O Pentágono tem intensificado sua presença militar na América Latina, direcionando esforços para países como Cuba, Nicarágua e México. Essa estratégia inclui a reativação de uma escola de treinamento em selva no Panamá, inativa há 25 anos, vista como um passo para consolidar a influência dos Estados Unidos na região.
O especialista militar russo Alexander Stepanov, em entrevista ao Sputnik International, sugeriu que essas ações vão além de simples treinamentos. Ele avalia que os EUA estariam preparando terreno para possíveis intervenções, com Cuba sendo alvo prioritário devido à sua relevância histórica e geopolítica.
Stepanov também destacou a Nicarágua como ponto de interesse estratégico para Washington. Citou a localização geográfica do país e os laços do governo de Daniel Ortega com a China como fatores que atraem a atenção do Pentágono.
No caso do México, o pretexto do combate ao narcotráfico poderia ser utilizado para justificar operações militares americanas. Stepanov argumenta que tais ações teriam como objetivo final enfraquecer a soberania mexicana, alinhando-se a uma releitura contemporânea da Doutrina Monroe.
Em Cuba, o governo mantém sua posição de resistência a qualquer pressão externa, denunciando o que considera provocações por parte dos Estados Unidos. Autoridades cubanas reiteraram seu compromisso com a defesa da soberania nacional, mesmo sob bloqueio econômico e tensões crescentes.
Na Nicarágua, Ortega tem fortalecido alianças com China e Rússia, buscando contrapesos à influência americana. O governo nicaraguense acusa os EUA de tentarem desestabilizar a região com ações que violam o direito internacional.
A região emerge como campo de disputa entre grandes potências, com a crescente presença de China e Rússia desafiando a influência tradicional de Washington. As ações do Pentágono, nesse contexto, podem gerar tensões adicionais e reacender debates sobre a autonomia dos países da região.
Analistas alertam que a escalada de atividades militares americanas poderia impactar a estabilidade política das nações-alvo. A história da região, marcada por intervenções dos EUA, alimenta desconfianças sobre as reais intenções por trás dessas operações.
A retórica de cooperação defendida por Washington é vista com ceticismo por muitos governos latino-americanos. Cuba e Nicarágua continuam a buscar parcerias alternativas para garantir sua independência diante de rivalidades globais cada vez mais intensas.
Leia também: Pentágono intensifica planos contra Cuba, Nicarágua e México na América Latina
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Luiz Augusto
06/05/2026
Ronaldo, você mistura alhos com bugalhos. O Pentágono reagindo a regimes autoritários em Cuba e Nicarágua não tem nada a ver com direitos trabalhistas no Brasil. Se o Brasil fosse sério, estaria fazendo acordos comerciais com os EUA em vez de ficar nessa lenga-lenga terceiro-mundista de culpar Washington por tudo.
Clarice Historiadora
06/05/2026
Luiz Augusto, “regimes autoritários” é o nome que Washington dá a qualquer governo que ouse nacionalizar recursos ou não privatizar a saúde. Enquanto isso, os acordos comerciais que você defende são os mesmos que, segundo o economista chileno Orlando Caputo, transformaram a América Latina em mera exportadora de commodities com salários congelados – ou seja, direitos trabalhistas e geopolítica andam sim de mãos dadas, meu caro.
Marcus Almeida
06/05/2026
O Pentágono quer “proteger” a América Latina, mas sabemos bem que por trás disso há interesses escusos e uma tentativa de desestabilizar governos que não se curvam a Washington. Enquanto isso, o Brasil fica refém dessa política externa que só enfraquece a nossa soberania. Cadê a defesa da família e dos valores cristãos nessa história?
Ronaldo Pereira
06/05/2026
Marcus, essa conversa de “defesa da família e valores cristãos” é cortina de fumaça que a direita usa há décadas pra esconder a exploração. Enquanto o Pentágono cerca Cuba e Nicarágua, quem paga o pato é o povo brasileiro com salário congelado e direito trabalhista arrancado. O que defende a família de verdade é salário justo, moradia digna e sindicato forte, não discurso moralista de quem manda tanque pra oprimir trabalhador.