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EUA encerram operação no Irã com custo de 73 bilhões e vulnerabilidades expostas

11 Comentários🗣️🔥 Armas e dinheiro em notas de dólar ilustram o custo de conflitos bélicos. (Foto: actualidad.rt.com) Os Estados Unidos anunciaram o fim da operação militar ‘Fúria Épica’ contra o Irã, após mais de dois meses de confrontos intensos. O secretário de Estado Marco Rubio declarou que os objetivos estratégicos foram cumpridos. No entanto, o […]

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Armas e dinheiro em notas de dólar ilustram o custo de conflitos bélicos. (Foto: actualidad.rt.com)

Os Estados Unidos anunciaram o fim da operação militar ‘Fúria Épica’ contra o Irã, após mais de dois meses de confrontos intensos.

O secretário de Estado Marco Rubio declarou que os objetivos estratégicos foram cumpridos. No entanto, o impacto financeiro da campanha pesou decisivamente na decisão de encerrar as operações.

Estimativas indicam que o custo total da operação atingiu cerca de 73 bilhões de dólares. Nos primeiros seis dias, os gastos já haviam superado 11 bilhões, estabilizando em aproximadamente 1 bilhão por dia nas semanas seguintes.

Os sistemas de defesa aérea, como os interceptores Patriot, responderam por uma fatia significativa desses custos. Cada míssil Patriot tem custo estimado entre 3 e 4 milhões de dólares, enquanto drones iranianos como os modelos Shahed custam apenas dezenas de milhares — revelando uma desproporção econômica estrutural no conflito.

Problemas técnicos também marcaram a operação americana. Sistemas de defesa automática apresentaram falhas graves, e três caças dos EUA foram abatidos por engano por antiaéreos no Kuwait, expondo vulnerabilidades operacionais sérias.

O analista militar russo Serguéi Poletáyev avaliou que os Estados Unidos não estão preparados para guerras modernas baseadas no uso intensivo de drones. Para ele, o conflito evidenciou um esgotamento assimétrico de recursos, com os EUA gastando muito mais para se defender do que o Irã para sustentar sua resistência.

Internamente, os consumidores americanos sentiram o impacto com a disparada nos preços dos combustíveis. O valor da gasolina mais que dobrou, passando de 2,98 dólares por galão para mais de 4,5 dólares, com picos de 6,1 dólares na Califórnia.

Os gastos adicionais das famílias com combustível foram estimados em 34 bilhões de dólares, ou cerca de 260 dólares por família. Esse aumento pressionou outros setores, agravando a inflação e gerando uma crise de demanda em bens essenciais.

A analista do setor petrolífero Rosemary Kelanic observou que, apesar da alta produção interna, os EUA permanecem estruturalmente vulneráveis às oscilações globais de preços. Ela destacou que os custos de transporte de alimentos e roupas também subiram, impactando diretamente o custo de vida da população.

O presidente Donald Trump sugeriu a possibilidade de retomar ações militares caso o Irã rejeite um acordo. Os elevados custos financeiros e os efeitos econômicos internos, porém, tornam novas operações uma opção de difícil sustentação.

O conflito expõe uma dependência estrutural americana em cenários de guerra assimétrica e de instabilidade energética global. Mais detalhes sobre os impactos financeiros podem ser encontrados no portal RT, que acompanha os desdobramentos da operação.


Leia também: EUA recuam no Estreito de Ormuz e sinalizam abertura ao diálogo com o Irã


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Eduardo Teixeira

06/05/2026

73 bilhões de dólares que saíram do bolso do contribuinte americano pra bancar mais uma aventura militar que não resolve nada. Enquanto isso, aqui no Brasil a carga tributária só aumenta e o governo quer inventar mais imposto digital. O Estado gastador é o mesmo, seja em Washington ou Brasília.

Major Ricardo Silva

06/05/2026

73 bilhões de dólares e o resultado é esse? Enquanto isso, a esquerda brasileira chora saudades de ditaduras quebradas como Cuba e Venezuela. Cadê o Rubens Pescador falar em emprego agora? No Brasil do PT o que teve foi corrupção e aparelhamento, não guerra no Oriente Médio.

    Mariana Oliveira

    06/05/2026

    Major, seu comentário tenta jogar uma cortina de fumaça que desvia o centro da discussão. Você coloca Cuba e Venezuela como espantalhos para evitar falar do que realmente importa: os 73 bilhões de dólares que o Estado imperialista norte-americano queimou numa operação fracassada no Irã. Enquanto isso, o senhor reduz o debate sobre o Brasil a uma disputa binária entre ‘PT corrupto’ e ‘ditaduras quebradas’, como se a vida concreta das pessoas se resumisse a essa escolha. A questão é que a lógica que sustenta esse gasto bilionário nos EUA é a mesma que sustenta o desmonte de políticas públicas aqui: o capitalismo racial e patriarcal que, como bell hooks ensina, opera pela dominação e pela guerra como negócio. Não se trata de ‘passar pano’ para Cuba ou Venezuela, mas de entender que a crítica ao Estado gastador não pode ser seletiva — se 73 bilhões no Irã são um absurdo, o orçamento secreto e a PEC da morte também são.

