Escavações na Praça Castro Alves, em Salvador, desvendaram um porto colonial oculto sob a cidade, alterando a compreensão sobre a ocupação territorial e o comércio no período entre os séculos XVI e XVIII.
O achado, identificado durante obras de requalificação urbana, foi analisado por arqueólogos da Universidade Federal da Bahia. Os muros de pedra e cal encontrados confirmam a existência de cais que sustentavam o intenso fluxo comercial da época, incluindo o tráfico transatlântico de escravizados.
Entre os artefatos resgatados estão cerâmicas, moedas portuguesas e cachimbos de origem africana, que revelam as rotas comerciais e a diversidade cultural da região. A localização estratégica da praça, em terreno elevado, reforça sua função como centro de controle militar e fiscalização das embarcações que chegavam à Baía de Todos-os-Santos.
Os vestígios arqueológicos, agora integrados ao projeto urbanístico, serão transformados em um espaço museológico a céu aberto. A iniciativa visa preservar o patrimônio histórico e oferecer aos visitantes uma experiência imersiva sobre a formação da sociedade baiana.
O estudo reforça a importância de Salvador como referência em preservação arqueológica nas Américas, atraindo pesquisadores interessados nas origens multiétnicas do povo brasileiro.
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