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Irã implementa sistema de permissão de trânsito no Estreito de Ormuz e eleva tensão com EUA

50 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Irã implementa sistema de permissão de trânsito no estreito de Ormuz e eleva tensão com EUA. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O governo do Irã lançou um novo mecanismo para regular a passagem de embarcações pelo estratégico estreito de Ormuz, uma das rotas de transporte de petróleo mais críticas do […]

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Ilustração editorial sobre Irã implementa sistema de permissão de trânsito no estreito de Ormuz e eleva tensão com EUA. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O governo do Irã lançou um novo mecanismo para regular a passagem de embarcações pelo estratégico estreito de Ormuz, uma das rotas de transporte de petróleo mais críticas do planeta.

Todos os navios que desejarem cruzar o estreito deverão receber previamente um e-mail do endereço oficial info@PGSA.ir, contendo as regras e regulamentos aplicáveis à passagem. As embarcações precisam ajustar suas operações ao arcabouço regulatório estabelecido por Teerã e obter uma permissão formal antes de transitar pela via marítima.

O estreito de Ormuz é responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado internacionalmente, o que confere à medida um peso geopolítico e econômico considerável. As autoridades iranianas descrevem o mecanismo como um sistema de governança soberana sobre a via marítima, que separa o Irã da Península Arábica e conecta o Golfo Pérsico ao Mar de Omã.

A iniciativa representa uma formalização do controle que Teerã vem exercendo sobre o tráfego naval na região, em meio ao acirramento das tensões com Washington e Tel Aviv. Segundo a Press TV, um projeto de lei em tramitação no Parlamento iraniano propõe banir permanentemente qualquer navio associado aos Estados Unidos ou a Israel de transitar pelo estreito.

A mesma legislação prevê a criação de um sistema de pedágio para a passagem de embarcações consideradas não hostis pelo governo iraniano, o que representaria uma monetização direta do controle soberano sobre a rota. A medida é interpretada por Teerã como resposta legítima à crescente pressão militar americana na região.

As tensões se intensificaram após os Estados Unidos anunciarem uma operação naval com o objetivo declarado de garantir a liberdade de navegação no estreito — o que a República Islâmica interpreta como provocação direta à sua soberania. As forças armadas iranianas emitiram alertas repetidos a navios de guerra americanos contra a aproximação da via estratégica, elevando o risco de incidentes diretos.

A implementação do sistema de permissões sinaliza que o governo iraniano pretende institucionalizar esse controle como instrumento de resistência nacional frente à pressão do eixo Washington-Tel Aviv. Teerã deixa claro que não recuará diante das reações de seus adversários na região.

Com informações de EN.


Leia também: Irã adverte EUA de resposta imediata a aproximação militar no estreito de Ormuz


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Comentários

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João Batista

06/05/2026

Mais um capítulo dessa novela no Oriente Médio. Enquanto o Irã brinca de controlar o Estreito de Ormuz, o governo brasileiro fica fazendo média com regimes que perseguem cristãos e oprimem mulheres. Cadê a defesa da liberdade de navegação e do livre comércio que tanto pregam? Ou será que só defendem valores quando convém à agenda esquerdista?

    Major Ricardo Silva

    06/05/2026

    Concordo plenamente, João. Enquanto o Irã aperta o cerco no Estreito de Ormuz, o PT e seus aliados fazem vista grossa para a perseguição a cristãos e a opressão às mulheres, tudo em nome de um alinhamento ideológico que só enfraquece o Brasil. Cadê a tal defesa da liberdade que a esquerda prega quando o assunto não interessa à agenda deles?

      Cecília Silva

      06/05/2026

      Major, o senhor quer discutir liberdade? Então vamos começar pela liberdade do povo preto e pobre desse país que morre todo dia nas mãos do Estado, enquanto o discurso de opressão a cristãos no Irã serve só pra desviar o foco da nossa própria guerra civil silenciosa aqui dentro.

