Os Estados Unidos anunciaram o fim da operação militar ‘Fúria Épica’ contra o Irã, após mais de dois meses de confrontos intensos.
O secretário de Estado Marco Rubio declarou que os objetivos estratégicos foram cumpridos. No entanto, o impacto financeiro da campanha pesou decisivamente na decisão de encerrar as operações.
Estimativas indicam que o custo total da operação atingiu cerca de 73 bilhões de dólares. Nos primeiros seis dias, os gastos já haviam superado 11 bilhões, estabilizando em aproximadamente 1 bilhão por dia nas semanas seguintes.
Os sistemas de defesa aérea, como os interceptores Patriot, responderam por uma fatia significativa desses custos. Cada míssil Patriot tem custo estimado entre 3 e 4 milhões de dólares, enquanto drones iranianos como os modelos Shahed custam apenas dezenas de milhares — revelando uma desproporção econômica estrutural no conflito.
Problemas técnicos também marcaram a operação americana. Sistemas de defesa automática apresentaram falhas graves, e três caças dos EUA foram abatidos por engano por antiaéreos no Kuwait, expondo vulnerabilidades operacionais sérias.
O analista militar russo Serguéi Poletáyev avaliou que os Estados Unidos não estão preparados para guerras modernas baseadas no uso intensivo de drones. Para ele, o conflito evidenciou um esgotamento assimétrico de recursos, com os EUA gastando muito mais para se defender do que o Irã para sustentar sua resistência.
Internamente, os consumidores americanos sentiram o impacto com a disparada nos preços dos combustíveis. O valor da gasolina mais que dobrou, passando de 2,98 dólares por galão para mais de 4,5 dólares, com picos de 6,1 dólares na Califórnia.
Os gastos adicionais das famílias com combustível foram estimados em 34 bilhões de dólares, ou cerca de 260 dólares por família. Esse aumento pressionou outros setores, agravando a inflação e gerando uma crise de demanda em bens essenciais.
A analista do setor petrolífero Rosemary Kelanic observou que, apesar da alta produção interna, os EUA permanecem estruturalmente vulneráveis às oscilações globais de preços. Ela destacou que os custos de transporte de alimentos e roupas também subiram, impactando diretamente o custo de vida da população.
O presidente Donald Trump sugeriu a possibilidade de retomar ações militares caso o Irã rejeite um acordo. Os elevados custos financeiros e os efeitos econômicos internos, porém, tornam novas operações uma opção de difícil sustentação.
O conflito expõe uma dependência estrutural americana em cenários de guerra assimétrica e de instabilidade energética global. Mais detalhes sobre os impactos financeiros podem ser encontrados no portal RT, que acompanha os desdobramentos da operação.
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