A Nuro, startup de tecnologia autônoma apoiada pela Nvidia e pela Uber, recebeu autorização do Departamento de Veículos Motorizados da Califórnia (DMV) para testar SUVs Lucid Gravity sem operador humano em vias públicas do estado.
A modificação expande a permissão já existente da empresa. Representa um passo concreto rumo ao lançamento do serviço de robotáxis premium que a Nuro desenvolve em parceria com a Uber.
Segundo o porta-voz da Nuro, David Salguero, os testes sem motorista devem ter início ainda em 2026. A empresa ainda está concluindo os preparativos técnicos e operacionais para essa fase.
Atualmente, a Nuro e a Uber já conduzem testes dos veículos Lucid em modo autônomo em diversas cidades dos Estados Unidos, com um operador humano de segurança presente. A nova permissão do DMV permitirá superar essa etapa.
A permissão original da Nuro para veículos sem motorista era restrita a um programa de entregas de baixa velocidade, descontinuado quando a empresa redirecionou sua estratégia para o licenciamento de tecnologia a parceiros como a Uber. A nova autorização, conforme reportou o TechCrunch, amplia formalmente o escopo da licença para incluir os SUVs Lucid Gravity equipados com o sistema autônomo da Nuro.
Antes do lançamento comercial, a Nuro ainda precisa obter dois documentos adicionais: uma permissão de transporte sem motorista da Comissão de Serviços Públicos da Califórnia e uma permissão de implantação do próprio DMV. Esses requisitos representam os principais obstáculos que separam a empresa da operação comercial plena no estado.
A escala do projeto já é considerável. Desde o anúncio do acordo tripartido entre Nuro, Uber e Lucid em julho de 2025, a Uber elevou seu investimento na fabricante de veículos elétricos Lucid de 300 milhões de dólares para 500 milhões de dólares e ampliou o pedido de unidades robotáxis de 20 mil para pelo menos 35 mil veículos.
O pacote inclui 10 mil SUVs Gravity e 25 mil veículos elétricos baseados na nova plataforma de médio porte da Lucid. Todos são equipados com o sistema autônomo da Nuro, que roda sobre o computador Drive AGX Thor da Nvidia.
Durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, a Lucid informou que já entregou 75 veículos de engenharia para a Nuro e a Uber, com testes em andamento em múltiplas cidades americanas. A empresa projetou que as operações comerciais de robotáxis devem ter início no final de 2026, condicionadas às aprovações regulatórias pendentes.
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Lurdinha Deus Acima de Todos
06/05/2026
Ah, mas é o fim dos tempos mesmo! 🙏 Primeiro fecham as igrejas na pandemia, agora querem carro fantasma andando por aí sem ninguém dirigindo… Isso é coisa do capeta pra enganar a gente, amém? 🇧🇷🙌
Marcos Andrade Niterói
06/05/2026
Lurdinha, com todo respeito, acho que misturar alhos com bugalhos não ajuda. Fechamento de igrejas na pandemia foi medida sanitária necessária, e robotáxi é questão de regulação de transporte urbano. O “capeta” mesmo é o descaso com o transporte público que temos por aqui, enquanto Niterói mostra que dá pra fazer diferente com planejamento sério.
Celio Fazendeiro
06/05/2026
Mais um absurdo dessa turma do vale do silício que só pensa em lucro. Enquanto isso, o governo americano devia era se preocupar com o trânsito caótico que já tem, não em liberar carro fantasma pra atropelar quem estiver no caminho. Isso aí é coisa pra playboy de São Francisco, não serve pra nada no Brasil.
Carlos Henrique Silva
06/05/2026
Célio, você tocou num ponto central, mas acho que precisamos ir além da crítica moral ao “lucro pelo lucro” – que é justa, mas insuficiente. O que está em jogo aqui não é só a ganância do Vale do Silício, é a lógica do capitalismo tardio tentando resolver as contradições que ele mesmo criou. O trânsito caótico que você menciona não é um acidente de percurso; é o resultado de décadas de priorização do automóvel individual, de desinvestimento em transporte público de qualidade e de uma urbanização selvagem que serve aos interesses imobiliários e da indústria automotiva. Agora, em vez de enfrentar a raiz do problema – que é a desigualdade no acesso à mobilidade e a necessidade de um sistema público, gratuito e integrado –, a saída que o capital encontra é tecnológica e privatista: um robô-taxi que vai operar onde for lucrativo, ignorando as periferias e os bolsões de pobreza. É a velha história da “solução” que aprofunda o problema que diz resolver.
E você tem toda razão ao dizer que isso “não serve pra nada no Brasil”. Mas por um motivo que vai além do nosso trânsito caótico. A Uber e a Nuro estão testando essas tecnologias justamente em áreas de alta renda e baixa densidade populacional, onde o risco de acidentes é menor e o retorno por viagem é maior. Transferir isso para São Paulo, Recife ou Belém seria um desastre: nossas ruas são um espaço de luta de classes, onde o motorista de aplicativo – que já é um trabalhador precarizado, sem vínculo e sem direitos – seria substituído por um algoritmo. O resultado não é “eficiência”, é mais desemprego, mais concentração de renda nas mãos de meia dúzia de acionistas e a entrega de um bem público, a rua, para a exploração privada. Gramsci já nos alertava que o “americanismo” e o fordismo não eram apenas métodos de produção, mas uma forma de hegemonia cultural que transforma trabalhadores em engrenagens descartáveis. O robotáxi é a versão 4.0 disso.
O mais grave, no meu entender, é o silêncio cúmplice do Estado. O governo americano, como você bem disse, deveria estar regulando o trânsito, investindo em trens e metrô, garantindo segurança viária para pedestres e ciclistas. Em vez disso, ele atua como facilitador do capital, concedendo licenças para testes sem motorista num ambiente praticamente desregulado. Isso não é inovação, é irresponsabilidade social. E no Brasil, onde o Estado já é refém do lobby das montadoras e das plataformas digitais, a tendência é repetirmos o mesmo erro, só que com ainda menos fiscalização. A discussão não pode ser se o carro autônomo é “legal” ou “perigoso”; tem que ser sobre quem controla a tecnologia, a quem ela serve e que tipo de cidade queremos construir. Enquanto a esquerda não pautar a mobilidade como um direito, e não como um serviço, vamos continuar vendo esses anúncios como se fossem progresso, quando na verdade são apenas a maquiagem high-tech de um sistema que precisa ser superado.
Luizinho 16
06/05/2026
Cê acha que vaga de emprego é o que, enfeite? Uber quer é demitir motorista e ainda meter lucro em cima, playboy é quem acredita nesse papo de inovação.