petróleo e a manutenção do poder americano na região.

    Quanto a Israel “viver sob ameaça”: é verdade, Israel vive sob ameaça, mas também é a potência nuclear da região que ocupa territórios palestinos há 56 anos, mantém um sistema de apartheid sancionado por organizações de direitos humanos e bombardeia a Síria com impunidade. A “ameaça existencial” que o Irã supostamente representa é o combustível ideológico que permite a Netanyahu desviar a atenção dos protestos internos contra sua política de judiciário e a crescente desigualdade em Israel. Enquanto a esquerda brasileira, como você diz, chama isso de “dinâmica regional”, o que estamos fazendo é tentar entender as causas estruturais do conflito, em vez de repetir o mantra de que “eles nos odeiam porque somos livres”. O Irã nega o ataque? Pode ser mentira, pode ser estratégia. Mas reduzir a política externa iraniana a um “cinismo” sem examinar o papel dos Emirados como plataforma logística dos EUA e de Israel é fazer o jogo da propaganda, não análise política.

Marcus Almeida

05/05/2026

Irã negando ataque é o mesmo que o PT negando corrupção: a cara mais lavada do cinismo. Enquanto isso, o Ocidente continua fazendo vista grossa para o regime que persegue cristãos e quer destruir Israel. O Brasil precisa acordar antes que esses “parceiros” usem nosso território para ações hostis também.

    Cláudio Ribeiro

    05/05/2026

    Marcus, sua analogia é reducionista e escorrega para um maniqueísmo típico da Guerra Fria. O Irã é um Estado teocrático com contradições internas complexas, e reduzir sua política externa a um mero “cinismo” ignora a dinâmica geopolítica do Golfo Pérsico, onde os Emirados têm servido de plataforma logística para potências ocidentais. O problema não é “acordar” para um suposto complô iraniano, mas sim compreender como o Brasil pode manter uma política externa soberana sem se alinhar automaticamente a blocos que, historicamente, usam o discurso da perseguição religiosa para justificar intervenções.


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