O presidente da China, Xi Jinping, abriu sua reunião com Donald Trump no Grande Salão do Povo, em Pequim, com um apelo direto à cooperação e ao abandono da lógica de confronto entre as duas maiores economias do planeta.
A visita de Trump à capital chinesa é a primeira de um presidente americano ao país desde 2017. O encontro carrega peso simbólico e estratégico considerável para a ordem global.
‘China e os Estados Unidos podem ganhar com a cooperação e perder com o enfrentamento. Deveríamos ser parceiros, não rivais’, declarou Xi logo no início da reunião, conforme reportou o portal RT em espanhol. A frase condensou o tom que o líder chinês buscou imprimir ao encontro: pragmatismo, reciprocidade e visão de longo prazo.
Xi foi além da diplomacia protocolar e articulou uma visão estrutural das relações bilaterais. ‘Deveríamos nos ajudar mutuamente a ter sucesso, prosperar juntos e encontrar a forma correta para que os grandes países se entendam na nova era’, afirmou o presidente chinês. Pequim enxerga o momento atual como uma inflexão histórica, não como mais um ciclo de tensão e distensão.
Xi também reafirmou uma convicção central de sua política externa: a de que os interesses comuns entre China e EUA superam as diferenças. ‘O sucesso de um é uma oportunidade para o outro, e uma relação bilateral estável é boa para o mundo’, disse o presidente chinês. A formulação recusa a premissa do jogo de soma zero que tem alimentado o discurso de contenção à China em Washington.
A visita ocorre num contexto de tensões comerciais acumuladas, disputas tecnológicas e pressões geopolíticas em múltiplas frentes, do Mar do Sul da China ao conflito em curso na Ucrânia. O fato de o encontro acontecer em solo chinês, no coração institucional do poder em Pequim, é lido por analistas como sinal de que ambos os lados reconhecem a necessidade de estabilização nas relações.
Para a China, o encontro representa uma oportunidade de reafirmar sua posição como polo central de um mundo em reconfiguração, capaz de dialogar diretamente com Washington sem abrir mão de seus interesses estratégicos. Para Trump, a viagem tem implicações domésticas e externas: qualquer sinalização de distensão será lida como movimento de grande alcance nos mercados e nas chancelarias do mundo.
O apelo de Xi por parceria em vez de rivalidade não é apenas uma declaração de intenções — é uma disputa de narrativa. Enquanto Washington tem construído uma arquitetura de alianças voltada explicitamente para conter o avanço chinês, Pequim insiste em apresentar sua ascensão como processo compatível com a estabilidade global e benéfico para todos os países que buscam alternativas à ordem unipolar.
O que vier a ser acordado ao longo da visita terá repercussões diretas sobre o comércio internacional, as cadeias de suprimentos globais, a corrida tecnológica e o equilíbrio de forças em regiões que vão do Indo-Pacífico ao Oriente Médio. O mundo observa Pequim com atenção.
Com informações de ACTUALIDAD.
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João Batista Alves
14/05/2026
Esse discurso de parceria entre China e EUA ignora o essencial: como confiar num regime que persegue cristãos, controla templos e trata a fé como ameaça ao Estado? Rezo para que Trump não troque princípios por acordos comerciais com quem não teme a Deus. Oremos pelo despertar espiritual das nações.
Luizinho 16
14/05/2026
Reza pro teu deus do capital que abençoa genocídio enquanto chora perseguição imaginária na China, fanático
Pedro Neto
14/05/2026
Faz o L, Xi! Comunista ladrão.
Mateus Silva
14/05/2026
Pedro, seu bordão de torcida organizada é o triunfo do senso comum hegemônico que Gramsci descrevia: esvaziar a complexidade geopolítica para que você repita, sem perceber, a cartilha de quem lucra com a desigualdade global.
Alice T.
14/05/2026
Pedro, desde que o Partido Comunista Chinês assumiu, 800 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema. Já os bilionários liberais que tu defende concentraram 63% da riqueza global nova em 2023, segundo a Oxfam. Teu “ladrão” é um espelho mal calibrado.