Pesquisadores brasileiros identificaram uma nova espécie de dinossauro no município de Davinópolis, no Maranhão, durante obras de construção de um terminal rodoviário-ferroviário. O animal, batizado de Dasosaurus maranhensis, media cerca de 20 metros e viveu há aproximadamente 120 milhões de anos, no período Cretáceo.
O estudo foi publicado no Journal of Systematic Palaeontology. O Dasosaurus possui parentesco próximo com uma espécie encontrada na atual Espanha, sugerindo intercâmbios biogeográficos entre a América do Sul e a Europa durante o Cretáceo.
Essa conexão teria ocorrido por rotas que envolviam a África, no contexto de fragmentação do supercontinente Gondwana. A descoberta amplia o mapa das migrações de grandes répteis no Mesozoico.
Elver Luiz Mayer, professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), afirmou que o Dasosaurus maranhensis é o maior dinossauro já registrado no Maranhão. A região já havia revelado o Amazonsaurus maranhensis, um diplodocídeo de cerca de 10 metros.
Os fósseis foram localizados a oito metros de profundidade e incluem vértebras da cauda, um fêmur de 1,5 metro, costelas e ossos dos pés e membros. Max Langer, professor da Universidade de São Paulo (USP), destacou que o espécime está relativamente completo e que há potencial para novos achados no mesmo local.
Uma análise da microestrutura óssea, conduzida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), revelou padrões de crescimento que misturam características de saurópodes mais antigos e titanossauros. Os dados indicam que adaptações para grandes tamanhos podem ter surgido mais cedo do que se pensava.
A descoberta reacende o debate sobre desenvolvimento econômico e preservação do patrimônio paleontológico. Mayer defendeu maior colaboração entre empresas e órgãos de preservação, argumentando que grandes obras podem tanto destruir registros fósseis quanto revelar tesouros científicos.
Os restos do Dasosaurus maranhensis estão armazenados no Centro Estadual de Pesquisa em História Natural e Arqueologia, em São Luís. A equipe negocia com a empresa responsável pela obra para retomar as escavações e ampliar o conhecimento sobre a espécie.
O achado reforça o nordeste brasileiro como um dos principais polos de paleontologia do país. Mais detalhes técnicos da pesquisa estão disponíveis no portal Phys.org.
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Maria Silva
06/05/2026
20 metros de lagartão e o governo querendo meter imposto em tudo que é obra de infraestrutura. Tomara que achem é mais osso, porque esse país precisa de menos burocracia e mais progresso.
Caio Vieira
06/05/2026
Cara Maria, sua indignação com a burocracia estatal ecoa a crítica gramsciana ao bloco histórico que, em vez de fomentar as forças produtivas, as imobiliza em teias normativas. Mas veja: o fóssil de 20 metros não é apenas um “lagartão” — ele revela a profundidade do tempo geológico, um contraponto à miopia do progresso imediato que ignora as condições materiais de nossa própria existência. Que a descoberta sirva, ao menos, para lembrarmos que o desenvolvimento autêntico exige tanto escavar o passado quanto desobstruir o futuro do povo trabalhador.
Silvia Ramos
06/05/2026
Mais uma tentativa de colocar a criação de Deus em dúvida com esses supostos milhões de anos. Gênesis é claro: Deus criou os animais e o homem em seis dias. Esses cientistas deveriam gastar seu tempo estudando a Bíblia em vez de inventar histórias sobre dinossauros que viveram há 120 milhões de anos.
Célia Carmo
06/05/2026
Silvia, para de defender patrão divino e vai estudar fóssil de verdade! #MenosBíbliaMaisCiência