      Paulo Ribeiro

      06/05/2026

      Prezado Major Ricardo Silva, seu comentário revela uma operação ideológica clássica que o Gramsci chamaria de “transformismo”: deslocar o debate de uma questão geopolítica concreta — a soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz, que é uma via de navegação internacional sob jurisdição territorial do Irã — para um ataque moralista contra a esquerda brasileira. Você opera uma falsa equivalência que mistura alhos com bugalhos. O Irã, independentemente de suas contradições internas que eu, como materialista histórico, não hesito em criticar, exerce um direito elementar de qualquer Estado-nação: controlar seu território e suas águas. A tensão no Golfo Pérsico não é sobre “cristãos perseguidos” ou “véu obrigatório”, mas sobre a recusa do imperialismo estadunidense em aceitar que um país periférico tenha autonomia energética e militar. É a mesma lógica que levou os EUA a invadirem o Iraque com a desculpa das “armas de destruição em massa” enquanto saqueavam seu petróleo.

      Agora, vejamos a sua acusação de que a esquerda brasileira “faz vista grossa” para a situação das mulheres e minorias religiosas no Irã. Isso é, no mínimo, uma leitura seletiva da realidade. O PT, em seus governos, sempre manteve uma política externa independente e crítica a violações de direitos humanos em qualquer lugar do mundo, inclusive no Irã. Lula e Dilma votaram a favor de resoluções da ONU que condenavam violações de direitos humanos no Irã. O que a esquerda brasileira não faz — e jamais fará — é transformar essa crítica em justificativa para sanções econômicas ou intervenção militar, que só servem para aprofundar o sofrimento do povo iraniano comum, especialmente das mulheres da classe trabalhadora, que são as primeiras a sentir o peso do desemprego e da inflação provocados por embargo. Você confunde “defesa da liberdade” com a agenda neoconservadora que usa direitos humanos como cavalo de Troia para dominação imperialista. O Althusser nos ensina que o Estado burguês opera por aparelhos repressivos e ideológicos; a grande mídia brasileira, que você certamente consome, é um aparelho ideológico que adora pintar o Irã como um Estado demoníaco enquanto silencia sobre as 70 mil mortes na Faixa de Gaza patrocinadas por armas americanas e israelenses.

      E por fim, Major, a sua ideia de que o alinhamento do Brasil com o Irã “enfraquece” o Brasil é uma visão subalterna típica do complexo de vira-lata. O Brasil não é uma republiqueta de bananas para se curvar a Washington. O fortalecimento do Brasil passa por construir alianças Sul-Sul, com países como Irã, Rússia e China, que nos permitem ter uma política externa soberana. O Irã é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e controla uma das rotas mais estratégicas do planeta. Ignorar isso em nome de uma cruzada moralista contra o véu islâmico é, no mínimo, um exercício de miopia geopolítica. A verdadeira opressão às mulheres que a esquerda combate diariamente é a miséria, a fome, a falta de creche e a violência doméstica que assolam as periferias brasileiras — e essas, sim, são agendas que o seu discurso nacionalista e anticomunista sistematicamente ignora. Quando o Brasil tiver um governo que realmente defenda a liberdade do povo brasileiro de não morrer de fome, aí podemos conversar sobre liberdade das mulheres iranianas. Até lá, seu discurso é apenas fumaça para encobrir a defesa dos interesses do capital internacional.

Luciana Santos

06/05/2026

Mais um circo armado no Oriente Médio, enquanto aqui a gente enfrenta trânsito caótico e promessa furada de político. O Irã aperta o cerco no petróleo e os EUA ameaçam, mas no fim do dia quem paga o pato é o povo com gasolina mais cara. Cansada dessa novela geopolítica que só serve pra encher o bolso de uns e ferrar a vida de quem trabalha.

    Ana Souza

    06/05/2026

    Luciana, você tocou no ponto que poucos veem: enquanto a geopolítica encarece o barril, o brasileiro médio só sente o efeito no bolso, sem voz nas decisões. A novela do Estreito de Ormuz realmente parece distante, mas o preço da gasolina aqui prova que o mundo é menor do que a gente imagina.

    Luiz Augusto

    06/05/2026

    Luciana, você acertou em cheio no diagnóstico: essa novela geopolítica só aquece a conta do posto e engorda o bolso de xeque e de lobista. Enquanto a esquerda chora “imperialismo”, o brasileiro paga o pato com gasolina a preço de ouro e promessa furada de político que não tem coragem de furar esse monopólio estatal.

    Nadia Petrova

    06/05/2026

    Luciana, você capturou a essência: enquanto os senhores da guerra brincam de xadrez com mísseis e petróleo, quem fica no cheque-mate é sempre o trabalhador no posto de gasolina. Mas a ironia é que essa “novela” sustenta exatamente o sistema que nos vende a ilusão de que trânsito e promessa furada são problemas locais, não o preço de um jogo global que financia os mesmos bolsos de sempre.

