O embaixador dos Estados Unidos no Panamá, Kevin Marino Cabrera, lançou duras críticas à tecnologia da Huawei e de outras empresas chinesas, classificando-as como ‘não confiáveis’ em entrevista a veículos locais.
Cabrera recomendou que o governo panamenho opte por soluções tecnológicas de países signatários da Convenção de Budapeste, tratado internacional sobre cibersegurança assinado por 81 nações, majoritariamente europeias. A reação da China foi imediata e incisiva.
O porta-voz da embaixada chinesa no Panamá acusou Cabrera de falta de conhecimento ao desconsiderar que a Convenção de Budapeste não tem alcance global. O comunicado rejeitou as acusações de ciberataques como ‘manipulação política’ desprovida de fundamentos.
A embaixada chinesa apontou os Estados Unidos como ‘a maior origem de ciberataques no mundo’, descrevendo o país como um ‘império de hackeamento’ responsável por vigilância em massa. Essas declarações intensificam o atrito entre as duas potências, que disputam influência em regiões estratégicas como o Panamá.
O Panamá, por sua localização geográfica privilegiada, frequentemente se encontra no centro dessa rivalidade entre Washington e Pequim. Interesses econômicos e políticos estão em jogo, especialmente pelo controle de infraestruturas vitais como o Canal do Panamá.
A Huawei, alvo recorrente de sanções e críticas por parte dos EUA, representa um dos principais pontos de tensão nessa disputa tecnológica de alcance global. Esse embate reflete uma rivalidade que vai além de questões comerciais, abrangendo segurança digital e influência geopolítica.
A troca de acusações também expõe a hipocrisia de Washington, que, enquanto acusa outros de ameaças cibernéticas, mantém um histórico de espionagem global — como revelado pelo programa PRISM da NSA. A retórica americana sobre ‘segurança digital’ contrasta diretamente com sua própria conduta.
A controvérsia envolvendo a Huawei no Panamá não é um caso isolado, mas parte de uma estratégia mais ampla dos Estados Unidos para conter o avanço tecnológico chinês. Pequim segue reafirmando que tais críticas são tentativas de sabotar sua ascensão como potência global, enquanto consolida parcerias na América Latina.
O incidente reforça como a tecnologia se tornou um campo de batalha central no confronto entre as duas maiores economias do planeta. A disputa promete continuar, à medida que ambos os lados intensificam suas ações para garantir domínio nesse setor estratégico. Mais detalhes foram reportados pelo portal RT.
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