O líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que os áudios e mensagens divulgados pelo The Intercept Brasil confirmam as denúncias que ele mesmo havia feito publicamente sobre o que chamou de ‘Bolsomaster’. O esquema, segundo o deputado, envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo de investigações em curso.
Para Pimenta, o material revelado aponta uma relação de ‘intimidade, proximidade e irmandade’ entre os dois. Há indícios de que recursos ligados ao banco e a operações consignadas teriam abastecido contas relacionadas ao entorno da família Bolsonaro nos Estados Unidos.
O deputado afirmou que mais de R$ 60 milhões foram enviados para uma conta no Texas ligada a pessoas próximas de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Pimenta defendeu que o Banco Central, o Coaf e a Polícia Federal realizem o rastreamento internacional dos valores.
O líder governista anunciou ainda que vai acionar o Ministério Público Federal e a Polícia Federal para pedir o bloqueio de R$ 65 milhões e de bens ligados à família Bolsonaro. Entre os bens citados está a mansão comprada por Flávio Bolsonaro em Brasília.
Segundo Pimenta, os valores bloqueados deveriam ser usados para ressarcir o Fundo Garantidor de Crédito e os investidores prejudicados pelo esquema. O líder governista defendeu ainda medidas cautelares contra o senador, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
‘Por muito menos, outras pessoas já foram presas ou submetidas a medidas cautelares. A Justiça precisa agir com rapidez diante da gravidade dos fatos’, declarou Pimenta. A justificativa se baseia no que ele classificou como ‘risco real de fuga’ caso as investigações avancem.
A reportagem do The Intercept Brasil revelou mensagens, documentos, comprovantes bancários e áudios atribuídos a negociações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para financiar o filme ‘Dark Horse’, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Conforme detalhado pelo Diário do Centro do Mundo, as negociações teriam envolvido valores milionários.
Em um dos áudios divulgados, Flávio Bolsonaro cobra a liberação de recursos e demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos da produção cinematográfica. O senador negou irregularidades e disse que buscava patrocínio privado para uma produção privada, sem dinheiro público ou oferta de vantagem indevida.
O caso se insere num contexto mais amplo de investigações sobre o Banco Master, instituição que acumula questionamentos sobre sua gestão e sua relação com operações consignadas voltadas a beneficiários do INSS e servidores públicos. A eventual comprovação de que recursos do banco financiaram projetos pessoais da família Bolsonaro — enquanto investidores aguardam ressarcimento pelo Fundo Garantidor de Crédito — representaria um dos escândalos financeiros mais graves envolvendo a família nos últimos anos.
Pimenta havia denunciado o esquema na tribuna da Câmara antes da publicação dos áudios pelo Intercept. A sequência entre a denúncia pública e a revelação jornalística reforçou a narrativa do governo de que há um padrão de comportamento a ser investigado pelas autoridades competentes.
As investigações seguem abertas no âmbito do STF, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal.
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Rodrigo RedPill
14/05/2026
Essa choradeira do Intercept é só mais um FUD contra quem realmente sabe gerar alpha. Enquanto vocês lacram, o Flávio faz trade de verdade e vocês continuam na bolsa errada. Stay poor.
João Carlos da Silva
14/05/2026
Sua linguagem de “alpha” e “trade” reduz a cidadania a um jogo de acumulação individual que Foucault descreveria como a forma mais acabada da racionalidade neoliberal: o sujeito transformado em capital humano, que lê qualquer regulação ética como “FUD”. O problema não é “fazer trade”, Rodrigo, é a naturalização de privilégios de acesso e informação que tornam esse jogo uma farsa meritocrática.
Major Ricardo Silva
14/05/2026
Esses áudios vazados seletivamente pelo Intercept são a prova de que o lawfare contra a família Bolsonaro não tem fim. Enquanto a corrupção do PT corre solta com dinheiro público, tentam criminalizar qualquer iniciativa privada que não agrade ao sistema. O comentário do Capitão Tavares está coberto de razão: a única esperança de ordem nesse país ainda veste farda.
Capitão Tavares 🇧🇷
14/05/2026
Nada vai acontecer com o Flávio, claro, porque quem manda nessa república das bananas é o crime organizado do STF e do PT. Fiquem aí pedindo justiça como se o sistema estivesse do lado de vocês. Enquanto isso, o único poder que pode botar ordem nessa bagunça veste farda, mas tão deixando apodrecer tudo. Vai chegar a hora.
Mateus Silva
14/05/2026
O messianismo militar que você invoca, capitão, é uma velha fantasia autoritária que já mostrou sua face na história: sempre que as fardas “põem ordem”, o preço é pago em direitos e em sangue, nunca em justiça social. E essa sua fé cega ignora o óbvio que Gramsci já explicava há um século — o verdadeiro poder não está nas togas nem nas fardas, mas na hegemonia do capital financeiro, o mesmo que o Banco Master representa tão bem nesse escândalo. A “hora” que você espera só vai revelar que os tanques estacionam na porta dos banqueiros, não na sua.
Silvia Ramos
14/05/2026
Mais uma tentativa de difamar a família Bolsonaro com denúncias seletivas e fontes enviesadas. A Bíblia já advertiu em Isaías 54:17: “Todas as armas forjadas contra ti não prosperarão”. Enquanto isso, o povo de bem segue clamando por justiça e pela verdade que só Deus pode revelar.
Carlos Oliveira
14/05/2026
Engraçado como sempre lembram da Bíblia pra blindar político, mas esquecem que Jesus expulsou os vendilhões do templo. O povo de bem que clama por justiça de verdade quer ver as provas investigadas, não abafadas com versículo.