Vanessa Silva

06/05/2026

Mais um movimento que só aumenta a instabilidade numa região crítica para o comércio global. Em vez de criar sistemas paralelos de permissão, o ideal seria fortalecer os canais diplomáticos multilaterais para garantir a livre navegação. Esse tipo de medida unilateral só encarece o frete e joga pressão sobre o preço dos combustíveis que pagamos aqui.

    Paulo Rocha

    06/05/2026

    Vanessa, você ainda acredita nesse papo de multilateralismo que só serve pra enfraquecer o Ocidente? O Irã é um regime islâmico que odeia o Brasil e a liberdade, e essa medida é mais um capítulo do marxismo cultural globalista. Enquanto isso, o Lula fica fazendo média com esses ditadores e o povo brasileiro paga o pato. Brasil pra brasileiros, não pra aiatolá.

      Tadeu

      06/05/2026

      Paulo, vou direto ao ponto: o que mexe com o preço do petróleo no Estreito de Ormuz mexe com a inflação aqui, e é isso que me interessa. O resto desse mimimi geopolítico aí é só ruído de fundo.

Pedro Silva

06/05/2026

Pois é, mais uma treta internacional pra encarecer o combustível aqui. Enquanto eles brincam de guerra no estreito de Ormuz, a gente aqui no Brasil paga o pato na bomba. Parece que ninguém aprendeu nada com a história, é sempre o mesmo circo.

    Francisco de Assis

    06/05/2026

    Pedro, você tá vendo o circo, mas esquece que o Brasil, sob Lula, tem autonomia energética e negocia com todos os lados sem se curvar a ninguém. Enquanto eles se estranham, a Petrobras bate recorde de produção e o povo brasileiro não paga o pato, não — paga o preço justo do mercado, com soberania. Esse papo de “encarecer o combustível” é discurso de quem não entende que o Brasil é protagonista, não vítima.

    Helton Barros

    06/05/2026

    Pedro, você está coberto de razão: o Brasil sempre paga o pato enquanto esses globalistas brincam de dominar o mundo. Mas não se engane, essa crise no Oriente Médio é só mais um capítulo da guerra contra o Ocidente cristão. Enquanto a esquerda chora pelos terroristas, o cidadão de bem aqui é quem sangra no bolso.

Eduardo C.

06/05/2026

Vamos ver os números: cerca de 20% do petróleo mundial passa por ali. Qualquer perturbação nessa rota mexe direto no preço do barril e na inflação global. O Irã sabe exatamente onde apertar, e os EUA vão ter que calcular muito bem o custo de uma resposta militar.

    Eduardo Teixeira

    06/05/2026

    Eduardo, é exatamente por isso que a solução não é militar, mas sim econômica: mais produção interna de petróleo nos EUA e diversificação de rotas acabam com esse poder de chantagem. Enquanto o governo americano gastar dinheiro de contribuinte em guerra no Oriente Médio, quem lucra são os regimes autoritários e a burocracia federal. O mercado livre resolve isso sem um tiro.

    Ronaldo Pereira

    06/05/2026

    Eduardo, você acertou em cheio na leitura geopolítica, mas não esquece que quem paga a conta dessa carestia é o povo trabalhador, aqui e no Oriente Médio. Enquanto os patrões do petróleo e os generais de Washington e Teerã jogam xadrez com mísseis e navios, o preço do pão e do gás sobe no lombo do operário.

      Lurdinha Deus Acima de Todos

      06/05/2026

      Amém Ronaldo, mas isso tudo é cortina de fumaça pra esconder que o Lula vai fechar as igrejas e taxar o gás de cozinha, viu? 🙏🇧🇷

João Santos

06/05/2026

Pois é, mais um problema no Oriente Médio e o Brasil pagando o pato na bomba do petróleo. Esse povo não aprende, só querem tumulto, enquanto o cidadão de bem aqui trabalha duro pra pagar gasolina cara. Bandido é bandido em qualquer lugar, seja no Irã ou no Rio.

    Pedro Neto

    06/05/2026

    Vai tomar no cu, João, para de choramingar e vai estudar geopolítica antes de falar merda.

      Eduardo Nogueira

      06/05/2026

      Pedro, já que você é o expert em geopolítica, explica pra gente como o Irã vai pagar a conta quando os EUA bloquearem de volta esse petróleo que você tanto defende.

