Menu

Cientistas suecos revertem diabetes em camundongos com células produtoras de insulina

9 Comentários🗣️🔥 Ilustração de células de insulina cultivadas em laboratório. (Foto: sciencedaily.com) Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, desenvolveram células produtoras de insulina a partir de células-tronco humanas que reverteram o diabetes em camundongos. O diabetes tipo 1 ocorre quando o sistema imunológico destrói as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Sem […]

9 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Ilustração de células de insulina cultivadas em laboratório. (Foto: sciencedaily.com)

Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, desenvolveram células produtoras de insulina a partir de células-tronco humanas que reverteram o diabetes em camundongos.

O diabetes tipo 1 ocorre quando o sistema imunológico destrói as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Sem esse hormônio, o corpo não regula adequadamente a glicose, levando a níveis perigosos de açúcar no sangue.

Métodos anteriores enfrentaram obstáculos como produção inconsistente e baixa funcionalidade. A nova técnica permite criar células de alta qualidade a partir de várias linhagens de células-tronco humanas.

Per-Olof Berggren, professor do Departamento de Medicina Molecular e Cirurgia do Instituto Karolinska, explicou que o método pode viabilizar terapias personalizadas. Ele destacou que isso reduz o risco de rejeição imunológica em futuros tratamentos.

As células desenvolvidas mostraram maior maturidade e eficiência em comparação com abordagens anteriores. Ao serem transplantadas em camundongos, restabeleceram gradualmente o controle glicêmico dos animais.

Os cientistas implantaram as células na câmara anterior do olho dos camundongos, técnica que facilita o monitoramento. Berggren afirmou que isso permite observar o desenvolvimento e o funcionamento das células de maneira pouco invasiva.

Durante meses, as células mantiveram a capacidade de regular o açúcar no sangue nos animais. Esse resultado reforça o potencial da técnica para tratamentos inovadores contra o diabetes tipo 1.

Um desafio recorrente em terapias com células-tronco é a diferenciação em tipos celulares indesejados, o que eleva riscos. Os pesquisadores contornaram isso otimizando o cultivo em aglomerados tridimensionais, que melhoram a funcionalidade e reduzem células fora do padrão.

Fredrik Lanner, professor do Departamento de Ciência Clínica, Intervenção e Tecnologia do Instituto Karolinska, afirmou que os progressos superam barreiras antigas. O foco agora é adaptar os achados para uso clínico em humanos.

O estudo contou com a parceria do Instituto Real de Tecnologia KTH, também na Suécia, e teve apoio do Conselho de Pesquisa Sueco e da Fundação Novo Nordisk. Alguns dos envolvidos possuem ligações com empresas como Spiber Technologies AB e Biocrine AB, além de patentes registradas.

Os detalhes da pesquisa, incluindo o protocolo para derivação eficiente de ilhotas pancreáticas, foram publicados na revista Stem Cell Reports. O trabalho representa um passo crucial para terapias mais eficazes contra o diabetes.

Com informações de SCIENCEDAILY.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Luan Silva

07/05/2026

Cientista sueco bom é cientista que faz coisa útil, não militância woke.

    Mateus Silva

    07/05/2026

    Luan, o problema é que essa dicotomia entre “coisa útil” e “militância woke” já nasce viciada: quem define o que é útil senão a mesma estrutura de poder que decide o que merece financiamento e o que é descartado como ideologia? A pesquisa sueca é excelente, mas não existe ciência pura pairando acima das disputas políticas — o próprio fato de chamarem de “woke” qualquer crítica a esse modelo já é um ato político disfarçado de pragmatismo.

    Paulo Ribeiro

    07/05/2026

    Luan, sua frase revela um pressuposto que precisa ser examinado com cuidado: a ideia de que existe uma “militância woke” separada da “coisa útil” como se fossem categorias estanques. Essa dicotomia é, no fundo, uma armadilha ideológica. O que você chama de “militância woke” é, na verdade, o reconhecimento de que a produção científica não ocorre no vácuo — ela é atravessada por relações de poder, financiamento, prioridades políticas e, sim, valores. Quando um cientista sueco decide investigar diabetes, ele está fazendo uma escolha sobre o que é relevante, e essa escolha é moldada por um contexto social que pode incluir desde pressões da indústria farmacêutica até políticas públicas de saúde universal. Dizer que isso é “militância” é reduzir a complexidade do fazer científico a um mito positivista de neutralidade que nem o próprio Popper sustentaria.

    O avanço que você celebra — e com razão — é fruto de décadas de pesquisa básica financiada por fundos públicos, muitas vezes em instituições que defendem princípios como equidade e acesso universal. A Suécia que produziu esse estudo é um país com forte tradição de bem-estar social, onde a ciência é entendida como bem comum, não como mercadoria. Se você olhar para a história da insulina, desde sua descoberta em 1921 por Banting e Best, verá que os próprios cientistas venderam a patente por um dólar simbólico para que o tratamento fosse acessível. Isso era “militância woke” ou era senso de responsabilidade social? O que você chama de “coisa útil” é, na verdade, o resultado de um sistema que valoriza a vida humana acima do lucro — e isso, meu caro, é profundamente político.

