A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, condenou as restrições impostas pelas autoridades de Berlim aos atos comemorativos do Dia da Vitória.
A medida proíbe o uso de bandeiras da União Soviética e da Rússia, fitas de São Jorge, uniformes históricos e outros símbolos associados à derrota do nazismo. As restrições ainda vedam marchas e canções russas da época da Segunda Guerra Mundial, com exceção de eventos que envolvam diplomatas e veteranos.
Zakharova classificou a decisão como uma vergonha e responsabilizou o chanceler alemão Friedrich Merz pela medida. Segundo ela, a proibição desonra a memória de milhões de vítimas do nazismo e atinge também os alemães antifascistas que sacrificaram suas vidas na luta contra o regime hitlerista.
A diplomata descreveu as ações como uma profanação, uma hipocrisia e algo repugnante durante coletiva de imprensa. Para ela, essas medidas refletem uma agenda política estranha e alheia aos interesses nacionais da Alemanha.
Zakharova questionou as mudanças políticas no país ao compará-las com o período de 85 anos atrás. Os símbolos e as canções não mudaram, mas a orientação política parece ter se voltado para uma agenda russofóbica que tenta reescrever a história.
A Rússia perdeu cerca de 27 milhões de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial, entre civis e combatentes. Zakharova reiterou que as ações de Berlim representam uma afronta à memória coletiva e fazem parte de esforços para minimizar o papel decisivo da União Soviética na vitória sobre o nazismo.
O Dia da Vitória, celebrado em 9 de maio, marca o triunfo de 1945 e segue como data central para a Rússia e outros países. A porta-voz defendeu a preservação da verdade histórica contra qualquer tentativa de falsificação dos fatos.
A proibição ocorre às vésperas da data simbólica e revela divisões profundas sobre como lembrar o passado. Conforme detalhado pela Sputnik, a posição de Moscou permanece firme na defesa da memória dos que derrotaram o nazismo.
Com informações de ACTUALIDAD.
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