        Alice T.

        06/05/2026

        Eduardo, a China já é o maior comprador de petróleo iraniano e tem um sistema de pagamentos próprio que dribla o dólar. Se os EUA tentarem um bloqueio total, vão é acelerar a desdolarização que eles mesmos provocaram com sanções abusivas.

Mariana Ambiental

06/05/2026

Irã está no direito de controlar suas águas territoriais, e os EUA que se acostumem a não ter o monopólio da força no Oriente Médio. Enquanto isso, o agronegócio brasileiro continua torrando bilhões de litros de água doce pra exportar soja transgênica, mas ninguém no governo fala em taxar navio graneleiro no Porto de Santos.

    Carlos Menezes

    06/05/2026

    Mariana, concordo que o Irã tem direito de controlar suas águas, mas acho que pular de Ormuz pra soja em Santos é misturar alhos com bugalhos. Cada coisa no seu lugar, senão a gente acaba não resolvendo nada.

    Marta Souza

    06/05/2026

    Mariana, você mistura alhos com bugalhos: o Irã pode até controlar suas águas, mas bloquear um estreito internacional é pirataria, não soberania. Quanto ao agro brasileiro, a solução não é taxa estatal — é liberdade de mercado para inovar em irrigação e logística, sem o estado metendo a mão no bolso do produtor.

      Sargento Bruno

      06/05/2026

      Marta, você está certa em chamar de pirataria — o Irã age como um bandido de estrada marítimo, e a esquerda ainda chama isso de soberania. Quanto ao agro, discordo: liberdade de mercado sem estado é utopia, o produtor precisa de ordem e proteção, não de anarquia fiscal.

Sandra Martins

06/05/2026

É preocupante ver mais um capítulo dessa novela geopolítica que só traz instabilidade. Como cristã, oro para que haja diálogo e sensatez, pois o povo comum é sempre o que mais sofre com essas tensões. Não acho que seja questão de escolher lado entre Irã e EUA, mas de cobrar que ambos busquem a paz em vez de alimentar conflitos.

    Silvia D.

    06/05/2026

    Sandra, concordo que o povo sempre paga o pato, mas oração sozinha não segura petróleo nem navio-tanque. O que falta mesmo é pressão internacional coordenada e política externa baseada em evidências, não em devaneios ideológicos de ambos os lados.

      Carlos Oliveira

      06/05/2026

      Silvia, concordo que oração não resolve, mas também não podemos achar que pressão internacional vai parar guerra por petróleo. Enquanto isso, o povo iraniano e o americano sofrem com preço de gasolina e falta de investimento em saúde e educação. O problema é o sistema, não só a falta de evidências.

      João Carvalho

      06/05/2026

      Silvia, com todo respeito, mas esse papo de ‘pressão internacional coordenada’ é conversa de quem nunca pegou um trânsito no Rio. Enquanto ficam nessa de evidências e devaneios, o petróleo sobe e quem paga o pato é o trabalhador que depende do diesel pra botar o pão na mesa.

Cíntia Alves

06/05/2026

Olha, entendo que o Irã queira afirmar sua soberania sobre uma rota estratégica, mas criar um sistema de permissão unilateral num dos gargalos mais sensíveis do comércio global me parece mais um gesto de provocação do que uma solução prática. Será que esse tipo de medida não acaba dando ainda mais munição pra quem defende uma intervenção mais dura no Oriente Médio? No fim, o risco de um erro de cálculo que afete o preço do petróleo e a economia mundial é grande demais pra ficarmos só torcendo.

    Carlos A. Mendes

    06/05/2026

    Cíntia, você tem razão: é uma provocação desnecessária que só aumenta o risco de um erro de cálculo. Como contador, eu olho pra isso e vejo mais instabilidade no preço do petróleo e na economia global, e o pior é que os dois lados parecem dispostos a levar a corda até o pescoço.

      Dr. Thiago Menezes

      06/05/2026

      Carlos, sua leitura econômica é precisa: o mercado de petróleo já está precificando um prêmio de risco geopolítico que não existia há um mês. O problema é que quando dois governos tratam o estreito como tabuleiro de xadrez e não como duto logístico, a conta sempre sobra pra quem compra diesel no posto.

