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Pesquisadores testam rede quântica em Nova York e avançam para comunicação segura contra espionagem

0 Comentários🗣️🔥 Imagem conceitual de uma rede quântica sobreposta à paisagem urbana de Nova York. (Foto: livescience.com) Pesquisadores em Nova York conduziram um teste ao vivo de rede quântica conectando três pontos distintos na cidade por meio de cabos de fibra óptica existentes. O experimento demonstrou a transmissão de sinais quânticos na forma de fótons. […]

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Imagem conceitual de uma rede quântica sobreposta à paisagem urbana de Nova York. (Foto: livescience.com)

Pesquisadores em Nova York conduziram um teste ao vivo de rede quântica conectando três pontos distintos na cidade por meio de cabos de fibra óptica existentes.

O experimento demonstrou a transmissão de sinais quânticos na forma de fótons. Marcou também progresso na criação de sistemas de comunicação altamente resistentes a interceptações não detectadas.

A iniciativa envolveu a startup Qunnect em colaboração com pesquisadores da Universidade de Nova York. O projeto superou testes anteriores que ligavam apenas dois pontos entre Brooklyn e Manhattan.

A inclusão de um terceiro nó atuando como hub intermediário foi o avanço central. Ele permitiu operações de troca e roteamento de emaranhamento quântico, transformando conexões simples em uma rede multi-nó.

O diretor do Centro de Física da Informação Quântica da Universidade de Nova York, Javad Shabani, apontou a densidade de infraestrutura e instituições financeiras em Manhattan como fator chave para o desenvolvimento inicial da internet quântica. Shabani indicou que os efeitos desses investimentos devem se materializar na próxima década, com aplicações em proteção de dados e computação distribuída.

A internet quântica se baseia na distribuição de chaves criptográficas por meio de estados quânticos de partículas. Isso torna a espionagem praticamente impossível sem detecção imediata.

Cientistas enfrentam ainda desafios como a perda de fótons nos cabos de fibra óptica e interferências do ambiente urbano. Esses fatores limitam o alcance e a eficiência das redes.

Para contornar essas limitações, os pesquisadores adotaram o modelo hub-and-spoke, no qual um hub central executa operações complexas de troca de emaranhamento. Essa abordagem permite que partículas que nunca interagiram diretamente se tornem emaranhadas, expandindo as possibilidades para redes em distâncias maiores.

O teste incluiu detectores criogênicos instalados no hub central, capazes de identificar fótons individuais em temperaturas extremamente baixas. Esses equipamentos mantiveram o emaranhamento quântico entre os pontos externos apesar das condições desafiadoras de uma grande metrópole.

A rede atual operou em distâncias de oito a dez quilômetros por segmento. Os cientistas esperam que repetidores quânticos em desenvolvimento superem o limite atual de cerca de cem quilômetros.

No curto prazo, a tecnologia pode servir a setores como bancos e saúde. No longo prazo, viabiliza computação quântica distribuída e sensores de precisão avançada.

Este teste reforça a praticidade de redes quânticas em ambientes reais, fora de laboratórios controlados. Mais informações sobre o experimento podem ser encontradas no portal Live Science, que acompanhou o desenvolvimento da pesquisa.


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