A Procuradoria-Geral da República deu aval à Operação Sem Refino, que investiga um conglomerado econômico do setor de combustíveis suspeito de ocultação patrimonial e evasão de recursos ao exterior.
A operação cumpre 17 mandados de busca e apreensão e tem como um dos alvos o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A autorização foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o apoio do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit, teve mandado de prisão preventiva expedido e seu nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Ele reside em Miami.
As investigações se concentram em possíveis fraudes fiscais e inconsistências na operação de uma refinaria ligada ao grupo de Magro. Além dos mandados de busca, sete medidas de afastamento de função pública foram implementadas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo e no Distrito Federal.
A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. O volume bilionário dos ativos bloqueados evidencia a dimensão do esquema apurado pelas autoridades federais.
Também estão sob investigação o desembargador Guaraci de Campos Vianna, da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do Estado Renan Saad. A presença de um magistrado e de ex-integrantes do alto escalão da administração fluminense aprofunda o alcance institucional do caso.
A operação ocorre no contexto da ADPF nº 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas, e contou com o apoio técnico da Receita Federal do Brasil. Conforme reportagem do Metrópoles, a defesa de Cláudio Castro ainda não se manifestou sobre o caso.
Leia também: PF deflagra Operação Sem Refino contra desembargador e ex-governador em esquema bilionário no setor de combustíveis
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