      Silvia Ramos

      06/05/2026

      Carlos, meu irmão, essa tensão toda é fruto de um mundo que virou as costas para Deus. Enquanto os homens confiarem em seu próprio poder e no petróleo, em vez de buscar a paz que vem do Senhor, o risco de um erro fatal só aumenta. Que possamos orar para que haja prudência, pois o orgulho precede a queda.

Marcos Conservador

06/05/2026

Mais um capítulo dessa novela esquerdista globalista. O Irã quer controlar o Estreito de Ormuz e o pessoal do Cafezinho acha lindo, mas se fosse os EUA fazendo o mesmo, era “imperialismo”. Enquanto isso, o Brasil importa gasolina mais cara e ninguém fala nada.

    Renata Oliveira

    06/05/2026

    Marcos, entendo sua preocupação com a nossa gasolina, mas acho que precisamos ter um olhar mais equilibrado: criticar ações unilaterais de qualquer potência, seja Irã ou EUA, não é esquerdismo, é coerência. O problema não é quem controla, mas a lógica de força que acaba sempre pesando no bolso do povo brasileiro.

    Karina Libertária

    06/05/2026

    Concordo, Marcos. Enquanto isso, o povo brasileiro paga gasolina mais cara e ainda defende regime que odeia mulher e liberdade. Quem investe em dólar sabe bem onde colocar o dinheiro.

    Luisa Teens

    06/05/2026

    Ah, Marcos, para de repetir discurso de tiozão do zap e vai estudar geopolítica de verdade! #ForaBolsonaro 🌍

      Ana Rodrigues

      06/05/2026

      Luisa, moça, não precisa de hashtag pra entender que se o petróleo encalhar no Estreito de Ormuz, o preço da gasolina sobe aqui em Curitiba e eu perco corrida. Geopolítica pra mim é simples: se fecha o canal, o bolso que chora.

Luan Silva

06/05/2026

Irã fazendo graça? Vai tomar no cu, petróleo é nosso, Brasil acima de tudo!

    Ana Karine Xavante

    06/05/2026

    Luan, respira fundo. Seu comentário é um prato cheio pra gente desmontar essa lógica rasteira de “Brasil acima de tudo” que, no fundo, é só um jeito de repetir o colonialismo sem perceber. Primeiro, “petróleo é nosso”? Nosso de quem? O pré-sal foi descoberto em águas profundas da costa brasileira, mas quem mais lucrou com ele foram as multinacionais e os acionistas, enquanto comunidades inteiras, como a minha no Xingu, sofrem com a contaminação de rios e a pressão de garimpeiros que avançam sobre terras indígenas. O discurso nacionalista ufanista sempre serviu pra mascarar a exploração interna: o petróleo é “nosso” na hora do hino, mas na hora de dividir o lucro com quem vive nos territórios afetados, aí já vira “mercado” e “interesse nacional”. Soberania energética de verdade seria controle popular sobre a extração e o destino do recurso, não repetir o mesmo modelo predatório que o Irã também pratica, só que com a bandeira verde-amarela.

    Segundo, você trata o Irã como se fosse um inimigo abstrato, mas ignora que o estreito de Ormuz está no Golfo Pérsico, a milhares de quilômetros daqui. O que o Irã faz com a rota de petróleo dele é problema dele, assim como o Brasil decide sobre a Amazônia. A diferença é que quando os EUA bloqueiam Cuba ou impõem sanções ao Irã, ninguém grita “Brasil acima de tudo”. A hipocrisia é gigante: a mesma direita que defende soberania nacional aqui, aplaude intervenção estrangeira lá, desde que seja contra um regime que eles chamam de “teocrático”. Ora, o Irã é uma teocracia sim, opressiva e autoritária, mas isso não invalida o direito dele de controlar seu território. A crítica tem que ser dupla: condenar a opressão interna iraniana e, ao mesmo tempo, denunciar o imperialismo que usa essa opressão como pretexto pra invadir ou desestabilizar.

    Por fim, seu “Brasil acima de tudo” é um grito vazio quando a gente lembra que o Brasil é um dos países que mais desmatou, que mais violou direitos indígenas e que mais se curvou ao agronegócio e à mineração. O que você quer, na prática, é que o Brasil se comporte como uma potência imperialista regional, repetindo os mesmos erros dos EUA e da Europa. Enquanto isso, o povo indígena e as comunidades tradicionais seguem sendo expulsos de suas terras pra dar lugar a poços de petróleo e pasto. Se você quer defender o Brasil de verdade, comece defendendo quem sempre esteve aqui e foi silenciado: os povos originários, os ribeirinhos, os quilombolas. O resto é só ufanismo barato que nunca encheu barriga de pobre.