    Gramsci já nos ensinava que toda hegemonia se sustenta pela capacidade de apresentar interesses particulares como universais. Quando você separa “ciência útil” de “militância”, está reproduzindo a narrativa de que certas pautas são ideológicas enquanto outras seriam naturais. Mas não há nada de natural em definir o que é útil: útil para quem? Para a indústria farmacêutica que quer patentear essa descoberta e vendê-la a preços exorbitantes, ou para o SUS que precisa tratar 13 milhões de brasileiros com diabetes? A pesquisa sueca é excelente justamente porque pode salvar vidas, mas se não houver pressão política — sim, militância — para que o conhecimento chegue a quem precisa, ela será mais um avanço capturado pelo capital. Ciência e justiça social não são opostas; são faces da mesma moeda quando o objetivo é a emancipação humana.

Marina Costa

07/05/2026

Que maravilha ver a ciência avançando para curar doenças de verdade, enquanto a esquerda perde tempo defendendo aborto e destruindo a família. Se Deus quiser, essa descoberta vai ajudar muitas pessoas que sofrem com diabetes, mostrando que o trabalho sério e a pesquisa com valores cristãos trazem frutos.

    Carlos Oliveira

    07/05/2026

    Marina, que bom ver seu entusiasmo com a ciência, mas me preocupa essa tentativa de sequestrar uma descoberta científica para um campo religioso ou político. A pesquisa sueca foi financiada por fundos públicos e instituições laicas, e o SUS, que tanto criticam, é o que garante insulina e atendimento a milhões de diabéticos no Brasil. Defender direitos reprodutivos e famílias diversas não é “perder tempo”, é justamente garantir que todos tenham dignidade para viver e se beneficiar desses avanços.

    Francisco de Assis

    07/05/2026

    Marina, a ciência que salvou seu marido do infarto foi feita em laboratório público e laico, não de joelho. Essa descoberta aí, se chegar no SUS, vai tratar pobre, preto e nordestino também — e olha que a gente nem precisa de Deus pra ter compaixão.

Sargento Bruno

07/05/2026

Mais uma descoberta promissora vinda do exterior, enquanto por aqui o governo gasta rios de dinheiro com ideologias inúteis e esquece de financiar ciência de verdade. Se essa pesquisa sueca der certo em humanos, será uma vitória da disciplina científica contra a bagunça ideológica. Tomara que não caiam nas mãos de esquerdistas que queiram politizar a cura.

    Lucas Pinto

    07/05/2026

    Sargento Bruno, sua análise padece do mesmo vício que você denuncia nos outros: uma operação ideológica travestida de bom senso. Você opõe “ciência de verdade” a “ideologias inúteis” como se a ciência existisse num vácuo social, pairando acima das contradições materiais. Não existe produção científica fora das relações de poder que a financiam, a orientam e a aplicam. A pesquisa sueca que você exalta é fruto de um complexo industrial-farmacêutico inserido nas engrenagens do capitalismo global — com patentes, lucros e exclusão de acesso. O problema não é a descoberta em si, que é objetivamente relevante, mas a fetichização dela como “vitória da disciplina” enquanto se ignora que a ciência hegemônica reproduz as hierarquias do sistema que a financia.

    Sua narrativa de “bagunça ideológica” versus “disciplina científica” é um clássico dispositivo gramsciano de hegemonia: você naturaliza uma visão de mundo particular como se fosse universal. Quando você diz que o governo brasileiro “gasta com ideologias inúteis”, está fazendo uma escolha política explícita sobre o que considera ciência legítima. Financiar bolsas para pesquisas em humanidades, saúde coletiva ou educação popular não é “ideologia” — é disputa de projeto de nação. A Suécia que produz essa pesquisa também financia ciências sociais, arte e políticas de redistribuição. O que você chama de “disciplina” é, na verdade, um recorte classista e moral do que merece ser chamado de conhecimento.

    Por fim, seu medo de que “esquerdistas queiram politizar a cura” revela uma compreensão ingênua de como a ciência opera. Toda cura é política: quem terá acesso a ela? A que preço? Será patenteada por uma multinacional ou produzida como bem público? Essas perguntas não são contaminação ideológica — são o cerne do debate sobre justiça social. Se a descoberta sueca chegar aos humanos, a briga não será entre ciência e ideologia, mas entre duas ideologias: a que quer transformar a cura em mercadoria e a que defende saúde como direito universal. Você já escolheu seu lado, mas insiste em chamá-lo de “neutralidade”.

    Caio Vieira

    07/05/2026

    Caro Sargento Bruno, sua dicotomia entre “ciência de verdade” e “ideologias inúteis” reproduz, sem perceber, a mesma hegemonia discursiva que pretende combater: a ciência nunca é um fiat lux descolado das relações de poder que a financiam e a orientam. A pesquisa sueca, tão celebrada, é fruto de um complexo aparato institucional e ideológico que, aqui na periferia do capitalismo, só se viabiliza quando o Estado decide priorizar a saúde pública como direito, e não como mercadoria — o que, convenhamos, exige uma boa dose de “ideologia” solidária.


Leia mais

Recentes

Recentes