    O senhor pergunta ‘cadê o Rubens Pescador falar em emprego agora?’, mas ignora que o desemprego e a fome no Brasil não são fruto de ‘saudade de ditaduras’, e sim de um projeto econômico que precariza o trabalho e corta direitos enquanto financia juros e guerras alheias. A fome que voltou ao Brasil em 2022, atingindo 33 milhões de pessoas, não tem nada a ver com o Irã ou com Cuba — tem a ver com a Emenda Constitucional do Teto de Gastos, com a reforma trabalhista e com a ausência de políticas de redistribuição de renda. Kimberlé Crenshaw nos mostra que as opressões se entrecruzam: a mesma elite que lucra com a guerra no Oriente Médio é a que lucra com a especulação financeira que mata o pobre brasileiro. O problema não é ‘esquerda vs. direita’, é a lógica do capital que transforma vidas em números no balanço de destruição.

    E sobre a ‘corrupção e aparelhamento’ que o senhor atribui ao PT: concordo que houve desvios graves, e a esquerda precisa fazer autocrítica honesta — mas a operação Lava Jato, que o senhor provavelmente aplaude, também foi um espetáculo de lawfare que destruiu empresas e empregos sem combater a raiz do problema, que é a captura do Estado pelo capital financeiro. Enquanto isso, o contribuinte americano paga 73 bilhões para manter bases militares que nada têm a ver com a segurança do povo brasileiro. O debate que o senhor propõe é raso porque evita a pergunta central: a quem serve esse Estado gastador? Quando a resposta for ‘aos mesmos de sempre’, talvez a gente possa começar a conversa de verdade.

Ricardo Menezes

06/05/2026

73 bilhões de dólares jogados no ralo por um estado que se acha dono do mundo. Enquanto isso, o contribuinte americano paga a conta e o brasileiro aqui toma ferroada de imposto pra sustentar essa farra. Clarice, para de passar pano pra estado gastador, seja no Irã ou na Arábia. O livre mercado resolve conflito sem precisar torrar dinheiro de quem trabalha.

    Caio Vieira

    06/05/2026

    Caro Ricardo, sua crítica ao Estado como ente gastador ignora a dialética gramsciana: o livre mercado que você defende é, ele próprio, uma construção estatal que opera pela hegemonia do capital financeiro — vide os 73 bilhões como expressão da crise orgânica do imperialismo, não como mero “ralo”, mas como sintoma da incapacidade do capitalismo de resolver suas contradições sem violência e endividamento público.

Diego Fernández

06/05/2026

73 bilhões de dólares que poderiam ter financiado saúde e educação na América Latina inteira, mas o Tio Sam prefere bancar guerra no Oriente Médio pra manter hegemonia. E o pior é ver brasileiro aqui defendendo isso como se fosse “problema deles” — como se a dívida externa dos nossos países não fosse alimentada justamente por esses gastos militares dos EUA. Enquanto isso, a Argentina e o Brasil continuam pagando juros de uma dívida que nunca foi auditada de verdade.

Adriana Silva

06/05/2026

73 bilhão de dólar e o Jeferson ainda defende estado gastador, vai tomar vergonha e faz o L pra Cuba seu comunista

    Clarice Historiadora

    06/05/2026

    Adriana, acho que você confundiu Cuba com Arábia Saudita, parceira comercial do seu ídolo Bolsonaro. O mesmo Estado que você critica gastando no Oriente Médio é o que garante que você possa postar essas pérolas aqui sem ser censurada por uma milícia digital.

    Rubens O Pescador

    06/05/2026

    Adriana, minha filha, em 2014 o preço do arroz tava na metade do que é hoje e o povo não passava fome. Esse gasto aí dos EUA é problema deles, mas aqui no Brasil o que eu sei é que no tempo do Lula o povo simples comia carne todo dia e o trabalhador tinha emprego.

Rick Ancap

06/05/2026

73 bilhao de dólar de imposto queimado em areia do deserto e o brasileiro ainda acha que estado resolve alguma coisa.

    Jeferson da Silva

    06/05/2026

    Rick, você critica o Estado gastando 73 bilhões de dólar no deserto, mas esquece que foi o Estado que construiu os hospitais, as escolas e garantiu a aposentadoria do seu pai. Sem ele, você estaria vendendo curso de enriquecimento na internet e achando que é empreendedor.


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