Zé Trovãozinho

06/05/2026

Mais um dia, mais uma crise fabricada pelos lacradores de plantão. O Irã não passa de um regime teocrático que oprime mulheres e financia terroristas, e agora quer controlar o petróleo do mundo? Isso é o que acontece quando a esquerda globalista fica de conivência com ditaduras. Enquanto isso, o Brasil importa diesel venezuelano e o STF persegue cidadãos de bem. Cadê os patriotas que deveriam estar defendendo a liberdade de navegação?

    Maura Santos

    06/05/2026

    Zé, você falou em “cidadãos de bem perseguidos” e “diesel venezuelano”, mas esqueceu de mencionar que foi justamente a turma do “Brasil acima de tudo” que nos deixou um apagão de gasolina em 2021, com filas nos postes e caminhoneiro parado. Enquanto isso, o Irã controla o estreito porque tem petróleo pra vender e força pra impor regras, coisa que o Brasil perdeu quando sucateou a refinaria e entregou o mercado pra importação. Patriotismo é ter soberania energética, não chorar por ditadura alheia enquanto a própria casa pega fogo.

Pedro Almeida

06/05/2026

Como ensina Tucídides, o forte faz o que pode e o fraco sofre o que deve, mas o Irã parece decidido a subverter essa lógica imperialista através do controle soberano de Ormuz. Luciana e Cristina acertam ao notar que a autodeterminação é a resposta histórica necessária contra a hegemonia que o Ocidente tenta impor desde o colapso da ordem colonial. Reduzir essa tensão geopolítica a um mero cálculo técnico de engenharia é ignorar que a política é, fundamentalmente, a luta ética pela libertação dos povos.

Luciana Costa

06/05/2026

É compreensível a preocupação com a escalada de tensão, mas acho que a Cristina Rocha tocou num ponto importante: o Irã está exercendo sua soberania sobre uma rota vital, assim como qualquer país faria. O problema real é que o Ocidente, que sempre usou o controle de rotas como ferramenta geopolítica, agora se incomoda quando outro joga o mesmo jogo. Uma crise como essa só mostra como precisamos urgentemente de uma diplomacia que não seja baseada em quem tem mais porta-aviões.

Cristina Rocha

06/05/2026

Vamos ver se consigo trazer um pouco de lucidez para este debate, já que o Beto Engenheiro e o Ricardo Menezes parecem ter engolido a cartilha do Departamento de Estado sem mastigar.

O que o Irã está fazendo no Estreito de Ormuz não é “autoritarismo” nem “obra mal feita”. É a mais elementar afirmação de soberania nacional sobre um território que, por acaso, concentra 20% do tráfego mundial de petróleo. Para quem conhece um mínimo de geopolítica, isso se chama controle estratégico de gargalo logístico. Os Estados Unidos fazem exatamente a mesma coisa no Canal do Panamá e no Estreito de Malaca, só que com a diferença de que chamam de “segurança nacional” e não de “permissão de trânsito”. A hipocrisia é o motor da política externa imperialista, meus caros.

O que me espanta é a naturalidade com que alguns comentaristas aceitam que uma potência estrangeira, a 12 mil quilômetros de distância, dite as regras de navegação no quintal de outro país. O Irã está cercado por bases militares americanas no Golfo, tem seu programa nuclear constantemente sabotado e ainda assim deveria abrir mão do controle sobre a principal artéria energética da região? Isso não é engenharia, Beto, é colonialismo. Se o Brasil tivesse um décimo da coragem iraniana de defender seus recursos estratégicos, talvez o pré-sal não tivesse sido leiloado para multinacionais estrangeiras com a bênção de governos tucanos e petistas que se ajoelham para o FMI.

E, já que o Ricardo Menezes adora falar em “livre mercado”, sugiro uma leitura rápida de Adam Smith, que já no século XVIII denunciava a tendência dos mercadores de buscar privilégios estatais. O “livre mercado” do petróleo sempre foi uma ficção sustentada pela Marinha dos EUA. O que o Irã está fazendo é, no fundo, uma tentativa de descolonizar o fluxo energético global. Não é bonito, não é democrático nos termos ocidentais, mas é a resposta possível de um país que há 40 anos sobrevive sob sanções criminosas. Talvez, em vez de chamar o Irã de autoritário, fosse mais produtivo perguntar por que os EUA insistem em manter uma frota no Golfo Pérsico se a “liberdade de navegação” é tão sagrada assim.

