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Tcu investiga irregularidades em financiamento de filme sobre Bolsonaro

0 Comentários🗣️🔥 Flávio Bolsonaro e o empresário Ricardo Faria, ligado ao Banco Master, em imagem composta. (Foto: cartacapital.com.br) O Tribunal de Contas da União (TCU) foi acionado para investigar possíveis irregularidades no financiamento do filme ‘Dark Horse’, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A representação foi apresentada pelo subprocurador Lucas Rocha Furtado, do […]

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Flávio Bolsonaro e o empresário Ricardo Faria, ligado ao Banco Master, em imagem composta. (Foto: cartacapital.com.br)

O Tribunal de Contas da União (TCU) foi acionado para investigar possíveis irregularidades no financiamento do filme ‘Dark Horse’, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A representação foi apresentada pelo subprocurador Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao TCU, que aponta suspeitas de uso indireto de recursos públicos e ocultação da origem dos valores destinados à produção.

O documento menciona diálogos revelados pelo Intercept Brasil entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, envolvendo aportes milionários para o projeto cinematográfico. Estima-se que 24 milhões de dólares estavam previstos para o filme, dos quais 10,6 milhões teriam sido transferidos por meio da empresa Entre Investimentos.

Furtado destaca que as versões públicas dos envolvidos são contraditórias. Inicialmente, a produtora Go Up Entertainment e o deputado Mário Frias negaram a participação financeira de Vorcaro, mas posteriormente afirmaram que os recursos não vieram diretamente do Banco Master, mas de uma empresa distinta. Além disso, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que a Entre Investimentos recebeu 160 milhões de reais de fundos ligados ao banco de Vorcaro, parte dos quais estaria sob investigação da Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro.

A representação também menciona que a Go Up Entertainment faz parte de uma estrutura empresarial ligada à empresária Karina Gama, que teria recebido pelo menos 110,8 milhões de reais em verbas públicas. Diante disso, Furtado solicitou ao TCU uma investigação sobre possíveis incentivos fiscais e uso de emendas parlamentares, além de diligências junto à Receita Federal, Ancine, Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários e Coaf.

Este caso ocorre em um contexto político onde o bolsonarismo ainda exerce influência significativa no Congresso. A situação política interna se entrelaça com a necessidade de uma apuração rigorosa sobre o financiamento do filme, conforme apontado pela Carta Capital.


Leia também: Cartão corporativo revela gastos milionários de Bolsonaro


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