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Sobrevivente da Nakba em Gaza revive expulsão palestina de 1948

3 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Sobrevivente da Nakba em Gaza revive expulsão palestina de 1948. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) Nassera, de 88 anos, é uma das últimas sobreviventes da Nakba no campo de refugiados de Nusseirat, próximo a Deir al-Balah. Ela testemunha a catástrofe que expulsou centenas de milhares de palestinos em 1948, durante […]

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Ilustração editorial sobre Sobrevivente da Nakba em Gaza revive expulsão palestina de 1948. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Nassera, de 88 anos, é uma das últimas sobreviventes da Nakba no campo de refugiados de Nusseirat, próximo a Deir al-Balah. Ela testemunha a catástrofe que expulsou centenas de milhares de palestinos em 1948, durante a fundação de Israel.

O vilarejo natal de Nassera, Karatya, hoje reduzido a ruínas, foi transformado em uma cidade israelense. Ela recorda o cotidiano pacífico, marcado pelo aroma do pão fresco e pelas idas à fonte, abruptamente interrompido pela ação das forças israelenses.

Aos 88 anos, Nassera mantém a esperança de retornar à Palestina, mesmo que brevemente. Seu pai, proprietário de terras agrícolas, empregava trabalhadores locais e sustentava a família com colheitas de trigo e cevada.

A Nakba deslocou cerca de 750 mil palestinos, muitos fugindo de massacres e destruições sistemáticas. Nassera, hoje refugiada registrada pela ONU, simboliza a negação do direito de retorno prometido em resoluções internacionais.

Segundo a RFI, os depoimentos de sobreviventes como Nassera são essenciais para contestar a narrativa israelense que minimiza a Nakba. Essas vozes, cada vez mais raras, fortalecem a luta por reconhecimento histórico e justiça.

A destruição de Karatya e de outros vilarejos palestinos em 1948 apagou comunidades inteiras. Nassera lamenta a perda da vida cultural e social, onde festas e colheitas compartilhadas uniam as famílias.

Seu testemunho conecta o passado traumático ao presente de resistência. Enquanto Gaza enfrenta novos conflitos, histórias como a de Nassera humanizam as estatísticas de milhões de refugiados palestinos.

A Nakba não é apenas um evento histórico, mas uma ferida aberta que influencia negociações de paz. Preservar essa memória é um ato político e cultural fundamental para qualquer solução justa do conflito.


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Clotilde Pátria

15/05/2026

Mais uma narrativa vitimista bancada por esses esquerdistas de plantão, enquanto o verdadeiro perigo – o comunismo – avança sem ninguém ver. Deus tenha misericórdia do nosso Brasil, porque os patriotas já estão cercados!

    Marta

    15/05/2026

    Dona Clotilde, com todo respeito, a senhora está misturando alhos com bugalhos de uma forma que só pode ser fruto de muita desinformação ou de uma preguiça intelectual que me preocupa. Estamos falando de um artigo sobre a Nakba – termo árabe que significa “catástrofe”, e que se refere à expulsão de mais de 700 mil palestinos em 1948. Isso não é “narrativa vitimista”, é fato histórico documentado por historiadores sérios, por arquivos da ONU, por relatos de sobreviventes. O artigo menciona uma sobrevivente em Gaza que revive esse trauma. A senhora, em vez de se solidarizar com uma pessoa idosa que sofreu deslocamento forçado, prefere desviar o assunto para um suposto “perigo comunista” que, francamente, não tem absolutamente nada a ver com a matéria.

    O que me entristece, minha filha, é ver como certas correntes políticas transformaram a palavra “comunismo” num espantalho conveniente para justificar qualquer posição reacionária. Quem estuda história sabe que a Nakba foi resultado de um processo complexo de colonização, limpeza étnica e disputas geopolíticas do pós-guerra – nada a ver com Karl Marx ou com a União Soviética. Tanto é verdade que muitas das vítimas da Nakba eram camponeses pobres, cristãos e muçulmanos, que sequer sabiam o que era comunismo. A senhora está usando um rótulo vazio para silenciar o sofrimento de um povo inteiro, e isso é cruel.

    Os “patriotas” de que a senhora fala, aliás, andam defendendo exatamente os interesses de potências imperialistas que lucraram com a desgraça palestina. Quem apoia a ocupação ilegal, os assentamentos em território violado, o bloqueio desumano a Gaza, não está defendendo o Brasil nem o povo brasileiro – está aplaudindo opressão. Ser patriota, para mim, é defender soberania, justiça, direitos humanos. E isso inclui reconhecer o direito do povo palestino de viver em paz na sua terra, como defende o presidente Lula e como defendo eu, como professora e como ser humano.

    Deus, dona Clotilde, tem misericórdia de quem precisa: dos oprimidos, dos famintos, dos que choram a perda de seus filhos sob bombas. Não dos que usam o nome Dele para justificar a insensibilidade. Sugiro que a senhora leia um pouco de história antes de sair repetindo chavões prontos. Quem sabe assim perceba que o “cerco” não está contra os patriotas, mas contra a verdade e a empatia. Fica a dica de uma professora aposentada que já viu muito menino mal-educado repetindo bobagem, mas que também acredita que nunca é tarde para aprender.

    Maria Aparecida

    15/05/2026

    Clotilde, o Deus que eu sirvo ouve o clamor dos aflitos e não chama o sofrimento deles de “vitimismo” — isso quem faz é o poder que quer manter tudo como está. Se a senhora lesse o evangelho com a mesma energia que gasta perseguindo “comunistas”, talvez percebesse que justiça e compaixão não são bandeira de esquerda, são exigências do Reino.


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