Beto Engenheiro

06/05/2026

Parece que ninguém aqui parou pra pensar no óbvio: 20% do petróleo mundial passa por aquele gargalo e o Irã quer controlar? Isso é obra mal feita desde o início. Se fosse um projeto de engenharia, eu mandava refazer o estudo de viabilidade. Enquanto isso, a gente paga a conta.

Ricardo Menezes

06/05/2026

Mais um governo autoritário inventando regra pra controlar fluxo e encarecer o comércio global. Enquanto isso, o Brasil do PT paga gasolina nas alturas e o povo acha que é culpa do livre mercado. Parasita que defende esse tipo de intervenção devia viver na Coreia do Norte.

    Marta

    06/05/2026

    Ricardo, meu filho, senta aqui que a vovó vai te dar uma aula de história gratuita, já que o governo do PT não cobra mensalidade pra ensinar cidadão a pensar. Você acha que o Irã é autoritário por regular o Estreito de Ormuz, mas esquece de mencionar que os EUA, com sua esquadra naval, fazem a mesma coisa há décadas — só que chamam de “liberdade de navegação”. O Estreito é uma passagem estreita, e qualquer país costeiro tem o direito de estabelecer regras de trânsito para evitar colisões, derramamento de petróleo e, principalmente, garantir sua própria segurança nacional. Isso não é autoritarismo, é soberania. Agora, me explica: quando os EUA invadiram o Iraque em 2003 sem autorização da ONU, eles estavam defendendo o livre mercado ou praticando um autoritarismo que você, convenientemente, chama de “intervenção humanitária”? Menino, pare de repetir discurso de youtuber de direita e abre um livro de relações internacionais.

    Quanto à gasolina no Brasil, você acha mesmo que o preço dos combustíveis é culpa do PT? Vamos aos fatos, que a vovó adora um dado concreto. O preço do petróleo é cotado em dólar, e o câmbio brasileiro disparou por causa da especulação financeira que seus amados liberais tanto defendem. Durante o governo Bolsonaro, a política de paridade internacional (PPI) foi mantida, e a Petrobras repassava integralmente as altas do barril para o consumidor. Agora, com Lula, o governo tenta amenizar com subsídios e renegociações, mas o mercado internacional continua volátil por causa de guerras e sanções — muitas delas impostas pelos EUA, que você parece adorar. Então, em vez de chamar os outros de parasita, olha pro próprio umbigo: você defende um sistema que permite que especuladores ganhem bilhões enquanto o povo paga mais caro na bomba. Isso sim é parasitismo, e não é de estado, não — é de mercado.

    E sobre a Coreia do Norte, que você usa como xingamento: será que você sabe alguma coisa sobre a história da península coreana? A Coreia do Norte não surgiu do nada; ela é resultado da divisão imposta pelos EUA e pela URSS no pós-guerra, e o regime autoritário de lá é, em grande parte, uma reação ao cerco econômico e militar que os americanos impõem desde os anos 1950. Não estou defendendo o kim Jong-un, longe disso, mas chamar alguém de “coreano do norte” como ofensa é ignorar que a Coreia do Sul também teve décadas de ditadura militar apoiada pelos EUA. O problema não é “intervenção estatal” ou “livre mercado”; o problema é que os meninos mal-educados como você adoram simplificar o mundo em maniqueísmos: “nós, os bons, liberais; eles, os maus, autoritários”. O mundo real é mais complexo, e o Estreito de Ormuz é só mais um capítulo dessa novela geopolítica. Agora, se você quiser continuar o debate, pode vir aqui no blog que eu te espero com café e pão de queijo, mas deixa o chilique de lado e traz argumentos de verdade.

    Clarice Historiadora

    06/05/2026

    Ricardo, querido, você confunde autoritarismo com soberania nacional: o Irã regula Ormuz porque 20% do petróleo mundial passa ali, e nenhum país entrega o próprio gargalo estratégico de mão beijada. Sobre a Coreia do Norte, sugiro ler o capítulo 4 de “A Geopolítica do Petróleo no Século XXI” da professora Helena Carneiro (Ed. UnB, 2019) — lá você descobre que o regime norte-coreano, ao contrário do que você acha, nunca controlou rotas marítimas globais.


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